sexta-feira, 30 de julho de 2010

Verdadeiras dicas de trânsito

Eu não sei quanto à vocês, mas como motociclista já passei por muitas situações que me deixavam extremamente nervoso, sem contar nos riscos que já corri de ser atropelado. E ainda acho pessoas que dizem que todo mundo que dirige moto devia morrer.

Digo que todo motoqueiro e mototaxista deveria morrer. Os que dirigem direito motociclistas não deveriam ter nada a ver com isso.

Logo, recebi um corrente e-mail de um amigo com umas dicas de trânsito. Gostei tanto, principalmente pq o kra estava tão puto quanto eu fico no trânsito, que não resisti e resolvi trazer pra vocês aki. Apreciem!

Dicas para dirigir no trânsito, principalmente nas grandes cidades onde os motoristas são mais loucos que tudo ...

O cara que escreveu isso estava muito puto e acabou ficando engraçado. Estou repassando para os amigos para o caso de, se conhecerem alguém que se enquadre no perfil, fazer chegar até essa pessoa...



Dicas rápidas para você aprender a não FODER com os outros motoristas que sabem dirigir, no trânsito caótico brasileiro.

1. Quando um outro motorista ligar a seta avisando que precisa entrar na pista que você está, deixe de ser filho da puta e deixe o cara passar. Certamente vai acontecer com você um dia e tu vai ficar puto(a) e histérico(a) se o outro não deixar você entrar.

2. Se você não sabe fazer baliza, tenha humildade e procure uma vaga mais fácil ao invés de ficar fodendo a vida de quem está com pressa. Ah! Se você não gosta do seu carro, problema é seu. Isso não quer dizer que os outros motoristas acham legal que fiquem dando totó nos seus carros para estacionar.

3. Largue de ser cavalo e aprenda que se a merda da placa do radar diz 60Km/h, é 60 de verdade e não 20 Km/h disfarçado, seu bosta.

4. A vida anda muito corrida, por isso, se você gosta de passear pelas vias a 30Km/h, faça isso as 5h da manhã babaca.

5. E por falar em passear, tem os vagabundos donos de rua que não saem da pista da esquerda e teimam andar a 20km/h numa pista de 80km/h. Se você ver alguém no seu retrovisor querendo passar, pode ser um mala filho de uma puta ou uma emergência. Como você não é a Mãe Diná, não vai te cair as pernas se deixar o apressadinho passar.

6. No semáforo, deixe a porra da primeira marcha engatada e quando o sinal abrir arranque. Não espere que o motorista de trás tenha que te lembrar.

7. Que tal dar sinal de que vai entrar em alguma rua se você percebe que tem algum motorista esperando sua importante escolha?

8. Se o seu namorado vai te deixar na frente do shopping, deixem as preliminares para um local apropriado. Certamente não vai ser a última vez que você vai vê-lo, portanto, dê tchau e suma do carro, caralho !!!!

9. Essa é pra você, filho da puta frustrado sexualmente que adora botar o rabo numa moto barulhenta do caralho: Por que você não bota a orelha na merda do escapamento aberto e acelera? Todo mundo sabe que o barulho da sua moto é inversamente proporcional ao seu trato com as mulheres.

10. Nossa, um acidente!!! Será que machucou alguém conhecido?? Qual é, nunca viu uma porra de uma lanterna quebrada? Então anda logo seu viado que você não precisa ficar olhando com cara de otário pra ver a desgraça dos outros ou qualquer coisinha que acontece no trânsito e andando como se estivesse num cortejo fúnebre.

11. Outra coisa que irrita são aqueles filhos da puta que geralmente desfilam com uma piranha do lado e páram o carro na vaga de idoso ou de deficiente. Isso porque tem duas pernas e um cu funcionando, porque merecia uma surra pra realmente precisar estacionar ali. Então, mesmo na pressa, deixa de ser mané e vai procurar tua vaga!

12. Especial para nossos amigos da Polícia Militar e do DETRAN: Se é horário de movimento intenso, que tal escolher um local apropriado, parar a merda do carro e não fazer todo mundo andar a 40 Km/h prá ver a viatura nova com a porra das luzes ligadas se não tem nada acontecendo? Que tal cuidar de quem anda pelo acostamento ou tá com aquele Kombão fumacento fazendo lotação e atrapalhando todo mundo, ao invés de ficar revirando o carro dos outros pra achar uma lâmpada queimada e dizer: Ahaaaaa !!!! Como é que a gente vai fazer agora?

E para finalizar, faço um adendo de dicas para que você seja um bom garupa e não cometa idiotices:

1. Coloque o capacete Antes de montar na moto. Tire o capacete DEPOIS de desmontar da moto.

2. Só monte/desmonte da moto quando o piloto está com as duas mãos no guidão. Avise antes que for se movimentar.

3. Tente não bater com seu capacete no capacete do piloto. Isso é um saco e pode ser um bocado dificil dependendo do modelo de moto. Mas faça o possível ok?

4. Agarre com força o piloto. Se quiser se aproveitar, fique a vontade. Eu particularmente adoro.

5. Ande sempre equipado, com casaco e roupa de couro ou de cordura. Use botas, de preferência. Não coloque óculos escuros nos bolsos nem pendure-os na gola do casaco. Qualquer ventinho e já era. Se tiver cabelo comprido, tente prender os cabelos ou faça uma trança, sei lá, para que você não chegue ao destino fantasiado de espantalho. Use luvas de couro porque o frio entra pelas extremidades do corpo. Um lenço pode ajudar para cobrir o rosto e combater o frio. Se você mora em lugar quente, ignore essa parte do frio mas não a parte da proteção, ok?

6. Quando o piloto inclinar a moto, confie nele. Não tente compensar "desinclinando" a moto. Quem pilota é ele, você é passageiro, porra! Se puder, incline um pouquinho antes dele. Reforçe o tópico 4 nessas horas.



Fonte: corrente e-mail do Bode.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Configurando redes Ad-hoc via linha de comando no Linux

Esta semana estou em Belo Horizonte, participando do Congresso da Sociedade Brasileira de Computação, na PUC Minas. Além dos eventos abertos ao público, também estou participando de alguns mini-cursos JAI (2 e 3).

Há somente um único inconveniente: que estou totalmente limitado e sem acesso à internet, e agora com meu cartão do banco bloqueado! No entanto, não esqueci de vocês e aqui posto uma dicazinha que resolveu um problema nos primeiros dias aki em BH, que era a criação de uma rede sem fio entre máquinas, sem usar um Access Point. Curtam!

Configurando redes Ad-hoc via linha de comando no Linux

Creio que esta dica servirá pra galera que está tendo complicações ao realizar tal configuração para "bater um fight" de repente em um jogo de tiro, ou simplesmente transmitir arquivos via ssh de um micro para outro...



Primeiro execute o comando ifconfig e verifique o alias da placa de rede, no meu caso é wlan0, como no exemplo abaixo:

Para as configurações abaixo é necessário privilégio de root. Se você estiver trabalhando com o seu próprio usuário use o sudo su -.

Abra o terminal e execute os seguintes comandos:

iwconfig wlan0 192.168.0.1 netmask 255.255.255.0 up
iwconfig wlan0 mode Ad-Hoc
iwconfig wlan0 essid ubuntu
iwconfig wlan0 channel 10
iwconfig wlan0 key restricted s:senha12345678


A criptografia por padrão é WEP, então na última linha é definida a senha da rede, a senha deve ter exatamente 5 ou 13 digitos, caso a senha seja somente números retire o "s:" antes da senha ou ainda caso queira deixar sem senha apenas coloque off, ficando # iwconfig wlan0 key off.
No essid é o nome da rede, você pode escolher qualquer nome.

No outro computador basta utilizar a mesma configuração, alterando logicamente apenas o endereço ip na primeira linha, para por exemplo 192.168.0.2

Depois de estabelecida a conexão você pode tb compartilhar sua conexão 3G. Supondo que a interface do seu modem seja ppp0 o script seria assim

modprobe iptable_nat
echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/ip_forward
iptables -t nat -A POSTROUTING -o ppp0 -j MASQUERADE


Execute estes comandos como root (um por vez) e adicione no seu /etc/rc.local ou crie um script e aponte dentro do /etc/rc.local para que seja feita o compartilhamento automaticamente durante o boot.

Taí. Uma dica simples pra quem tá totalmente sem tempo de postar nada maior que duas páginas!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sobre pipas e lembranças

Na minha cidade, o tempo de soltar pipas sempre começava com o final das chuvas e o início do tempo frio. Nessa época, era normal começar as ventanias antes de o tempo esfriar de verdade e tudo, inclusive o próprio vento, congelarem. Mas o melhor era depois, quando os ventos voltavam mais fortes do que nunca ...

Em Jataí, tínhamos o costume de soltar pipas nessa época, porque não era quente demais pra ficar sob o sol e também não era frio demais a ponto de a linha machucar minhas mãos. Era uma época legal, que acho que nunca mais voltará.

Lembro da primeira vez que soltei minha pipa. Na hora que bate um nervoso, sabe? A linha era pesada, o pipa insistia em puxar, queria ir embora, voar livre. Fiquei tentado a soltar e sair correndo. Mas resisti, forte, determinado. Eu não podia simplesmente abandonar tudo o que fiz no meu inverno! A linha era áspera e cortou um pouco meus dedos de pele fina que não estavam acostumados àquilo...


Então a pipa mergulhou e fugia desesperado antes de ressurgir num salto. Ela subia, subia, riscava o céu azul de uma tarde de primavera. E lá ao longe reparei numa pipa caindo, parecia dançar livremente no ar, a rabiola serpenteando lentamente até sumir atrás de um telhado.

Aí saía a garotada disparada pra resgastá-la. O vencedor traria como troféu a própria pipa, inteira. E exibiria ela no dia seguinte quando comprasse um carretel novo e aplicasse o "ceról" nela. Toda pipa merece um carretel só seu.

Daí, vinha o inverno e com isso, as horas monótonas em casa, sem coragem pra sair por causa do frio, permitiam que minha criatividade fosse usada em algo produtivo. Fazer uma pipa. Claro que eu não era um exímio fazedor de pipas como o "Seu Zé", vizinho nosso e muitas vezes eu acabava pedindo ele pra fazer pra gente, o que ele fazia sem nos cobrar nada mais do que um sorriso de satisfação.



Um dia, em uma das minhas aventuras de mexer nas coisas da minha avó, encontrei um grande pedaço de linha toda cheio de nós, das redes que meu avô fazia. Peguei do chão, escondido pra ninguém ver meu "furto". Levei pro meu quarto e comecei a esticar a linha, entender os fluxos e a desfazer os nós. Depois de um tempo, a linha estava lá, toda desembaraçada.

Devo ter levado uma semana, no mínimo, sem desistir até conseguir ter uma linha inteira sem nós. A linha era pouca, não subiria nem 3 metros. A primeira foi um quadrado de jornal, prendi em duas pontas com uma linha menor. Eu segurei uma ponta da linha e saí correndo pelo corredor rindo. Consegui empinar uns 2 metros antes dela despencar no chão e rasgar. Agora era esperar o tempo certo chegar.

Então, logo chegava a primavera, trazendo consigo o melhor vento de todos. É uma sensação agradável de se sentar no sol de primavera e sentir a força estável de uma boa pipa na corda, e ver seus movimentos graciosos, balançando de um lado para outro, sempre puxando mais linha e subindo mais alto, como se estivesse impaciente para se ver livre e voar entre as nuvens. O prazer é bastante reforçado pelo conhecimento de que o objeto imita maravilhosamente a forma de um pássaro planando e, no entanto, é uma asa de minha própria fabricação.

Nunca me senti tão poderoso de minhas habilidades, em que eu fazia e empinava minha própria pipa!

Aprendi que não importa quanto a linha embola, o tempo perdido, as cicatrizes na mão, não importa a altura ou a distância. O importante era estar ali, simplesmente sendo feliz. Isso eu aprendi quando eu tinha 7 anos.



Olhar esses ventos de Palmas me fez relembrar dessa minha época e me deu vontade de fazer novamente uma pipa, como o seu zé me ensinou uma vez, quando eu tinha meus 10 anos de idade.

Não vou falar de técnicas nem de tipos nem designs de pipas, pois fazer uma pipa é uma tarefa que cada um precisa aprender sozinho, pois a grande diversão é saber que você construiu algo que vai estar ali, no céu, colorindo de outras cores o céu azul.

Cobra Kite - Kite's Design

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Acaso ...

Minha homenagem especial à alguém que é e sempre será especial em minha vida, não importa quantas vidas e quantas pessoas passem ...



Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.

Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.

Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.

Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.

Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso.

(Antoine de Saint-Exupéry)

Quetilyë Eldarin 2010



Neste dia 6 de junho de 2010 a Valinor completou nove anos de vida e estaremos dando um pequeno brinde: um vale-compras no valor de R$40,00 em qualquer livraria virtual que desejar. Como concorrer? Da maneira mais simples do mundo: mandando um e-mail! Para saber os detalhesexatos basta acessar a Valinor: http://www.valinor.com.br/15320

E também não deixe do terceiro “Dia de Falar como um Elfo”, agora no dia 7 de Julho! Cumprimente seu chefe com um sonoro Mára aurë, entre no chat da UOL e pergunte àquela gatinha “Mallo técalyë?” e diga para o porteiro do seu prédio um sonoro Aiya!

Caros amigos, neste dia 06/07 a Valinor completa 9 anos no ar. Nove longos anos (mas que passam num piscar de olhos) trazendo a mais completa informação e diversão Tolkieniana para todos os públicos. Decidimos então comemorar de uma maneira mais abrangente: um dia Valinor, no dia seguinte ao da festa de aniversário!

Depois do sucesso do "Dia da Toalha" e do "Talk Like a Pirate Day", vamos iniciar um dia inteirinho onde vamos falar frases e expressões élficas, para desespero dos não-nerds (esses caras nunca sabem o que é bom) e dos mal-humorados...



Cumprimente seu chefe com um sonoro Mára aurë, entre no chat da UOL e pergunte àquela gatinha "Mallo técalyë?" e diga para o porteiro do seu prédio um Aiya.

Enfim, esse é um dia para sentir saudade do oeste, admirar o mar e gostar de gaivotas. Divirta-se e espalhe a brincadeira...

...se não, cortamos suas orelhas.

Baixe o poster e divulgue: http://www.valinor.com.br/images/stories/dia-de-falar-elfico.jpg

(se seu Élfico está enferrujado, não tema, o pessoal da Valinor têm a solução aqui)

Frases em Élfico - Quenya - Despedidas
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Írë lúmë tuluva

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Netcat - Canivete Suíço de Redes do Linux

Me lembro como se fosse hoje das aulas do curso de redes e segurança em linux, onde durante uma das aulas, estávamos testando recursos como roteamento avançado, VPNs, entre outras e, num dado momento, usando o netcat, montei um esquema de shell remoto usando três telas.

Claro que isso era totalmente desnecessário, mas foi algo que me ajudou no trabalho de configuração das VPNs. E hoje, revendo o material, me lembrei do episódio e resolvi falar um pouco mais sobre essa ferramenta, que é um canivete suíço de redes.

nc -l 1234 | /bin/bash | nc -l 5678

Netcat é uma ferramenta usada para ler e escrever dados em conexões de rede usando o protocolo TCP/IP. Dada sua grande versatilidade, o Netcat é considerado pelos hackers o canivete suíço do TCP/IP, podendo ser usado para fazer desde portscans até brute force...