quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Agosto: Mês dos Meteoros

Madrugadores, preparem-se para ver um dos maiores espetáculos cósmicos do ano. A chuva de meteoros Perseídeos vai iluminar o céu durante os primeiros vinte dias deste mês. Os bólidos, que estão riscando o céu desde o final de julho, têm seu ponto alto entre os dias 11 e 13. Mas, mesmo depois dessa data, você pode aproveitar o show.

Se mantiver os olhos colados no céu, principalmente na região perto da estrela Capela, poderá ver até cinqüenta estrelas cadentes por hora.

Não se deixe enganar pelo brilho. A maioria são ciscos menores que um grão de areia – tão pequenos que não atingem a superfície.

Eles se chocam com a camada mais alta da atmosfera a cerca de 100 000 quilômetros por hora. E, devido ao atrito com o ar, queimam-se antes de chegar ao solo.

Os Perseídeos são restos do cometa Swift-Tuttle, que se aproxima do Sol a cada 135 anos. A última vez que ele passou por aqui foi em 1992.

Quando essa bola de gelo sujo é atingida pelas partículas lançadas pelo Sol, o chamado vento solar, ela vai soltando lascas que formam um rastro flutuante no espaço. A cada vez que a Terra cruza esses restos de cauda, é bombardeada por eles.

Os Perseídeos são a chuva de meteoros mais antiga que se conhece. No ano 36 da era cristã, os chineses já registravam o acontecimento. Mas foi só em 1866 que o astrônomo italiano Giovanni Schiaparelli associou os bólidos à passagem do Swift-Tuttle.

Além da poeira mais fina, a terra captura também fragmentos do tamanho de um grão de feijão e até maiores. Quando um rocha dessas atravessa a atmosfera a 100.000 km/h, deixa um belíssimo rastro luminoso, alaranjado ou azulado. Esteja preparado para ver alguns desses bólidos. A taxa esperada de meteoros é de 50 a 100 por hora, mas grande parte os meteoros são fracos, exigindo céu bem escuro para serem vistos. A lua minguante será favorável: vai nascer de madrugada. Afaste-se da iluminação urbana. Sente-se numa cadeira com vista para o nordeste e fique atento por uma hora, por volta das meia-noite ou pouco mais tarde.

As estrelas cadentes parecerão provir de um ponto do céu na constelação de Perseu, que estará bem baixa no horizonte. Além dessa data, toda a segunda e a terceira semana serão propícias. Os astrônomos amadores costumam contar os meteoros. Para isto, reúnem-se em grupo de quatro, sentando-se de costas um para o outro, de modo de cada um vigia um quadrante em torno de um ponto cardeal. Sem mover a cabeça para os lados, cada um conta as estrelas cadentes que passa pelo seu campo visual. Ao final de algumas horas, eles somam os eventos, calculam a taca horária e a comunicam aos centros de coletas de dados. As observações mostram um crescente aumento dos Perseídeos nos últimos anos.

Ah, em tempo: os Perseídeos são chamados tradicionalmente de Lágrimas de São Lourenço. Conta-se que uma das chuvas ocorreu justamente na noite da morte desse santo romano, no dia 10 de agosto de 258.

Fonte: Super
Examiner