quinta-feira, 5 de março de 2009

E se meu caderno fosse 3G

E se meu caderno fosse 3G? O que eu faria? Será que acessaria a Wikipédia ou o Thesaurus para resolver um exercício de história ou de inglês? Ou será que recorreria ao Wikimapia para saber se a capital da Bósnia é Sarajevo? Não, provavelmente não.

Eu buscaria a fonte mais distante para me inspirar e escrever. Deixaria recadinhos no meu Twitter e escreveria longos monólogos de personagens imaginários no meu Blogger. Mandaria cartas para as pessoas de quem gosto. Eu escreveria mais, pensaria mais, me emocionaria mais.

Eu escreveria sobre dinossauros da Uncyclopedia que viviam num deserto lá no Google Maps. Eu procuraria meu cantor preferido e escreveria letras de músicas para ele. Eu faria um barquinho de papel que navegaria nos mares da Internet.

Eu desenharia vídeos e rabiscaria imagens. Eu colocaria cores e texturas, formas e pensamentos, para que todos vissem. Eu escreveria sobre como é o som dos meus desenhos e os daria vida. E com tudo isso, eu faria um vídeo e com certeza postaria no YouTube.

Eu não falaria com meus amigos mas os chamaria para desenharmos juntos tudo o que viesse à imaginação.

Se meu caderno fosse 3G, eu tentaria mudar o mundo com a ponta da minha caneta, escrevendo sobre um mundo mais feliz. Sobre um mundo onde as pessoas podem ser o que elas são, sem precisar se esconder atrás de imagens preconcebidas.

No entanto, se meu caderno não fosse 3G, com certeza escreveria para todos sobre como seria bom se eu tivesse um caderno que fosse 3G.