segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Colocando o botão de compartilhamento oficial do Twitter no Blogger

Bom dia sideral pessoas! Não tive como fazer minha postagem habitual de quinta sexta-feira por motivos pessoais, então deixei para postar hoje.

O post de hoje é simples e relacionado com o desenvolvimento do novo layout do blog #tocadoelfo, que logo em breve eu colocarei aqui neste blog que vos enche as vistas. Até lá, vou falando um pouco das descobertas que fiz até aqui.

Como vocês devem saber, já faz um tempinho que o Twitter liberou uma versão oficial do botão de compartilhamento, no Twitter Anywhere.

O botão vêm em três estilos e utiliza um novo encurtador de endereços - t.co. O Botão, inclusive, mostra a quantidade de vezes que a postagem foi compartilhada no twitter.

A grande vantagem do botão oficial é que ele permite que o leitor possa seguir você (e uma conta qualquer) depois que ele twittar a sua postagem. O Wordpress já possui um plugin para o Tweet Button, no entanto, para o Blogger não há widgets para esta função. Então, vamos pôr a mão na massa.

AVISO: Antes de fazer qualquer alteração no modelo do seu blog, faça um backup do mesmo e só salve o modelo depois de ter certeza de que suas alterações estão funcionando.

Vamos lá então...



Primeiramente, você vai logar na sua conta do Blogger e ir na opção Design / Editar HTML

Sem seguida, marque a caixa "Expandir modelos de widgets". Logo em seguida, você vai procurar pela seguinte tag: <data:post.body/>

Imediatamente acima desta tag, cole o seguinte código:

<!-- Botão de compartilhamento do Twitter -->
<div style="float:left; padding:4px;">
<a href='http://twitter.com/share' rel='nofollow' class='twitter-share-button'
expr:data-url='data:post.url'
expr:data-text='data:post.title'
data-related='tocadoelfo:TI com uma pitada de Rpg'
data-count='vertical'
data-via='seutwitter'
data-lang='en'>Tweet</a>
</div>
<!-- Botão de compartilhamento do Twitter -->


Depois, no final da página, antes da tag </html> cole o seguinte código:

<!-- Script de compartilhamento do Twitter -->
<script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js">
</script>
<!-- Script de compartilhamento do Twitter -->


Depois disso, é só configurar.

Há alguns parâmetros que você pode alterar para personalizar a sua mensagem:

  1. float:left - Você pode alterar para float:right se quiser que o botão fique do lado direito da página;


  2. data-count='vertical' - Se você quiser usar ele na horizonta, mude para data-count='horizontal' ou pode usar data-count='none';


  3. data-via='seutwitter' - Você pode, também, colocar seu nome de usuário do Twitter, de forma que a mensagem fique assim: "Título http://t.co/link via @seutwitter";


  4. Você pode adicionar texto extra modificando o texto que faz parte do expr:data-text. Exemplo: expr:data-text='"No momento estou lendo: "+data:post.title';


  5. Recomendar outro usuário do twitter - Editando o campo data-related você pode indicar alguma pessoa. O tocadoelfo nesse caso pode ser substituído pelo usuário do twitter que você quer recomendar (sem usar o @). Você também pode alterar a informação depois dos dois-pontos com uma descrição curta da conta em questão.


  6. Alterar a língua - Você pode mudar a língua no atributo data-lang para inglês (en), francês(fr), espanhol(es), japonês(ja) e alemão(de). Pena que ainda não há opção para português.


Como uma opção de personalização, você pode colocar o botão antes da tag <a expr:name='data:post.id'/> e antes da <data:post.body/> eu adicionei um <div class='clear'/> só para que o botão não ficasse junto com o texto do blog e utilizando aquele espaço lateral à direita do título da postagem.

Viu, é simples. Nada de opções complexas. Só copiar, colar e já vai estar funcionando!

Abração, e até uma próxima postagem!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Segurança de Redes sem Fio: Injetando Pacotes

Há duas semanas, eu iniciei uma série de posts sobre segurança de redes sem fio, onde meu intuito era mostrar que as soluções de segurança não são assim tão seguras, e demonstrei o uso de uma técnica de captura de IVs para a obtenção da chave usada no modelo de criptografia Wep.

Dando prosseguimento ao post quebrando Criptografia Wep, hoje nós vamos falar sobre a injeção determinados tipos de pacotes na rede para acelerar o processo de captura dos IVs.

domingo, 15 de agosto de 2010

D-Link DWL G-132 no Linux/Ubuntu

Já gastei muito tempo tentando descobrir o que eu tinha feito de errado qual era a maneira correta de se instalar o meu Adaptador Wireless D-Link DWL-G132 no Backtrack Ubuntu. Eu cheguei a desistir porque nada funcionava, nem ndiswrapper, nem o módulo AR5523 (que é o chipset desse adaptador).

Foi então que, no site Bigpixel, surgiu a solução para o problema: usar duas versões diferentes do driver. O driver mais atual para o Windows XP (que o ndiswrapper usa) contém somente o arquivo netA5AGU.inf e não possui o athfmwdl.inf, necessário para fazer com que o chipset funcione. Não sei como o driver mais recente funciona no windows, mas o ndiswrapper por algum motivo precisa dele.

Tendo em mãos esse conhecimento, vamos botar a mão na massa...



Primeiro, você precisa baixar os drivers G132_1.02 e G132_1.30 no seguinte endereço: ftp://ftp.dlink.com/Wireless/dwlg132/Driver/

Depois, instale o ndiswrapper (sudo aptitude install ndisgtk)

Instale os drivers da D-Link:

cd G132_1.02
sudo ndiswrapper –i athfmwdl.inf
cd /wlan/G132_1.30
sudo ndiswrapper –i netA5AGU.inf


Certifique-se de que o ndiswrapper carregou os drivers

ndiswrapper -l


Você verá algo assim:

athfmwdl driver present, hardware present
neta5agu driver present, hardware present


Faça com que o kernel carregue o módulo ndiswrapper

sudo depmod -a
sudo modprobe ndiswrapper


Dê um nome para seu dispositivo wireless

sudo ndiswrapper -m


E finalmente, faça com que o módulo ndiswrapper seja carregado automaticamente no boot:

sudo echo "ndiswrapper" >> /etc/modules


Agora, retire e coloque o adaptador na porta USB e vc já verá ele listado no Network Manager. Se houver redes sem fio ao alcançe, elas já deverão aparecer listadas.

Espero que essa simples dica tenha ajudado a todos que também passaram muita raiva tentando fazer essa plaquinha funcionar.

Só para constar, essa placa têm internamente um conector do tipo Pigtail para ligação de antena externa. Eu já desmontei e conferi. Caso vcs quiserem usar uma antena externa, vai ser uma opção boa. Ela só não funcionou para usar com o Backtrack para fazer injeção de pacotes. Nesse caso, recomendo vcs comprarem um edimax ou um ralink desses que têm no mercadolivre.

Abração!

Fontes:

Bigpixel: Shot Guide to installing D-Link DWL-G132 USB Wi-Fi Adapter in Ubuntu
Blog Napalmpiri: Dlink DWL G-132
Ubuntu Foums: ndiswrapper and DWL-G132

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ensaio sobre Seres Humanos: Iguais nas diferenças

Eh engraçado como as vezes tomamos um choque de realidade, e percebemos sermos muito mais parecidos com as pessoas que são diferentes de nós. Essa semana a frase "iguais na diferença" alcançou um novo sentido para mim.

Com o apoio do @doisursos (blog), posto aqui para vocês o que significou pra mim essa experiência.

Bom, tudo começou numa aula do curso de libras, que faço em Brasília. Lá nos foi exibido um filme (em francês) que mostrava a vida de um surdo, desde o seu nascimento até a idade adulta, contada da perspectiva do surdo, por um surdo. Eu não sei se as outras pessoas ouvintes reagiram da mesma forma ao filme, mas o que mais me comoveu foi a similaridade do que foi mostrado no filme com a minha realidade pessoal.


Algumas pessoas podem estar confusas tentando entender isso. Não, não sou surdo, nunca convivi com surdos o suficiente para ter essa percepção. Essa similaridade, no entanto, se dá pelo fato de eu também fazer parte de uma outra minoria na sociedade: ser gay.



Bom, vamos falar primeiro do filme. Ele começou com a protagonista falando sobre como era sua infância, de como não entendia o porquê de algumas coisas, a percepção de que, de alguma forma, ela era diferente das pessoas à sua volta. Via pessoas mexendo a boca e tentava entender como elas se entendiam. Até imaginou a situação onde ela falava de "balões" que apareciam nas bocas das pessoas mas que, de alguma forma, ela não tinha como enxergar.

"Eu achava que estava no mundo errado! Que devia ter sido trazida para cá por engano!"

Em outro momento, é mostrada a criança sendo levada a um fonoaudiólogo para instalar um aparelho auricular. Mais adiante a tentativa de ensinar a língua oral para a criança. É visível nessa hora que há uma sensação de desespero ou de desapontamento por parte dos pais. Eles não sabem como lidar com isso e muitas vezes não querem lidar. Quase sempre tentam transformar a criança em algo que não é a realidade dela.

Em determinada parte do filme, a criança foi levada para uma escola especial, onde ela finalmente teve contato com outras pessoas que nem ela. Foi uma enorme surpresa saber que ela não estava sozinha, que havia outras pessoas como ela e que, mais importante do que tudo, se comunicavam de um jeito que ela podia entender. Mais tarde ela mesma fala que aquilo foi como se uma bolha que a envolvia finalmente se estourasse, e finalmente ela conseguia se expressar com alguém que a entendia.

Isso no entanto não melhorou a relação que a sociedade tinha com ela. Pelo contrário. Eles eram proibidos de usar sinais para se comunicar e deviam frequentemente tentar oralizar. Um exemplo foi mostrado, de um surdo que disse adorar os filmes de faroeste, onde os soldados expulsavam os índios maus das terras que eram suas. Ele adorava os soldados, mas com o tempo foi percebendo que não eram os soldados os bons e os índios os maus, mas o contrário, já que eram os índios que estavam sendo expulsos de suas terras por alguém que tinha chegado de um lugar distante para lhes tomar o que sempre foi deles.

O filme termina falando sobre a atitude da protagonista de não mais tentar oralizar, já que ela possuia uma cultura, e esta é a cultura surda. Ela é hoje uma ativista dos direitos dos surdos na frança, junto com os outros que fizeram parte desse documentário.

Semelhanças e Diferenças

Bom, eu comentei no começo do post que me identificava com muito do que foi mostrado no filme. Mas porque disso? Porque apesar de serem coisas totalmente diferentes, a segregação, a decepção das pessoas próximas, a tentativa de nos “consertar” e a falta de reação das pessoas quando sabem de nossa realidade é praticamente a mesma.

Eu não passei por vários estágios citados, mas também me senti confuso quando percebi que eu era diferente, e não gostava das mesmas coisas que os outros da minha idade gostavam.

Não passei pela coisa de tentarem me “consertar” mas experiências de outros me fizeram esconder quem eu realmente era, criar um construto que as pessoas acreditavam que era eu, para me proteger e também pra me sentir seguro.

Também descobri que não era o único que era assim, e também vi que algumas pessoas eram sensíveis a isso, e finalmente meus primeiros amigos verdadeiros apareceram.

E por último, tomei a decisão de que não ia mais ser quem os outros queriam que eu fosse, um modelo de pessoa que, se você for analisar, não existe. Peguei minha máscara, tirei, coloquei dentro do armário de onde eu saí e passei então a viver como eu sou. Ocasionalmente aparecem pessoas que acham que meu comportamento foi errado, que deveria manter as aparências. Definitivamente, isso não faria mais. Demorei muito pra perceber que só eu perdia com essa atitude e que as pessoas não iam mudar por minha causa. Então, porque eu estava me mudando por elas?

Hoje me considero uma pessoa mais feliz. Sei da dificuldade que os surdos passam todos os dias pois, em um nível diferente, eu também passo. A segregação sempre vai existir. No entanto, nós temos dois caminhos: ou corremos e nos escondemos ou lutamos e nos posicionamos no mundo.

"O ser humano é capaz de coisas incriveis e abominaveis ao mesmo tempo" do filme Contato, Carl Sagan

O homem evolui na ciencia, mas esqueceu de evoluir no coração.

O ser humano é dotado de uma habilidade incrível, e ela é ao mesmo tempo nossa maior qualidade e nosso pior defeito. A capacidade de classificar coisas. Essa qualidade fez nossa ciência avançar para o patamar que hoje nos encontramos. No entanto, também usamos essa habilidade para classificar pessoas e acabamos por torná-las objetos. Que possamos aprender com estas experiências de vida que antes de sermos surdos, gays, negros, mulheres, imigrantes, calouros, ou qualquer outra classificação que porventura venham a criar, somos seres humanos.

Pois o grande segredo da humanidade, é que nós somos iguais em nossas diferenças!



Obrigado a todos que me deram forças, em especial a Teresa Kikuchi, o @doisursos, o @zonotriko, o @DexLand e os tutores do curso de libras, que nos motivam a sempre melhorar!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Segurança de Redes sem Fio: Quebrando a Criptografia Wep

Hoje vamos falar sobre criptografia de redes sem fio. Muitas pessoas acreditam que usar criptografia no seu access point é garantia de segurança contra invasores. Eu lhes digo que isso não é verdade. Da mesma forma que uma cerca elétrica protege sua casa de um assaltante ocasional, ela não impedirá de que um assaltante, que esteja realmente interessado em roubar a SUA casa, entre e roube. A segurança que as tecnologias de criptografia para access points disponibilizam visa somente afastar aqueles que só estão em busca de uma rede fácil de usar, de acessar a internet.

Como provavelmente você não vai acreditar em mim, dizendo que eu estou só tocando o terror, pretendo mostrar nesta postagem que isso não é verdade. Então, pensando nisso, minha idéia com este post é demonstrar para vocês que invadir uma rede sem fio é sim possível, com tempo e paciência.