quarta-feira, 31 de março de 2010

Sendo seres conscientes, como surgiu nossa consciência, e para onde ela irá quando morrermos?

Pergunta difícil de responder, em vista da minha característica de independência teológica.

Bom, eu sinceramente não acredito que nossa consciência surgiu de uma simples coincidência evolutiva que tornou nosso cérebro "autoconsciente" ... No entanto, não teorizo a forma como ele surgiu. Acredito que há um motivo para tudo acontecer, apesar de desconhecer sua causa.

Penso também que nossa consciência transcende o corpo. Alguma forma de conhecimento ou essência que persiste e está sempre em evolução. Dizem que o DNA pode ser uma chave para uma ligação entre corpo e essência, mas sinceramente não tenho fé nisso.

No entanto, não descarto a possibilidade de que no final de nossas vidas simplesmente deixemos de existir. Não temos como ter certeza de nada a não ser que estejamos lá na linha que divide a vida da morte, ou de outra vida.

"Eu preferiria ter uma mente aberta pelo mistério que fechada pela crença." --Gerry Spence

Ask me, if you dare!

quarta-feira, 24 de março de 2010

O dia que o Elfo caiu da Moto ...

Gerin aur/abaur/fuin vaer ephedyn nín! Estou aqui vivo, me recuperando dos ferimentos da última batalha épica na qual me envolvi. Hoje não vou falar de Informática nem vou postar meus eventuais textos sobre Entalis. Hoje, vou narrar meu acidente de terça feira em duas versões. Uma em forma de relato RPGístico e outra da forma como ocorreu. Espero que gostem.

O dia que o Elfo caiu do Cavalo: Uma história épica entre um elfo em sua montaria e um cachorro em investida!

Era noite. Vindemiatrix havia recentemente saído de seu trabalho, onde desenvolve sua habilidade de Ofícios: Técnico em TI, e fora encontrar seu amigo Jeverson Lima, um meio-orc bárbaro (jogador de truco, pois possui o talento Intimidar Aprimorado) em uma taverna na região Leste da cidade, chamada Taverna das Taquaras. Lá Vindemiatrix e seu amigo pediram bebida e comida, que dessa vez veio na quantidade satisfatória...



Até o momento estava tudo normal. Em um determinado momento, Jeverson pegou seu bloquinho de pergaminhos mágicos e contatou alguns de nossos companheiros de aventuras e decidimos então partir para uma taverna mais refinada. Não bem uma taverna, mais uma Quitanda. E lá fomos eu, montado em meu corcel élfico Asfaloth e ele em seu cavalo que não têm nome. Em nosso caminho para a Quitanda, passamos pela região dos Pântanos Podres, região onde vivem os soldados da milícia do Governador. Nunca é uma região boa de se passar pois ali há um terror inominável e sempre há a sombra e a escuridão, que nos fecham os olhos.

Em vista desta escuridão, meu amigo Jeverson quase caiu em uma armadilha instalada em um cruzamento entre duas passagens, provavelmente instalada por algum kobold ou goblin interessado em nos assaltar. Minha sorte foi que vi a armadilha sendo disparada. Ele, como bom bárbaro que é, têm o Talento: Esquiva Sobrenatural (A habilidade de esquiva sobrenatural permite que uma criatura surpresa mantenha seu bônus de Destreza na CA e impede ataques furtivos), conseguiu sair da armadilha bem à tempo. Eu como tenho uma Destreza muito alta consegui me esquivar com facilidade pois estava logo atrás e vi a armadilha sendo disparada.

O fato é que chegamos na Quitanda da Ermenilde. Logo em seguida, alguns amigos nossos chegaram, como o Príncipe Charles, a Alineves, Fernizando e o guerreiro Censurado. Ficamos ali por um tempo e então decidimos ir para outro lugar mais agitado. Alineves e Fernizando foram em sua carruagem, o Príncipe Charles foi para sua Cidadela tratar de assuntos de importância mais urgente e Censurado pegou sua biga e saiu. Em seguida saímos eu e o Jeverson.

Jeverson resolveu pegar um atalho. Esta foi sua sorte, pois devido à um fracasso num teste de Observar, Vindemiatrix não percebeu a presença de dois seres escondidos na vegetação adiante. Como era necessário circunscrever a região de vegetação, Alineves foi com sua carruagem e eu fui logo atrás, montado em Asfaloth.

Aqui iniciou-se a batalha. Numa rodada surpresa do mestre para os seres escondidos, um deles, sabendo a direção na qual eu estava me dirigindo, iniciou uma manobra de investida. Como ele é um animal de uma categoria menor que a minha (e de Asfaloth) e possivelmente não conseguiria me causar dano, ele usou a manobra Destroçar em conjunto com sua investida, e com isso fez com que Asfaloth caísse no chão.

Infelizmente não passei no teste de Resistência de Reflexos e fui derrubado de Asfaloth. No entanto, a manobra do animal que eu ainda não sabia qual era nos dava ataques de oportunidade, a mim e a Asfaloth. Ambos fizeram seus ataques, caindo em cima do animal, agora reconhecido como um cão infernal (depois do terceiro teste mal-sucedido da habilidade Observar), o que lhe causou grande quantidade de dano por contusão. Como tenho o talento: Reflexos em Combate, antes do fim do turno eu já estava de pé, me preparando para sacar minha espada élfica quando percebi que o animal estava fugindo. No entanto, não consegui perseguí-lo pois logo em seguida notei que eu me encontrava nocauteado, apesar de em pé ao lado de minha montaria ainda tombada no chão.

Logo, a adrenalina passou e me senti mal. Havia sofrido grande quantidade de pontos de dano por conta do ataque. Vendo a cena, alguns camponeses me socorreram, já que eu não tinha nenhuma poção de cura por ali. Como eles não são combatentes e não possuiam tais coisas em casa, eles puderam somente limpar minhas feridas, enquanto meus companheiros voltavam. Como minha situação era precária - felismente passando em todos os testes de Resistência de Fortitude, meus amigos iniciaram uma jornada em direção à um tempo de Fharlanghn, o Deus das Estradas, Viajantes e dos Horizontes.

Chegando ao templo, logo fui atendido por uma acólita que, ao ver minha situação, me engaminhou para o Salão de Fharlanghn para que ele em pessoa me olhasse. Nisso, Jeverson me empurrando em uma cadeira com rodas, me levou até tal salão onde se encontrava um Avatar de Fharlanghn e lá eu vi a luz que me atravessou (na verdade não vi, mas passei no teste de Sentir Motivação com o avatar) e o mesmo me mandou de volta para a acólita, com instruções do que deveria ser feito.

Nesse momento, precisei fazer vários testes de resistência de fortitude, já que era necessário me curar das feridas mais profundas. Feito isso, a acólita me enviou em uma outra direção. Conversar com um acólito que também me analisaria à procura de algum rastro de problemas que pudessem aparecer. Não apareceu nada, mas ele me disse que eu poderia perder algumas habilidades dependentes de destreza durante um tempo, fato que se confirmou com a redução do meu deslocamento base de 9 metros para 6 metros, a perca do meu bônus de destreza na CA devido à limitação de meus movimentos e grande parte da minha agilidade, até que os ferimentos melhorassem.

Depois disso, a acólita me passou algumas poções que eu tomaria para recuperar meus pontos de vida gradualmente. Como se trata de um tempo para pessoas humildes, não havia lá nenhuma poção de curar ferimentos críticos ou cura completa. No entanto, poderia comprar em qualquer alquimista pequenas poções de curar ferimentos mínimos, que usaria nos próximos dias.

Feito isso, fui levado pelos meus amigos para minha toca e, em três dias, pude finalmente me encontrar com Asfaloth, que se encontrava também recuperado de seus ferimentos.

Esta é a história épica dos acontecimentos da semana passada. Agora você quer saber o que aconteceu de verdade?

O dia que Eu Caí de Moto: Fatos verídicos do dia que Eduardo foi literalmente atropelado por um Pitbull ensandecido.

Depois que saí da escola para lanchar com o Jeverson no Taquaras, fomos para a Ermenilde Doces e Salgados com mais uns amigos. Pouco tempo depois, resolvemos todos ir pro Bilhar e saímos. O Jeverson atalhou e eu continuei seguindo a Alineves, quando um cachorro saiu correndo da rotatória e bateu na roda da minha moto, me derrubando dela.

Logo fiquei de pé, e fui acodido por pessoas que moravam próximas, que limparam meus ferimentos, até que meus amigos me levaram para o hospital onde a médica mandou tirar raio x de 80% do meu corpo (exagero né), passou uma solução de limpeza que ardeu PAKARAIO e me enviou para o ortopedista, que disse que eu ficaria uns dias com dificuldades em me movimentar.

Saindo de lá, peguei o receituário médico para comprar os remédios e fui levado para casa.

Depois vocês perguntam porque eu prefiro a fantasia ao mundo real, né?

Dúvidas sobre os termos RPGísticos: D20 SRD (inglês)
Correções por: Diegão

quinta-feira, 11 de março de 2010

Sobre ateus, evangélicos e vegetarianos ...

No começo dessa semana, tive uma animada conversa com três conhecidos sobre temas diversos. O que nenhum deles percebia, no entanto, era que todos rinham a mesma motivação interna, e eh sobre isso que vou falar hoje.

Sobre ateus, evangélicos e vegetarianos ...

As conversas, antes de começar a falar, não foram ao mesmo tempo. Por esse motivo consegui entender individualmente cada um e depois fazer essa síntese. Primeiramente, tudo começou com um conhecido evangélico que tirou a tarde para colocar Deus dentro do meu coração. Nada contra, mas nenhum dos argumentos dele me convenceu porque pessoalmente meu sistema de crenças é bem diferente do dele e, só por isso, pudemos ter uma discussão.

Claro que não foi nada fácil porque ele queria com tanta avidez me converter que parei e comecei a pensar em como essa pessoa se relacionava com suas próprias crenças...



Até aí não houve nada de mais que valesse virar um post. Foi, na verdade, quando comentei com um grande amigo meu, que é ateu, sobre esse episódio que as coisas ficaram interessantes. No começo, ele simplesmente fez o possível para me provar que tudo aquilo que o outro falava não existe e é só um construto de realidade que a pessoa cria para se esconder da verdade, só pra resumir a longa conversa.

O engraçado foi que pela primeira vez eu percebi que, na verdade, o meu amigo ateu estava fazendo a mesma coisa que o pregador. Claro que citei isso para ele, e ele falou algo que me mostrou o núcleo do seu sistema de crenças: "não estou pregando nada, estou só te mostrando os fatos reais".

Depois dessa conversa com esse amigo, passei a divagar e cheguei a uma conclusão, mais ou menos óbvia para muitos: "O ser humano não vive sem um sistema de crenças".

Calma, vou dissecar melhor minha teoria. Se vocês pararem para pensar nos dois casos, ambos os lados precisam acreditar em algo que lhes faça sentido ou, em outras palavras, que se encaixe em seu modelo de realidade. Em resumo, precisamos acreditar que existe ordem no meio de todo o caos.

Eu gosto de participar dessas discussões porque servem de base pra que eu entenda os meus próprios medos e crenças.

O que é engraçado é que tudo isso que estou falando é baseado no medo que as pessoas têm de acreditar em algo e chegar lá na frente descobrir que sua crença não existe de verdade. Isso explica essa necessidade de provar seu ponto de vista, porque ninguém quer acreditar em algo que não é verdadeiro, não é mesmo?

De certa forma, nenhum deles está errado, na minha opinião. O que acho errado é tentar empurrar algo para outras pussoas, sem considerar se realmente o que a pessoa acredita.

Quando eu falo para esses dois sobre meu sistema de crenças, os dois me julgam como se eu fosse um inimigo de sua fé ou uma forma de palhaço, ou até mesmo cético, pq eu acredito que "independente de existir ou não algo lá em cima, seja uma divindade, uma energia ou mesmo nada, o importante é que indiferente a isso eu acredito em mim". Demônios existem sim, na forma de manifestações de nossos medos; a observação supera o misticismo por provar que tudo respeita certas regras; mas não devemos viver inteiramente dependentes dessa forma de ver as coisas, pois somos tão grandemente maiores que isso, que poderíamos facilmente superar todas essas pequenas coisas.

Concluindo, tudo o que acontece ao nosso redor, acontece independente de significado. O fogo, independente de que estejamos observando ou não, está lá. E a cada um de nós é dada a inteligência e o discernimento necessários não para provar nada aos outros, mas unicamente a nós mesmos.

Ah sim! Faltou falar da terceira pessoa da conversa! O que aconteceu foi que essa pessoa, usando um artigo de algum renomado cientista anônimo à minha pessoa, tentava me convencer que a carne que eu comia no almoço contribuia para o aquecimento global pq as vacas, durante sua criação, produziam toneladas de gases flatulentos que produziam... e blah blah blah. O que ela quiz dizer eh que eu devia parar de comer carne ... Eu disse que independente de eu comer carne ou não, 6 bilhões de pessoas com certeza produziam mais flatulência que 400 milhões de vacas, e que a solução final para esse (e tantos outros) problemas seria exterminar os humanos, já que são eles a causa de tudo!

Claro que essa pessoa ficou totalmente ofendida com meu comentário, mas não achou uma única palavra pra refutar minha colocação. Claro que falei brincando, e com essa exata intenção, de mostrar que somos nós que damos significado às coisas, e não o contrário.

"Nós existimos porque fazemos as coisas existirem".

quarta-feira, 3 de março de 2010

Contos de Entalis - Gerações

E não é Heroes.

Esta é uma continuação da história publicada semana passada, sobre o Caeryn. É meio que um resumo de sua vida e de sua contenda. Não significa que não haverão mais histórias, mas que assim fica conhecida a jornada pela qual ele passou em sua vida.

Espero que gostem.

Gerações ...

Capítulo 1

Faz frio. É sempre assim nas montanhas da névoa. Durante muitos e muitos anos, Caeryn procurou seu antigo inimigo. No entanto, nunca imaginou que ele voltaria a este reduto, o lugar onde tudo começou. Muitos homens morreram para encontrar esse lugar. Muitos deles, guiados pelo próprio Caeryn que, em busca de sua redenção, ou vingança como alguns citam, liderou legiões de homens contra este que é um dos grandes poderoros de nossa era. Na verdade, de várias eras...


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Engraçado foi como encontraram o reduto do lich, aqui mesmo nas montanhas da névoa. Em uma escavação, que alguns anões estavam realizando em outros lugares, eles encontraram grandes quantidades de espíritos vagantes, zumbis, mortos-vivos, e toda uma miríade de monstros tão variada que, se fosse possível catalogá-los todos, com certeza seria possível escrever um livro, ou grimório, tanto faz. Livro dos Monstros, talvez. Acho que estou me desviando demais do assunto.

O certo é que um dia acharam esse lugar. E logo chegou aos ouvidos de Caeryn essa estranha coincidência.

Finalmente o momento esperado. Caeryn adentra a caverna gelada, seguido de alguns que o acompanhavam. Era gritante a diferença de poder entre ele e os que o acompanhavam. Não que estes fossem fracos, mas Caeryn também havia adquirido conhecimento e poder além de muitos dos mais fortes em Cristália. Não, em Entalis.

Estranhamente, a caverna parecia mais fria que o normal. Talvez a presença de algum espírito de gelo possa estar causando isso, ou qualquer outra coisa que ninguém jamais ousou tentar descobrir. O certo é que Caeryn foi o primeiro a ver os olhos azuis. Os outros nem ao menos tiveram tempo de reagir. Logo, Caeryn estava lutando contra dois esqueletos animados, ambos com uma estranha luz azul que dava volume a seus corpos não existentes e uma onda de medo que saia de seus olhos, difícil de enfrentar. Mesmo assim, o grande guerreiro não teve medo. Enfrentou os esqueletos, os derrotou, e continuou sua jornada para o fundo da montanha. Não seriam dois fantoches que o impediriam de alcançar o objetivo de toda uma vida de busca, lutas, vitórias e derrotas.

Somente Caeryn, e um estranho guerreiro, com feições de dragão, ainda continuavam de pé. E ele disse ao guerreiro: "Vá, não há motivo para que você morra aqui. Como eu prometi, aqui está sua recompensa". Após dizer isto, ele tira uma pequena bolsa de moedas e entrega ao guerreiro 100 moedas de Mithrill.

Mais adiante, um grande labirinto. No começo, pareceria impossível passar por todo esse complexo, mas Caeryn, como sempre, tinha uma carta na manga. De sua mão, emanou uma breve luz azul, que então se tornou uma linha de fumaça. A linha foi saindo de sua mão e adentrou o labirinto. A cada divisão, a linha se dividia, para cada caminho encontrado. Logo, todo o labirinto encontrava-se tomado por essa linha de fumaça tênue que saia das mãos de Caeryn. Com duas palavras inteligíveis, a linha de fumaça foi tomando forma, até se tornar uma linha. No entanto, por desígnios que somente ele poderia dizer, no trajeto verdadeiro, a linha tomou forma definitiva, tornando a travessia do labirinto algo frugal.

Assim acreditava. Em alguns trechos, a linha se mantinha dividida, denotando que poderiam haver caminhos alternativos para o outro lado. Seguindo em alguns deles, armadilhas dispararam, monstros apareceram, fossos surgiam sob o chão falso, mas nada disso impediu que o grande guerreiro seguisse adiante.

Logo, após passar por esse desafio, ele se encontrava na câmara principal. Havia um esqueleto sentado em um trono de gelo, olhando para algo que se encontrava em sua mão. E então, palavras saíram da boca esquelética: "É isso que veio destruir, não é? Quantas vezes procurou destruir aquilo que eu me tornei, somente para destruir essa vestimenta de couro, carne e ossos podres que tantas vezes se interpôs entre você e eu. Só que diferente das outras vezes, você e eu estivemos sempre longe um do outro. Longe do meu Eu verdadeiro. E agora você está aqui. Vamos ver se desta vez você conseguirá".

Em seguida o esqueleto se levanta, vai calmamente até um pequeno altar no fundo do salão e coloca a gema azul em um pedestal, visível para ambos. E então, volta-se para o centro e, em posição de vigia, espera o ataque inicial...

Capítulo 2

Por muito pouco, os guerreiros que exploravam a antiga caverna dos anões não morreram devido à enorme quantidade de mortos-vivos que ali havia surgido. A cada morte que acontecia, mais um corpo se juntava ao outro lado. Durante muitos anos os anões lutaram contra o medo e o terror inominável que emanava daquelas minas, pois eles sabiam que ali devia haver um poder muito grande. Vários grupos de aventureiros morreram ali, tentando descobrir o motivo desse estranho fenômeno.

Um grupo de clérigos e paladinos, no entanto, havia conseguido chegar bem fundo nas cavernas dos anões, somente para encontrar um grande e estranho salão. Parecia abandonado a eras, mas estava ricamente adornado com vários quadros e objetos de valor. Um dos clérigos do grupo dizia que vários deles poderiam ser mágicos, dado o estranho brilho azul que emanavam.

E um desses objetos, o mais brilhante, chamou a atenção de todos. Uma onda de pavor se abateu, como se naquele momento um relógio tivesse iniciado uma contagem regressiva. Uma contagem para algo que causava cada vez mais pavor. Para algo que eles não queriam presenciar. Essa onda que pareceu reverberar até mesmo nas paredes.

Ao tentarem voltar pelo caminho que vieram, só encontraram rochas fechando o caminho. Devia haver outra forma de sair e, envoltos na aura de terror que o objeto criava, os aventureiros resolveram sair pelo único lugar que lhes permitia ficar longe dali.

Desordenadamente, cada um dos aventureiros entrou em uma das portas do salão. Ouviam-se gritos de dor e de ossos quebrando em vários lugares. Logo perceberam que aquilo não era uma saída, mas um labirinto, construído para manter aqueles que ali se encontravam nunca sair, ou os que chegassem, nunca mais entrassem.

De um grupo de quase 20 aventureiros, somente uns dois clérigos e três paladinos conseguiram passar por esse tormento vivos. Com muito custo, todos se recuperaram das feridas. No entanto, ainda não haviam saído do complexo. Olhos azuis apareceram em alguns cantos do lugar onde se encontravam. Sem titubear, os clérigos clamaram sua fé para que os espíritos malignos ficassem longe. Mas, por desígnios que ninguém mais sabe dizer, eles não viveram para saber se havia funcionado.

No final, um paladino e um clérigo conseguiram finalmente ver a luz. Mas, talvez fosse tarde demais para que eles pudessem se salvar...

Capítulo 3

- Vocês se consideram bons guerreiros?

- Sim senhor, nós já passamos por todos os perigos que alguém poderia passar nessa vida.

- Até morrer?

- Como?

- Sim, até morrer.

- Não ... Não entendo o motivo de sua preocupação.

- Se vocês têm apreço por suas vidas, e realmente querem tentar essa contenda que lhes dou, deveriam dar valor à essa minha pergunta.

- Bom senhor, não é qualquer pessoa nestas terras que está disposto à dar 1000 peças de ouro, adiantado, para aqueles que se dispuzessem a encontrar, o que o senhor diz ser, o covil do Grande Lich.

- Sim, não é qualquer pessoa que está disposta. Eu mesmo já fiz o que vocês estão fazendo. No entanto, as minhas buscas nunca resultaram em sucesso, porque de algum modo, o Grande Lich pode me sentir. E vocês não são o primeiro grupo que eu envio. Somente hoje, já foram quatro grupos enviados para várias partes do Sul de Anfalas.

- S-senhor?

- Sim, amigos. Se vocês encontrarem o que eu acredito que algum dia alguém algum dia encontrará, torçam para que não seja tarde demais para que vocês possam fugir com vida. Pois esse será o único prêmio que vocês irão querer caso passem da tênue linha que divide o mundo dos vivos do mundo dos mortos.

- Você é estranho. Mas, por algum motivo que desconheço, eu quero participar dessa campanha.

- Quantos de vocês irão?

- Isso importa?

- Não. Mas, só para contar em minhas estatísticas, gostaria de saber quantos já enviei nestas buscas.

- Bom, até o momento só eu e meu amigo dracônico.

- Dois, bom. Bem, anotado então. Aqui estão suas 1000 peças de ouro. E se tiver notícias que possam ser úteis a mim, considere-se um homem de sorte. Se quizer uma direção, arrisco dizer que um grupo que foi para as montanhas da névoa possa ter alguma sorte. Eles são servos divinos, acreditam em milagres. Como eu, acredito que você não pensa dessa forma.

- Entendo. Agradeço pelas palavras e pelo dinheiro. Até um momento posterior...

Capítulo 4

- Você nunca encontrará o lugar onde eu estou, meu caro amigo de infância!

- Você morrerá pelas minhas mãos. Escreva isso, amigo! Nunca esquecerei o que você fez à ela!

- Eh, você sempre diz isso quando está próximo de me destruir meu amigo. E aqui estamos nós novamente. E não pense que não sei que você está novamente tentando me encontrar. Essa sua nova idéia nunca dará certo!

- Sim, dará por uma única coisa. Nós partilhamos nossos pensamentos, meu irmão de lutas. Só por esse motivo que eu sei que você teme que nos encontremos de verdade no final. Porque você sente que, quando o momento chegar, eu estarei lá, para terminar o que nunca deveria ter começado. E sabendo que você lê minha mente, nada melhor do que enviar outros ao seu encalço!

- Esperto, mas nunca dará certo!

- Veremos!

(E mais uma vez, o lich cai morto no chão, sua luz se extinguindo em uma fumaça azul, que foge pela janela de uma funda masmorra num castelo abandonado)

Capítulo 5

- ... e é por isso que quando eu crescer, eu quero ser um Lich bem forte!

- Mas, se você se tornar um lich, eu vou ter de me tornar o seu caçador e vou ter de matar você!

- Seu burro, eu serei um Lich, e liches vivem para sempre! Se você me matar, eu volto de novo, depois!

- Ahhh, mas eu vou querer viver para sempre também! Para poder matar você todas as vezes!

- Mas ...

- Caeryn, Gillian, está tarde! Gillian, vá para casa! Isso não é hora de vocês dois estarem na rua! O que vou dizer para a sra. McBerth se ela souber que deixei vocês ficarem na rua até essas horas?

- Mas mãããããeeeeeee.

- Nada de mais! Diga adeus para seu amigo!

- Adeus Gillian!

- Adeus Caeryn!

Capítulo 6

Os anos passaram rápido. Muito do que se ouviu e se falou sobre esta história, ocorreu a muitos anos. Alguns considerariam até mesmo que isso não passaria de uma lenda, um conto para assustar crianças pequenas se, e somente se, eu não fosse filho do grande guerreiro Caeryn e tivesse ouvido tudo de sua própria boca, antes que ele partisse em busca da sua redenção.

Passaram-se muitos anos desde que resolvi contar esta história. Estou finalmente ficando velho e minhas forças há muito já não são as mesmas. Me pergunto se meu pai ainda está vivo. É difícil para muitos acreditar que se é filho de alguém que já vive na terra há mais de 400 anos. Mas, sei que no final, ele soube que seu tempo estava chegando, e finalmente pôde viver seu tempo até encontrar seu nêmesis e finalmente descansar. Assim eu penso.

Nunca mais se ouviu falar do grande guerreiro, que morreu nas montanhas da névoa. Só se sabe que depois de alguns anos, a montanha novamente podia ser vista ao longe. No entanto, o terror inominável ainda pairava aquelas regiões. E diziam, também, que alguém estava sempre vigiando.

Sombras de velhos temores, ou temores de velhas sombras. Nunca se saberá ao certo.

Thorian, 80 anos, Mago Branco, Conselheiro-chefe da Efígie dos Três Poderes de Entalis e Curador da Biblioteca de Conhecimentos Históricos e Místicos de Cristália, Anfalas.

FIM.

segunda-feira, 1 de março de 2010

This is SPARTAAA!

Kibado Trazido diretamente da Desciclopédia: O "This is Sparta Death Kick" (também conhecido como The Big Boot) é um poderoso golpe das artes marciais espartanas. Consiste em encurralar o adversário, de preferência um mensageiro inimigo que ofenda seu povo e sua mulher, na extremidade de um poço profundo ou precipício, desferindo em seguida um chute em seu peito, enquanto grita o nome do ataque...

THIS IS SPARTAAAAAAAAAAaAaaAaAAaaaAAAaaaAaaAA!

Para vocês atestarem a capacidade do ataque, vou demonstrar em uma única imagem o que esse golpe é capaz de fazer, através da demonstração das esteatégias de seu maior usuário: Rei Leônidas de Esparta!