quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O que faz um presidente? Vote em mim que eu te conto!

Bom dia para você que trabalha em alguma repartição, departamento, ministério ou autarquia públicos! Hoje é seu dia! Neste 301° dia do ano se comemora o dia do servidor público.

E você, sabe porque o dia do servidor público é nesse dia? Eh porque esse é o dia que foi promulgado o decreto nº 1.713, de 28 de outubro de 1939, motivo pelo qual é o dia da comemoração desse profissional. No entanto, esse decreto foi substituído pela lei 8.112 de 11 de dezembro de 1990, intitulado "Estatuto dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais" e é quem rege hoje os direitos, deveres e atribuições dos servidores públicos da esfera federal.

E por hoje ser dia do servidor público, e este dia 31, dia das bruxas, que escolheremos quem será o próximo bruxo presidente a comandar o país, resolvi fazer um post sobre o mais importante dos servidores públicos do brasil: o presidente da república!

Mas, Vinde, o presidente não é um servidor público!

Olha, vamos por partes. O que é um servidor público? Vamos entender melhor.

Primeiramente, público é aquilo que pertence ao povo, o que pertence a todos, à coletividade O cargo público é criado por lei, e quem paga o salário são os cofres públicos, ou seja, toda a população, através dos impostos.

O serviço público se relaciona com o governo federal, estadual ou municipal. Apesar disso, o servidor público não trabalha para o governo, ele trabalha para a população. O serviço público atende as necessidades essenciais da população, como saúde, segurança e educação. Todos os cidadãos têm direitos a esses serviços, que são para o benefício de todos.

Espera aí, e os políticos?

Os cargos políticos também têm como objetivo o bem comum. Os agentes políticos também trabalham para o bem público. São os prefeitos e vereadores, os governadores e deputados estaduais, o presidente da república e os deputados federais e senadores. No entanto, os políticos não prestam concurso, mas são eleitos pelo voto.

Se ganham a eleição, passam a ter um mandato público, que tem início e fim. Por isso os políticos servem a população apenas durante o período para o qual foram eleitos. No entanto, estes não são regidos pelo Estatuto do Servidor Público e não têm cargo vitalício.

Sim, se o presidente é um servidor público, o que faz, então, o presidente da república?

Uai, vote em mim continue lendo que eu te conto ...



O que faz um presidente? Vote em mim que eu te conto!

Muitos sites e blogs por aí somente replicam a informação que já consta na constituição: a de que o presidente é o chefe de estado e o chefe de governo do país. Então refaço a pergunta: o que faz um chefe de estado e um chefe de governo? Vejamos:

Presidente como Chefe de Estado

O chefe de Estado é o mais alto representante público de um Estado-nação, federação ou confederação, cujo papel inclui geralmente a personificação da continuidade e legitimidade do Estado e o exercício de poderes, funções e deveres atribuídos ao chefe de Estado pela Constituição do país.

Nas palavras com que Charles de Gaulle descreveu o papel que idealizou para o presidente francês quando redigiu a Constituição moderna de França, um chefe de Estado deve incorporar o "espírito da nação" perante a própria nação e o mundo: une certaine idée de la France.
(Wikipédia)

O presidente da república, como chefe de estado, têm as seguintes atribuições:
  1. manter relações com os Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos (artigo 84, item VII, da Constituição Federal)
  2. celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional
  3. declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional
  4. celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional
  5. permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente
  6. exercer o comando supremo das Forças Armadas
  7. iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição
  8. sancionar, promulgar e fazer publicar as leis
  9. vetar projetos de lei, total ou parcialmente
  10. editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do artigo 62 da Constituição
  11. nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores e o Procurador-Geral da República
  12. nomear magistrados, nos casos previstos na Constituição
  13. nomear, observado o disposto no artigo 73 da Constituição, os ministros do Tribunal de Contas da União
  14. nomear membros do Conselho da República, nos termos do artigo 89, VII, da Constituição
  15. convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional
  16. decretar o estado de defesa e o estado de sítio
  17. decretar a intervenção federal nos Estados
  18. conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei
  19. conferir condecorações e distinções honoríficas

Presidente como Chefe de Governo

O Chefe de governo é uma posição ocupada, num sistema parlamentarista de governo, pelo indivíduo que exercerá as funções executivas e/ou a função de chefiar o Poder Executivo.

Geralmente, nomeará um gabinete e ditará políticas públicas. O chefe-de-governo parlamentarista não cumpre mandato predeterminado e pode ser destituído a qualquer momento pelo Parlamento se perder apoio ou for reprovado num voto de confiança.
(Wikipédia)

O presidente da república, como chefe de governo, têm as seguintes atribuições:
  1. nomear e exonerar os Ministros de Estado
  2. exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal
  3. expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução das leis federais
  4. dispor, mediante decreto, sobre a organização e o funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos
  5. dispor, mediante decreto, sobre a extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos
  6. executar a intervenção federal
  7. remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por ocasião da abertura da sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando as providências que julgar necessárias
  8. nomear os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos
  9. nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Governadores de Territórios, o presidente e os diretores do banco central e outros servidores, quando determinado em lei
  10. nomear o Advogado-Geral da União
  11. enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição
  12. prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior
  13. prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei

No caso do nosso sistema, presidencialista, o Chefe de Estado também ocupa a Chefia de Governo.

Outras atribuições

Embora, conceitualmente, o Poder Executivo faça executar as leis elaboradas pelo Poder Legislativo, o Presidente da República pode iniciar o processo legislativo. A Constituição permite que adote medidas provisórias em caso de relevância e urgência, proponha emendas à Constituição, projetos de leis complementares e ordinárias ou, ainda, leis delegadas. Da mesma forma que lhe atribui o direito de rejeitar ou sancionar matérias já aprovadas pelo Legislativo.

Quando o Presidente não está apto a exercer o cargo, por alguma razão, o próximo na sua sucessão é o Vice-Presidente, seguido pelo presidente da Câmara dos Deputados, presidente do Senado e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

História

Para saber realmente a quantidade de presidentes que já tivemos, é preciso fazer algumas considerações para determinar o número do próximo presidente. Três juntas militares – com três integrantes cada – ocuparam o Executivo por alguns dias sem o voto popular. Isso ocorreu em 1930, 1961 e em 1969.

Além destes, outros ficaram na presidência por dias ou mesmo horas, como Carlos Luz, além de Tancredo Neves (eleito indiretamente mas que morreu antes de tomar posse) e Julio Prestes – eleito pelo voto popular mas impedido de tomar posse.

Concluindo, o futuro presidente será o de número 29 – considerando os militares que cumpriram mandato durante a ditadura militar imposta pelo Golpe de 64 e que, efetivamente, estabeleceram seus governos a despeito do fato de Costa e Silva ter morrido antes de concluí-lo.

Minas Gerais foi o estado que deu mais presidentes ao país – sete ao todo – mas foram os gaúchos que ocuparam o cargo por mais tempo. Somando tudo a conta passa dos 36 anos, cabendo aos fluminenses o segundo lugar (22 anos), aos mineiros 16 e doze aos paulistas.

Curiosamente, todos esses estados foram representados nestas eleições. Por São Paulo concorreram Zé Maria, Rui Pimenta, José Serra e Plinio de Arruda Sampaio. Minas Gerais foi representado por Levy Fidelix e Dilma Rousseff. Rio Grande do Sul por José Maria Eymael e o Rio de Janeiro contou com o candidato Ivan Pinheiro. Completou a lista – como exceção à regra – a acreana Marina Silva.



Agora no segundo turno, acabou ficando uma dobradinha Café com Leite, com Dilma e Serra pra disputar o segundo turno. Agora, cabe a você escolher, porque meu voto eu já dei e expliquei no post "Pelo direito de votar em branco".

Bom, é isso aí! Espero ter esclarecido suas idéias! Boa eleição, bom dia do servidor público, bom dia das bruxas e bom feriado!



Referências
- Clio Acessoria - O que faz o presidente da república?
- Dimas Santos - O que faz o presidente da república
- Constituição Federal - Das atribuições do Presidente da República

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

It gets better: adolescência e sexualidade

Minha adolescência não foi uma fase fácil de passar. Primeiro que eu era o neto mais velho da família, e isso sempre pesava para mim como uma forma de exemplo pros meus primos (até que simplesmente liguei o foda-se e parei de me preocupar com isso).

Eu digo isso porque não era fácil ser gay na minha época, entre minha família e amigos. Por isso escondi de todos os que eu podia sobre quem eu era. As vezes queria acreditar que eu não era assim e por diversas vezes eu fantasiei que era diferente.

No entanto, com o tempo isso foi melhorando. ter o próprio trabalho, sair de casa, isso tudo fez a diferença para que eu passasse a aceitar melhor a pessoa que eu sou. Não nego que muito do que eu criei como mecanismos de defesa quando era adolescente hoje são empecilhos na minha evolução como pessoa. Mas, como disse Peter Petrelli para a Claire no seriado Heroes ...

Peter Petrelli: Hey, it gets better!
Claire Bennet: What?
Peter Petrelli: Life after high school. It gets a lot better...



Mas, por que estou falando disso? Hoje eu vi um vídeo no youtube que me fez refletir como nunca tinha refletido antes sobre essa fase da minha vida. Ser um adolescente e ser gay ao mesmo tempo em uma época em que o preconceito reinava e muito do que hoje conhecemos a respeito da sexualidade ainda estava engatinhando.

Abaixo posto para vocês, com tradução fornecida pelo site Gizmodo Brasil, o vídeo feito pelos funcionários do Google, onde eles contam suas histórias inspiradoras sobre suas adolescências.



- CYNTHIA: Olá, meu nome é Cynthia, eu trabalho na equipe de desenvolvimento de parcerias estratégicas do Google.

- ERIC: Olá, eu sou o Eric, administrador de sistemas do Google.

- SCOTTIE: Eu sou Scottie, trabalho no Google, e sou de Chicago.

- RANDY: Meu nome é Randy, eu cresci em San Francisco, e atualmente trabalho no Google.

- SHAUN: Eu me lembro quando era mais novo... Eu tenho quatro irmãos, e não é fácil ser gay quando você tem quatro irmãos, por conta do excesso de masculinidade na casa. Eu me lembro de estar no meu quarto quando era mais novo, deitado na cama e sentindo esse peso no peito em saber que algum dia eu teria que falar para a minha família ou para alguém. E isso foi o bastante para me deixar em pânico.

- MICHAEL: Eu cresci ouvindo na mesa de jantar conversas sobre como os gays deviam morrer de AIDS, como os homossexuais eram piores do que os heterossexuais. E isso fez eu me sentir pouco seguro em casa, e ao mesmo tempo eu não me sentia nem um pouco seguro no colégio também.

- ERIC: Então eu fui estudar num colégio público no segundo grau, cheio de atletas e eu não conhecia nenhum gay. Eu era o clássico nerd dos computadores, e muita gente me incomodou por anos por causa disso, mas não por ser gay.

- MARCO: Tinha dias que eu fingia que estava doente basicamente por medo de ir ao colégio.

- TAMMY: Eu sou uma transexual. Eu cresci no interior do Canadá em vários locais muito conservadores. Estudei em um colégio muito conservador, e enquanto eu crescia, tudo corria do jeito que as pessoas esperavam. Eu nunca fui sequer capaz de pensar em questões como minha orientação ou gênero sexual, até eu crescer. No colégio eu apenas me adequava.

- WEI: Eu fui ao meu baile de formatura, claro, com uma menina – ou duas meninas, na real. É uma história muito confusa! E eu me lembro que, após deixá-las em casa, eu fui dirigindo pela estrada sozinho e comecei a chorar, pensando em como tudo estava errado, tentando descobrir que diabos eu ia fazer com minha vida.

- MARK: Eu não sabia o que fazer, nem o que eu queria. Eu tinha medo de me machucar, e fiquei tão deprimido que eu estava pensando mesmo em me machucar de verdade.

- ANDREW: Você está em casa numa cidade pequena. Você sente o magnetismo, a sensação de que você nunca vai sair dali, que você nunca vai a lugar nenhum. E isso realmente me deixava mal. E você sente que não existe nenhuma esperança, e que ninguém nunca vai te entender. Eu sou engenheiro de software do Google e só quero te dizer, de forma simples e direta, que as coisas melhoram muito com o passar do tempo.

- JOHN: Para mim, as coisas melhoraram quando eu fui para a faculdade. Lá, eu conheci muitas novas pessoas, e algumas delas eu descobri que eram gays e eram muito felizes com isso. E muitas delas eram bem sucedidas também.

- NICK: Mesmo quando minha família não podia me apoiar – porque não sabiam que eu era gay, ou eu não tinha falado, ou mesmo depois que eu contei, foi um momento difícil para eles. Eu sabia que podia confiar em meus amigos. E foi aí que eles se tornaram a minha família.

- LAURENCE: Para mim, as coisas começaram a mudar nos dois últimos anos do ensino médio, quando podíamos escolher que disciplinas estudar e escolher como passar o tempo livre, quando eu finalmente pude explorar a cidade, conhecendo outros lados de mim mesmo.

- MICHAEL: Quando eu fui para a faculdade, eu fui capaz de definir que eu era. Não havia mais história por trás. Eu realmente senti que poderia me sentir vivo, me expressar.

- SCOTTIE: E, quando você começa a ficar mais velho, depois do ensino médio, você não vai mais estar sob a sombra daqueles durões do colégio. Você estará no controle de sua vida inteira.

- TAMMY: Minha vida melhorou quando eu assumi, quando eu fui capaz de falar para meus amigos e familiares que eu ainda era eu, mas era diferente do que eles viam. Quando eu fui capaz de dizer “eu sou um transexual”.

- SHAUN: A questão é que as coisas boas não acontecem de uma hora para a outra. Não é assim, você acorda um dia e diz “oh, as coisas estão melhores”. As coisas vão ficando cada vez melhores, e em pequenas doses. As coisas começaram a melhorar para mim quando eu fui capaz de dizer a mim mesmo: “ok, eu admito. Eu sou gay”. Isso foi um grande passo. E elas melhoraram mais quando eu falei para um amigo, e alguém além de mim também sabia. Elas melhoraram quando eu estava frente a frente com meu irmão, e a sensação é que era a coisa mais difícil do mundo a se fazer, em contar para ele. E eu não consegui formular a frase inteira. Eu comecei a chorar e ele me abraçou. Ele quase riu de mim, foi um situação estranha. Mas ele só riu e disse “está tudo bem” e me abraçou.

- RANDY: Se eu pudesse dizer a mim mesmo, quando eu tinha 14 anos, o que eu queria ouvir de uma pessoa mais velha seria: “as coisas vão melhorar e você merece isso. Você merece uma ótima educação. Você será amado por alguém. E alguém vai te amar mutuamente.

- MARK: Eu diria: “não se preocupe tanto com os rótulos ou as definições, ou mesmo tentar descobrir exatamente quem você é, ou que você é e o que você pode ser.”

- CYNTHIA: Na época do colégio, você sabe, eu pensei que existissem poucas pessoas como eu, mas eu não sabia que há tantas opções, como centros de juventude, centros GLBT. E eu meio que já sabia isso. E talvez eu devesse ter ido a um desses grupos e perceber que existem outras formas de lidar com problemas familiares, especialmente dentro da comunidade asiática.

- JOHN: Quando eu era adolescente, se alguém me dissesse que em 10 anos eu estaria morando na Califórnia ou que eu teria um namorado, as duas coisas seriam muito estranhas e impossíveis de imaginar. Então a verdadeira questão é: mesmo que você ache que sabe de tudo que vai acontecer com a sua vida e que você é capaz de prever todas as coisas tristes que vão acontecer, você nunca sabe como nem quão rápido as coisas podem melhorar para você.

- JOEY: Não há outro lugar a ir, a não ser para cima. Isso é temporário. E, como todas as coisas que você está enfrentando na escola ou qualquer outra coisa, milhares de pessoas já passaram por isso. E definitivamente não vale a pena não enfrentar as questões. Seria muito ruim se você pensasse em acabar com a sua vida nesses momentos porque é muito cedo, e há muito mais coisas na vida do que você imagina.

- MARK: Então se você, como adolescente, está pensando que se machucar será uma boa saída para uma dor maior, não faça isso. Apenas imagine você mesmo sendo um pouco mais velho, não 40 anos, mas talvez 25. Mas pense em você mesmo voltando no tempo e te dizendo que tudo vai ficar bem, porque é isso que vai acontecer.

- SHAUN: Seja na vida pessoal, nas amizades, no trabalho, as coisas irão melhorar em altíssima velocidade. Fique aqui para ver, vale a pena.

- JOEY: Apenas não faça isso. Eu não sei mais o que dizer. As coisas vão ficar muito melhores se você aguentar firme.

- MARK: Ela vai ficar bem melhor.

- CYNTHIA: Realmente fica melhor.

- NICK: E realmente melhora.

- JOHN: Se você não aguentar esses anos, ou talvez até meses, você não terá oportunidade de conhecer seu melhor amigo, nem conhecer a pessoa com a qual você irá passar toda a sua vida. Então, vale a pena esperar.

O vídeo está disponível com legendas, e é possível colocá-las em português também. Assista, espalhe, e pense de vez em quando. [It Gets Better]

--

E para finalizar, um outro vídeo que gosto muito de me lembrar. Ele é do seriado gay Queer as Folk, e na cena em questão, Justin está em sua formatura quando seu affair Brian Kenny chega e dança uma valsa com ele, no meio do salão. Bem marcante o vídeo. Espero que gostem:

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Crontab e Ubuntu - Mudando o wallpaper automaticamente

Uma das coisas que me fez migrar para o linux foi a possibilidade de você mesmo fazer suas próprias alterações no sistema, sem depender de aplicativos externos, que muitas vezes você sequer sabe como funciona lá no fundo.

Foi assim que aconteceu comigo. No Linux Mint (ou qualquer distribuição que incorpore o Gnome) existe uma forma de você programar o wallpaper do seu computador para se alterar de tempos em tempos. Para tanto, existe um exemplo em /usr/share/background/cosmos/ que mostra como criar uma transição entre as imagens, controlando todos os aspectos da transição. É um recurso muito legal e simples de configurar, mas não atende a minha necessidade.

Eu até gostei do recurso do live wallpaper cosmo, mas eu queria não ter de me preocupar com isso. Simplesmente jogar minhas imagens em determinada pasta e deixar o sistema escolher a imagem randomicamente.

No começo não foi fácil pensar uma forma. Procurei scripts de diversas formas diferentes, inclusive alguns que geram os arquivos de configuração necessários para montar uma apresentação como o cosmos, mas no fundo, nenhum deles me atendia.

Foi aí que lembrei de algo. Crontab...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

DICA: Alterando a senha do PostgreSQL no Ubuntu

Dica simples e rápida. Sempre que preciso instalar o PostgreSQL no Ubuntu, eu me esqueço que preciso alterar a maldita senha do usuário padrão, pois o Ubuntu não me dá a opção de alterá-la na hora da instalação do banco via APT.

Então, vai minha dica rápida de hoje.

Logue no postgresql usando a conta root:

sudo -u postgres psql template1

Depois quando estiver no psql digite o seguinte comando SQL:

ALTER USER postgres WITH PASSWORD 'suasenha';

onde suasenha é a sua nova senha.

Saia do console do postgresql digitando \q

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Carona: Dicas para quem pega e quem dá

Pegar carona. Para alguns esta atividade é quase um estilo de vida, uma filosofia muito praticada por aquelas pessoas que não têm seu próprio meio de locomoção (que não seja bicicleta ou os próprios pés).

Muito já ouvi falar do manual do carona, uma indireta cômica sobre como se comportar na hora de pedir e ser levado para algum lugar por meios não próprios. Então, com um pouco de pesquisa, resolvi postar aki pra vocês uma compilação resumida e com minhas opiniões sobre esse ato de fé. Vamos lá.

Carona: Dicas para quem pega e para quem dá

Bom, comecemos com o carona...



Manual do Bom Carona

  1. O Carona nunca pode deixar aquele que irá lhe dá carona esperando. Sempre tem que ficar esperando o transporte chegar. O ônibus nunca espera vc chegar no ponto!

  2. O Carona nunca deve ficar reclamando dentro do carro. Se está indo devagar ou rapido.

  3. Em uma festa nunca pertube pra ir embora, espera a pessoa que está com o carro decidir o horario que quer ir. A não ser em um caso extremo.

  4. Nunca questione o tanto de gente que a pessoa que está dando carona bota no carro, se quizer botar 3, leva só 3, se quizer botar 11, leva 11.

  5. Não importa aonde você vai no carro. Na janela, no meio, no porta-malas.

  6. Caso o carro tenha som, nunca reclame da musica, nunca mude a musica ou a estação de radio sem permissão.

  7. Aquele que está de carona não deve opinar sobre a temperatura do ambiente do carro(A não ser que o motorista permita). Não Pedir pra abrir ou fechar as janelas, ligar ou desligar ar condicionado, ou seja, se o motorista quizer morrer de calor, vc deve morrer junto, se quer morrer de frio, vc tb deve morrer junto.

  8. Se o motorista for deixar alguem em casa e não souber o caminho, aquele que está sendo levado sempre tem que ficar atento e ensinar o caminho. É arriscado vc ficar no meio da rua caso não ensine.

  9. Se o dono do carro exigir uma cota pra gasolina, não reclame, se achar ruim arranje outra carona. Se o carona quiser contribuir com a gasolina é bom né, principalmente em lugares distantes. Ou quem sabe, pelo menos tomar como iniciativa o pagamento do estacionamento.

  10. Nunca, jamais, sob qualquer circunstancia, aquele que está recebendo a carona não pode reclamar do estado do veículo (interna, ou externamente)! Afinal carona é carona... nada de palpites sugestões, reclamações, etc.

  11. Caso o motorista for fumante, não reclame. Simplesmente peça com educação para ele abrir a janela.

  12. Sempre que o carro der o prego, ajude a empurrá-lo. Não importa se ta chovendo, nevando, se ta um calor de 40º. E se tiver que empurrar o carro, seja sempre o primeiro a ir ajudar.Isso aplica-se a qualquer outro problema que o carro possa ter.


Agora, vamos resumir alguns princípios relacionados à festas ou eventos em que o motorista pega e trás o carona:
  • Carona vai, a gente vai - Não têm coisa pior que dar carona e ter de ficar esperando a pessoa decidir se vai ou se não vai. Se for, é a hora que o motorista quer;

  • Carona fica, a gente fica - Dependendo da situação, até pode ser que o motorista dê uma brechinha, se for algo muito urgente e talz. No mais, se o carona quer voltar, deve esperar o motorista até a hora que ele resolver ir;

  • Carona leva mais perto, já te salva a viagem - as vezes, meia carona vale mais que nenhuma, nada de reclamar se o motorista não te deixa na porta de casa.


Bem, tudo se resume a: "Carona não dá palpites".

Dê carona com consciência: Manual do caroneiro



Todos sabemos que nós, portadores de um veículo automotor frequentemente ocasionalmente somos convidados a dar carona para algum amigo que não dispõe de tal dispositivo. E assim como o carona deve ter consciência que qdo ele está pegando carona, ele não dá palpites, os caroneiros também devem ter sua parcela de bom senso sabedoria na hora de levar o carona. Então vamos lá.

"Carona não dá palpites"

O que achou? Bem instrutivo né? Espero que tenham gostado!