segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Entalis

Em meio à escuridão o grande ser fecha seus olhos para observar o seu interior. Nesse momento, ele começa a morrer para o mundo de fora, o mundo que não é conhecido por nenhuma das cristuras de Entalis. E então ele desaparece, sobrando nada mais do que o vazio que antes era ocupado pela sua presença.

No entanto, no meio do vazio surge algo. Uma semente. Uma semente que germina, criando uma pequena árvore que começa a crescer em meio ao vazio, lutando para ter sua própria existência. Então, surgem folhas e galhos. E a pequena árvore vai se tornando grande e frondosa. E em meio às folhas, surge uma flor. Uma única flor. No meio dessa flor uma luz aparece, e à partir dessa luz surgem várias imagens de um mundo que ainda não existe. As imagens contemplam o passado, o presente e o futuro. O início e o fim. E quando a luz se extingue, a flor e a árvore começam a murchar. Logo a árvore frondosa deixa de existir, mas deixa para trás uma semente, um presságio do que viria a ser Entalis.

Depois de muito tempo passado, o grande ser renasce e passa a ocupar novamente o vazio. Ele nota a presença da semente, e sente que ela é parte de si, pois da sua morte exterior, um mundo interior pode florescer sob a forma de um pensamento. E assim, a semente se torna o ovo primordial que o grande ser, agora totalmente desperto, usa para construir aquele que veio a se tornar Entalis: A terra imortal.

E assim, todas as coisas vislumbradas pelo grande ser através do Ovo Cósmico foram sendo construídas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Sonho Lúcido #31

Passando aqui só pra falar de um breve sonho lúcido que tive há alguns dias e esqueci de relatar... Bem, não lembro como começou, mas fiquei lúcido em algum momento e comecei a explorar o cenário. Eu estava andando por uma estrada em que costumo passar nos fins de semana, quando vou visitar meus pais.

De repente, vários lobos apareceram na estrada. Deu até medo quando percebi que eles me viram e começaram a correr em minha direção. Mas já que era um sonho, porque não enfrentá-los? À medida em que iam se aproximando e saltando sobre mim, eu lhes dava socos e chutes, antes que pudessem me morder.



Eles estavam com raiva e rosnavam, enrugando a pele sobre o focinho e mostrando os dentes. Aos poucos foram se acalmando e alguns foram embora mancando. Estou me esforçando pra lembrar se aconteceu algo mais, mas não consigo... Não lembro nem do momento em que acordei. :P