quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dia do Motociclista

Hoje eu finalizei o lance da minha moto nova, uma Yamaha Fazer 250cc preta, que carinhosamente se chamará TJ (Pronuncia: Tee Jay) e engraçado que no mesmo dia se comemora o dia do motociclista. Não pude deixar passar essa data sem fazer um post à respeito.

Dia do Motociclista

Este dia é comemorado no dia 27 de julho e é cada vez mais comemorado na forma de conscientização sobre direção segura.

Mas, você sabe o que é um motociclista? Você acha que todo mundo que dirige uma moto é motoqueiro? Você sabe o que é motoqueiro? Não? Então continue lendo.

O termo motociclista se enquadra a todas as pessoas que andam de moto e respeitam a legislação de trânsito. Estimulam e orientam quanto ao uso correto da motocicleta. A paixão dos motociclistas por suas motos é grande, e cuidar de suas máquinas sempre lhes dá prazer. Também é hábito dos motociclistas se reunirem para passeios, viagens, ações filantrópicas.

Motoqueiro e motociclista são duas coisas com o mesmo sentido, mas usados com conotações diferentes.


Motociclistas são pessoas que têm motos para seu uso racional, curtem motociclismo. Não gostam de serem chamados de motoqueiros. Curtem a estrada, geralmente são rigorosos no quesito respeito as leis de trânsito, gostam mais da parte "sossego" do estilo. Podem ter motos esportivas ou estradeiras e sabem usá-las conscientemente, sem correrem riscos desnecessários.

Motoqueiros são os barbeiros que "andam" de moto. Seres bípedes que não respeitam as leis, nem a sua vida nem a dos outros. São imprudentes e não querem mudar seu estilo de vida livre e desimpedido em cima de uma moto, são aqueles que se acham muito machos, ou aqueles que são encrenqueiros...



As pessoas, em geral, confundem a definição de motoqueiro com motociclista. E no seu conhecimento, não estão erradas. As duas definições fazem alusão à pessoa que dirige motos. No entanto, o que deve ser observado é que o motociclista usa sua moto como uma extensão de si, e têm consciência de que usá-la imprudentemente pode causar consequências sérias à ele e provavelmente à outras pessoas, ao passo que o motoqueiro não leva isso em consideração, se arriscando em estilos de pilotagem agressivos e por diversas vezes, perigosos.

Estas são as definições básicas de pilotos de moto. No entanto, entre aqueles que já conhecem esse nixo, existem outras definições que dividem os pilotos em categorias. Vamos citar algumas:

Biker

Ser totalmente sui generis. Também se considera de uma casta nobre, mas de um filó absolutamente diferente dos demais. Começou aos 10 anos com uma Caloi Super, de quadro de ferro e 10 marchas (era o moleque mais rápido do quarteirão no Polícia e Ladrão sobre bicicletas). Quando cresceu e virou gente, a 1ª moto que comprou foi uma RD350, que passava horas lavando e encerando. Divertiu-se muito com esta RD ("Meu, tu não acredita em quantos minuto fiz do trampo pra casa, e isso ao meio-dia"). Aí ganhou mais dinheiro, teve dois filhos, trocou a Parati rebaixada com vidro fumê por um Santana de 4 portas e comprou uma esportiva. Mais de 130 cavalos, sem contar o condutor, e velocidade final de 270 km/h (mas com o Coyotão que ele vai colocar vai passar dos 285 frouxo).

Sua diversão é subir até o topo da serra e descer, uma vez atrás da outra, das 8:00 às 11:30 de todo sábado de sol, fazendo todas as curvas na horizontal. Sempre se veste com uma jaqueta que se liga por zíper à calça, das cores mais psicodélicas possíveis e que geralmente custam um valor de 4 dígitos. Quando chega em casa pro almoço depois do exercício de sábado, a 1ª; coisa que faz é abrir a jaqueta de guerreiro do futuro pós-apocalíptico e amarrar as mangas na cintura e em seguida atacar a geladeira atrás de líquidos, pois quase desidrata de tanto suar dentro do uniforme.

Depois de beber dois litros de água, suco, chá, cerveja, etc, beija a mulher (como sempre ela manda ele tomar banho porque está fedendo chulé) e vai vistoriar os novos riscos nas pedaleiras que fez naquelas curvas animais da serra. E pensa consigo mesmo "Até sábado que vem ponho o Coyote, aí sim vai dar pra aproveitar toda a potência da moto".

Tiro Curto

Denominação dada a um ser vivente sobre duas rodas que vai a qualquer encontro, em qualquer lugar, pagando ou não, com qualquer tempo, mas raramente chega lá no dia programado. Sempre fica no meio do caminho para arrumar um probleminha na moto que só depende de se conseguir uma peçinha na cidade vizinha.

A sua moto é o arquétipo da moto ideal, mecanicamente perfeita, e aqueles barulhinhos irregulares são charme. A bomba de óleo que estourou ontem, o fluido de freio vazando na semana passada e a torneira de combustível entupida do último encontro (30 dias antes) são coisas da vida que acontecem com qualquer um. Geralmente é o 1º a apoiar a idéia do MC comprar uma carretinha pro carro de apoio ("Lembra daquela vez que o Ciclano teve de dormir naquele motel pulgueiro? Ainda bem que não estava junto, já que minha moto estava na revisão, mas se a gente tivesse a carreta vocês poderiam ter colocado aquela porcaria da moto dele em cima").

Facilmente reconhecido, pois conhece os nomes de todo mundo na sua concessionária, do mecânico-chefe ao gerente ao cara de CG que faz entregas. Quando consegue chegar de volta de um encontro sobre a moto (e não dentro do carro de apoio) fala pra todo mundo que este foi um dos melhores encontros que aquela cidadezinha já fez. Muito melhor que o do ano passado, pois de tanta chuva (na verdade era uma garoa forte) molhou as velas e teve de dormir num hotel na entrada da cidade que lhe cobrou uma nota preta. "Este ano foi diferente, a organização não deixou ninguém nos explorar com hotéis caros... Aquela mancha de óleo ali? Isso é óleo que jogaram embaixo só para me sacanear. Esta moto não dá oficina".

CGzeiro

Começou com uma Turuna 80 (aliás, impecável) do tio dele e agora esta já na sua 3ª Today. Seu sonho de consumo era uma Titan ES, mas agora com a YBR, está em dúvida...se a troca de óleo for mais barata pode até pensar. Entre seus amigos é muito querido, pois além de fazer zerinhos perfeitos ("aquela vez que a moto escapou e acertou um Palio 16v estacionado do outro lado da rua foi porque a rua ali na frente do colégio tem muita pedrinha solta por causa dos ônibus que passam de monte") faz a melhor antena corta-cerol do bairro. Pensa um dia escrever para a Duas Rodas e perguntar se não querem fazer um teste com seu corta-cerol. Numa dessas pode até começar a faturar uns trocados com os pedidos...

Superbiker

Ser sobre duas rodas bastante curioso. Sua filosofia de vida é chegar lá. Não importa onde, desde que seja rápido. E antes dos colegas com aquelas velharias de 1998.

Seu modo de trajar é bastante semelhante ao do biker, mas diferem por sempre usarem capacetes de fibra de carbono com kevlar trançado, viseira anti-embaçante e a prova de impactos e cinta jugular acolchoada de nylon anti-alérgico que pesa somente 127g. Têm um jeito peculiar de andar quando estão sobre os próprios pés, pois sempre inclinam a cabeça para frente para melhorar a penetração aerodinâmica.

Não são muito vistos sobre as motos, pois quando você vai olhar eles já passaram. Detestam andar devagar, pois o pressurized air charged direct double induction system só começa a funcionar a partir dos 195 km/h (se bem que a nível do mar já entra nos 185 km/h). Além do mais, andar a menos de 200 km/h é coisa de frouxo.

São facilmente reconhecíveis nas boates dos encontros, pois sempre são os primeiros a chegar, e quando se pergunta a um deles se o túnel na BR ainda estava em reformas eles respondem "Reformas? Não vi máquina nenhuma..."

Outra característica marcante é seu ódio descomunal a insetos. Isto porque dói pra cacete levar uma besourada no pescoço a 298 km/h. Acredita piamente que até o ano 2050 estarão em produção motos de série que rompem a barreira do som ("Aí sim vai dar para curtir o vento no rosto...").

Cruiser (Custom)

Seu nome é derivado do tipo de moto de duas rodas que pilotam. Sua filosofia de vida é ir, não importa quanto tempo leva nem se vão chegar lá. Só ouvem rock, e respiram couro e comem cromo. Se não for cromado não presta.

Vestem-se dos pés a cabeça com roupas de couro (até no capacete as vezes), incluindo-se cuecas e meias, geralmente na cor preta. Além do couro, adoram usar penduricalhos presos a roupa, como correntinhas, broches, etc. Não gostam muito do verão por que no sol toda esta roupa preta esquenta pra cacete.

Consideram-se os bad boys do reino de duas rodas, mas a maioria pede: "por favor, não fala palavrão" e até respeitam mulheres no trânsito. Também não gostam de insetos, pois como geralmente usam elmos abertos, detestam comê-los quando estão pilotando.

Nos encontros, se você perguntar se o túnel na BR ainda está em reformas, respondem com detalhes, pois andam tão devagar que conseguem até ler o nome nos crachás dos trabalhadores.

Coxinha

Na verdade, esta definição serve para todas as tribos. É aquele ser que tem um veículo de duas rodas dentro da sala de TV. Acha que o importante é ficar babando em cima da moto, e só anda com ela nos fins de semana de sol e quando emenda um feriadão e não vai viajar com a patroa e os 3 filhos.

Seu maior prazer é sair de carro com os amigos e falar de motos. Quando sai para dar umas voltas (depois de entrar no site do Inmet para ver se corria risco de tomar chuva naquele sábado de céu azul), não pára em sinaleiro sem ficar acelerando o motor. Geralmente sai no gás para frear em cima do carro em frente a 30 metros.

Sua política é que moto é a melhor coisa do mundo, mas em viagem de mais de 30 km é melhor ir de carro por ser mais seguro, ter rádio toca-fita com magazine de 12 CDs no porta-malas, ar condicionado, etc. Além do mais, não sei não, mas parece que vai chover semana que vem, por isso não sei se vai dar pra ir junto com vocês...

Trilheiro

Este ser não faz parte da fauna urbana, pois só se sente a vontade quando está no meio do mato. Seu credo é "no barro é que me realizo".

Estes bípedes só são felizes quando estão com barro até a cueca, já que andar no asfalto é coisa de mariquinha. Quanto mais chover melhor, pois assim a trilha estará bem enlameada. É um dos poucos seres sobre motos que sabe lavar roupa, pois sua mulher se recusa a pôr a mão ou deixar que a empregada lave aquela imundície que é a roupa dele andar de moto.

Detestam os coxinhas e flanelinhas, já que moto limpa não presta e é no mínimo coisa de fresco. Não vão muito a encontros, pois só existem encontros em cidades, nunca na terra ou no mato, e andar no asfalto é coisa de mariazinha.

Flanelinha

Também é um categoria de ser, sendo encontrado em todas as tribos e filos. Este ser bípide tem como meta na vida deixar sua moto brilhando. Não existe coisa pior que mancha ou sujeira. Também são uns dos poucos que lavam roupa, pois só usam roupa limpa ao andar de moto para não sujar o banco.

Nos encontros que vão (apenas na época de seca e somente em cidades limpas) ganham todos os prêmios de moto mais bem conservada. Caracteristicamente sempre carregam um paninho, pois sempre pode aparecer uma sujeirinha. Conhecem de cor nomes e fabricantes de todas as marcas e tipos de cêras e polidores, além de conseguirem citar de traz para frente a sequência de lavagem de sua moto. Uns chegam ao ponto de plastificar a moto inteira ("Sabe como é, radiação ultra-violeta pode danificar a pintura. Nunca dá pra descuidar").

Nos encontros, para achá-los é só ir onde estão as meninas em trajes mínimos lavando motos. Geralmente tem um flanelinha ajudando ou ensinado elas a lavar.

Estradeiro

É uma espécie de nômade, que ainda não conseguiu criar raízes em lugar algum. Na dúvida, ele pega a estrada, não importa pra onde, desde que seja longe. Também não se importa em quanto tempo vai levar ou se tem alguma coisa lá, o importante é ir.

Uma de suas características é transformar a moto num motorhome, com malas, alforjes, bagageiros, mochilas e pochetes por tudo, sempre com um 2º capacete em cima da pilha mais alta. Ó único ser sobre duas rodas que acha que talvez não seja totalmente verídica a estória que todo caminhoneiro tem a mãe na zona. Afinal, naquela viagem do mês passado ao Aconcágua que fez saindo pela Transamazônica, foi um caminhoneiro que lhe deu carona de volta a Manaus quando o pneu traseiro rasgou.

Também não gosta de insetos, porque deixam aquela mancha verde na viseira. Sempre que se encontrar um estradeiro e ele disser já volto, desconfie, pois pode resolver que faz tempo que não vai às Missões e só voltar dali a um mês. Se pudesse, trocaria o irmão mais novo para ir de moto à Daytona. Saindo da Terra do Fogo, é claro.


Agora, umas definições engraçadas ...

O cuequinha de seda:

Esse motociclista é caracterizado por algumas peculiaridades, como: não viajar em dias de chuva, ter todos os acessórios que sua moto comporta, ir a moto encontros literalmente fantasiado de motociclista... O cuequinha de seda não se sujeita a se cansar em uma viajem, a mordomia é sua principal parceira, e por inúmeras vezes esse pessoal perde grandes aventuras, por não se sujeitar a fazer alguns sacrifícios.

Bikers:

Normalmente são pilotos de motos esportivas e nakeds, são amantes da velocidade e de suas motos. Esse grupo é fácil de identificar pois os mesmos ou estão vestindo macacão esportivo (que dariam inveja ao Jaspion) ou com roupas de grife e bonés da mesma marca de suas motos. Não serve de regra, mas os bikers normalmente estão acompanhados por garotas que tem em média 1,7km de bunda empinada no banco traseiro da moto!!!

Hell Boys:

Caracterizados por usarem motos custom (modificadas ou não), não dispensão uma viajem e para tal levam somente um par de camisetas e cuecas... esses são os puristas da motos, e tem a mesma como uma amante, uma fiel amiga e confidente... Normalmente organizados em grupos que não olham com bons olhos para os cuequinhas de seda, os hell boys são a personificação do estilo easy rider...

Arroz de festa:

Esse grupo é composto por pessoas um tanto quanto pitorescas, são caracterizados por serem "nômades", de festa em festa, de moto encontro em moto encontro, nesses lugares eles armam suas tendas e vendem suas bugigangas, nas festas garantem o prato de comida, a cerveja gelada e rock and roll dos anos 60 e 70.

O ultra mega power master blaster entendido de moto:

Esse é o cara que NUNCA pilotou uma moto na vida, na pratica não entende NADA de moto mas... ao falar de duas rodas ele "entende tudo", normalmente é uma pessoa chata pois se você falar em um uma determinada moto ele te dá a ficha técnica, faz criticas e elogios (mesmo que tenha que inventar).

O pré-wheller:

Esse acha que é um DEUS sobre duas rodas, empinar, fazer RL, dar zerinho e queimar pneus é com ele mesmo... Para esse tipo de individuo a moto é mais um instrumento para o estrelato do que um meio de locomoção ou divertimento, normalmente seu ego não cabe no próprio corpo, e por conta disso ele tem que se mostrar em cima da moto.

Filósofo:

Individuo que tem o motociclismo como filosofia de vida, TUDO gira em torno da moto e o que ela lhe proporciona... Se você parar para pensar, vai achar que esse tipo de pessoa sofre de esquizofrenia, pois para ele as estradas são artérias de um grande sistema que tem que ser desbravado, o vento no rosto é o carinho que deus faz em sua face e que a moto é sua única e leal companheira.

Comedor de terra:

Caracterizado por motociclistas que amam, adoram, tem ovação à trilhas e estradas de terra, sua filosofia é bem simples: "a lama suja o corpo mas lava a alma".

Bom, é isso. Ótimo dia do Motociclista para vocês!

Fontes:

http://www.smartkids.com.br/datas-comemorativas/27-julho-dia-do-motociclista.html
http://www.bodesdoasfalto.com/tiposdemotociclistas.htm
http://www.motropolis.com.br/dicas.htm
http://www.motorpasion.com.br/geral-motos/dicas-para-pilotar-a-moto-com-seguranca
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/julho/dia-do-motociclista.php