sexta-feira, 26 de julho de 2013

Unix: Comandos úteis para dados científicos

Esta semana estava eu preparando uma pesquisa comparativa de performance entre duas soluções de túnel com uma solução implementada por mim e, ao final da fase de testes comparativos, me vi encurralado com 96 arquivos CSV que precisavam ser auditados um por um e depois, à partir desses dados, fazer a construção de um relatório consolidado desses dados comparativos.

Essa tarefa seria um pé no saco infinita se eu dependesse só do método manual (abrir no LibreOffice Calc, transcrever os dados brutos importantes, fazer os cálculos necessários). Só não foi (exceto pela auditoria dos arquivos, que tinha de ser manual mesmo) pelo fato de eu utilizar o Linux como minha ferramenta de trabalho.

Daí você se pergunta: "Como assim o Linux? O que têm nele que pode te ajudar a completar a tarefa?". Eu respondo "Tudo! Tudo o que você precisa está à um terminal de distância!".

Imagine a seguinte situação: Você possui um arquivo CSV enorme (digamos, uns 60Gb de dados brutos, como os que vejo em uns projetos aqui no meu trabalho) com dezenas de colunas e alguns milhões de registros. Como você faria para fazer cálculos em cima desse arquivo gigante? Não há um Calc ou Excel que consiga abrir um arquivo desses e lhe permita trabalhar de maneira eficiente, e soluções como o SPSS são dispendiosas. Então, recorremos às soluções que temos ao nosso alcance...

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Minha opinião sobre Golpe militar/midiático/facebookeano

Bom dia vocês que acompanham meu blog! O post de hoje é algo diferente de tudo o que vocês já me viram postar, pois eu sou uma pessoa que raramente se envolve em movimentos populares ou qualquer tipo de manifestação política ou social pelo simples fato de que tenho enorme preguiça dessas coisas, mesmo sabendo que são importantes para o atendimento de demandas negadas pelo governo, corporações ou quem quer que seja. Então vamos lá!

Minha opinião sobre Golpe.

Hoje recebi um e-mail relacionado às manifestações do dia 11 de julho de 2013 contra essa situação em que estamos vivendo no brasil.

Gostei de todo o e-mail até que cheguei em uma parte que tratava sobre o possível golpe que podemos estar passando juntamente com o ciclo de manifestações que estão ocorrendo. A citação é a seguinte:
O fantasma da ameaça de golpe da direita

Esse é outro argumento que não se sustenta na realidade. Não há nenhuma possibilidade de a direita dirigir este processo de lutas para dar um golpe de estado no país. Primeiro, porque 90% das demandas levantadas nas manifestações choca-se de frente com os privilégios da direita que são garantidos pelo modelo econômico vigente aplicado pelo governo que aí está. O grande empresariado tem sido beneficiado pelos governos do PT com uma lucratividade “nunca antes vista neste país”, como gosta de dizer, com propriedade é bom que se diga, o ex-presidente Lula.

Assim, não há base política na burguesia aqui instalada (seja nacional, seja multinacional) para açular militares a darem uma quartelada. Militares que, aliás, estão solidamente disciplinados apoiando o poder civil. As únicas movimentações de militares que se vê no país são aquelas destinadas a reprimir os manifestantes. Inclui-se aqui a Força Nacional e o Exército Brasileiro que, por determinação do governo Dilma, foram usados na repressão na última manifestação em Belo Horizonte (26/6). Os grupos de ultradireita que tem atacado manifestantes nas mobilizações de rua são um fenômeno normal numa situação de polarização da luta de classes como a que estamos vivendo, mas são irrelevantes no cenário político nacional. Seria risível creditar a estes grupos qualquer possibilidade de desestabilização do regime político vigente.

Mas não bastassem estes argumentos há outro, que não podemos nos esquecer: a maior parte da direita brasileira sequer pensa na hipótese de um golpe contra o governo, pela simples razão de que ela está dentro do governo. O que é o PMDB, o PP, o PR, o PRB, o PSD, só para dar alguns exemplos? José Sarney, Henrique Alves, Collor de Melo, Francisco Dorneles, são o quê, senão representantes da direita tradicional do país dentro do governo. Ficam de fora apenas o PSDB e o DEM que, obviamente querem aproveitar a crise atual para se cacifar para as eleições do ano que vem.

Claro que eu não concordo com essa colocação da forma que foi tratada, afinal as pessoas estão acostumadas a enxergar um golpe somente na forma de golpe militar e ainda como um golpe da extrema direita. Isso não pode estar mais errado e mais longe da realidade. Por isso, respondi o e-mail (educadamente) com minhas opiniões à respeito desse tema e ao mesmo tempo incluindo minhas colocações sobre as manifestações que ocorreram no mês de junho e julho de 2013. Segue abaixo...