quarta-feira, 24 de março de 2010

O dia que o Elfo caiu da Moto ...

Gerin aur/abaur/fuin vaer ephedyn nín! Estou aqui vivo, me recuperando dos ferimentos da última batalha épica na qual me envolvi. Hoje não vou falar de Informática nem vou postar meus eventuais textos sobre Entalis. Hoje, vou narrar meu acidente de terça feira em duas versões. Uma em forma de relato RPGístico e outra da forma como ocorreu. Espero que gostem.

O dia que o Elfo caiu do Cavalo: Uma história épica entre um elfo em sua montaria e um cachorro em investida!

Era noite. Vindemiatrix havia recentemente saído de seu trabalho, onde desenvolve sua habilidade de Ofícios: Técnico em TI, e fora encontrar seu amigo Jeverson Lima, um meio-orc bárbaro (jogador de truco, pois possui o talento Intimidar Aprimorado) em uma taverna na região Leste da cidade, chamada Taverna das Taquaras. Lá Vindemiatrix e seu amigo pediram bebida e comida, que dessa vez veio na quantidade satisfatória...



Até o momento estava tudo normal. Em um determinado momento, Jeverson pegou seu bloquinho de pergaminhos mágicos e contatou alguns de nossos companheiros de aventuras e decidimos então partir para uma taverna mais refinada. Não bem uma taverna, mais uma Quitanda. E lá fomos eu, montado em meu corcel élfico Asfaloth e ele em seu cavalo que não têm nome. Em nosso caminho para a Quitanda, passamos pela região dos Pântanos Podres, região onde vivem os soldados da milícia do Governador. Nunca é uma região boa de se passar pois ali há um terror inominável e sempre há a sombra e a escuridão, que nos fecham os olhos.

Em vista desta escuridão, meu amigo Jeverson quase caiu em uma armadilha instalada em um cruzamento entre duas passagens, provavelmente instalada por algum kobold ou goblin interessado em nos assaltar. Minha sorte foi que vi a armadilha sendo disparada. Ele, como bom bárbaro que é, têm o Talento: Esquiva Sobrenatural (A habilidade de esquiva sobrenatural permite que uma criatura surpresa mantenha seu bônus de Destreza na CA e impede ataques furtivos), conseguiu sair da armadilha bem à tempo. Eu como tenho uma Destreza muito alta consegui me esquivar com facilidade pois estava logo atrás e vi a armadilha sendo disparada.

O fato é que chegamos na Quitanda da Ermenilde. Logo em seguida, alguns amigos nossos chegaram, como o Príncipe Charles, a Alineves, Fernizando e o guerreiro Censurado. Ficamos ali por um tempo e então decidimos ir para outro lugar mais agitado. Alineves e Fernizando foram em sua carruagem, o Príncipe Charles foi para sua Cidadela tratar de assuntos de importância mais urgente e Censurado pegou sua biga e saiu. Em seguida saímos eu e o Jeverson.

Jeverson resolveu pegar um atalho. Esta foi sua sorte, pois devido à um fracasso num teste de Observar, Vindemiatrix não percebeu a presença de dois seres escondidos na vegetação adiante. Como era necessário circunscrever a região de vegetação, Alineves foi com sua carruagem e eu fui logo atrás, montado em Asfaloth.

Aqui iniciou-se a batalha. Numa rodada surpresa do mestre para os seres escondidos, um deles, sabendo a direção na qual eu estava me dirigindo, iniciou uma manobra de investida. Como ele é um animal de uma categoria menor que a minha (e de Asfaloth) e possivelmente não conseguiria me causar dano, ele usou a manobra Destroçar em conjunto com sua investida, e com isso fez com que Asfaloth caísse no chão.

Infelizmente não passei no teste de Resistência de Reflexos e fui derrubado de Asfaloth. No entanto, a manobra do animal que eu ainda não sabia qual era nos dava ataques de oportunidade, a mim e a Asfaloth. Ambos fizeram seus ataques, caindo em cima do animal, agora reconhecido como um cão infernal (depois do terceiro teste mal-sucedido da habilidade Observar), o que lhe causou grande quantidade de dano por contusão. Como tenho o talento: Reflexos em Combate, antes do fim do turno eu já estava de pé, me preparando para sacar minha espada élfica quando percebi que o animal estava fugindo. No entanto, não consegui perseguí-lo pois logo em seguida notei que eu me encontrava nocauteado, apesar de em pé ao lado de minha montaria ainda tombada no chão.

Logo, a adrenalina passou e me senti mal. Havia sofrido grande quantidade de pontos de dano por conta do ataque. Vendo a cena, alguns camponeses me socorreram, já que eu não tinha nenhuma poção de cura por ali. Como eles não são combatentes e não possuiam tais coisas em casa, eles puderam somente limpar minhas feridas, enquanto meus companheiros voltavam. Como minha situação era precária - felismente passando em todos os testes de Resistência de Fortitude, meus amigos iniciaram uma jornada em direção à um tempo de Fharlanghn, o Deus das Estradas, Viajantes e dos Horizontes.

Chegando ao templo, logo fui atendido por uma acólita que, ao ver minha situação, me engaminhou para o Salão de Fharlanghn para que ele em pessoa me olhasse. Nisso, Jeverson me empurrando em uma cadeira com rodas, me levou até tal salão onde se encontrava um Avatar de Fharlanghn e lá eu vi a luz que me atravessou (na verdade não vi, mas passei no teste de Sentir Motivação com o avatar) e o mesmo me mandou de volta para a acólita, com instruções do que deveria ser feito.

Nesse momento, precisei fazer vários testes de resistência de fortitude, já que era necessário me curar das feridas mais profundas. Feito isso, a acólita me enviou em uma outra direção. Conversar com um acólito que também me analisaria à procura de algum rastro de problemas que pudessem aparecer. Não apareceu nada, mas ele me disse que eu poderia perder algumas habilidades dependentes de destreza durante um tempo, fato que se confirmou com a redução do meu deslocamento base de 9 metros para 6 metros, a perca do meu bônus de destreza na CA devido à limitação de meus movimentos e grande parte da minha agilidade, até que os ferimentos melhorassem.

Depois disso, a acólita me passou algumas poções que eu tomaria para recuperar meus pontos de vida gradualmente. Como se trata de um tempo para pessoas humildes, não havia lá nenhuma poção de curar ferimentos críticos ou cura completa. No entanto, poderia comprar em qualquer alquimista pequenas poções de curar ferimentos mínimos, que usaria nos próximos dias.

Feito isso, fui levado pelos meus amigos para minha toca e, em três dias, pude finalmente me encontrar com Asfaloth, que se encontrava também recuperado de seus ferimentos.

Esta é a história épica dos acontecimentos da semana passada. Agora você quer saber o que aconteceu de verdade?

O dia que Eu Caí de Moto: Fatos verídicos do dia que Eduardo foi literalmente atropelado por um Pitbull ensandecido.

Depois que saí da escola para lanchar com o Jeverson no Taquaras, fomos para a Ermenilde Doces e Salgados com mais uns amigos. Pouco tempo depois, resolvemos todos ir pro Bilhar e saímos. O Jeverson atalhou e eu continuei seguindo a Alineves, quando um cachorro saiu correndo da rotatória e bateu na roda da minha moto, me derrubando dela.

Logo fiquei de pé, e fui acodido por pessoas que moravam próximas, que limparam meus ferimentos, até que meus amigos me levaram para o hospital onde a médica mandou tirar raio x de 80% do meu corpo (exagero né), passou uma solução de limpeza que ardeu PAKARAIO e me enviou para o ortopedista, que disse que eu ficaria uns dias com dificuldades em me movimentar.

Saindo de lá, peguei o receituário médico para comprar os remédios e fui levado para casa.

Depois vocês perguntam porque eu prefiro a fantasia ao mundo real, né?

Dúvidas sobre os termos RPGísticos: D20 SRD (inglês)
Correções por: Diegão