quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Conspiração P.A.L.M.A.S. 3: O dia que a Luz Acabou

Bom dia/tarde/noite/madrugada/dia sideral para todos. Alguns de vocês acompanharam recentemente um fato ocorrido durante o mês de janeiro na cidade de Palmas, que foi o apagão do dia 19 de janeiro.

Há um mês atrás, nesse mesmo momento em que estou postando esta história, um apagão de enormes dimensões assolou Palmas.

Alguns jornais noticiaram o fato, mas de maneira breve. Palmas e mais 30 municípios ficaram sem energia elétrica por 2/3/4 horas (depende do jornal e da criatividade do jornalista). O que vocês pensariam que poderia estar acontecendo à essa cidade?

Bom, eu não estava aqui, mas se eu estivesse, provavelmente estaria paranóico por notícias. Então, meus caros, apresento para vocês mais um capítulo dessa saga. Conspiração P.A.L.M.A.S. 3: O dia que a Luz Acabou, parafraseando o filme de título homônimo: O dia em que a Terra Parou, recentemente refilmado, e assistido em suas duas versões por esta pessoa que vos fala.

Bom, vou parar de falar e começar logo a história. Espero que gostem. Digno de roteiro de filme B! Ah, só lembrando que no final da história tem um presente para aqueles que, como eu, acham que Palmas é uma base aérea !!


Conspiração P.A.L.M.A.S. 3: O dia que a Luz Acabou

Segunda-feira, 19 de janeiro de 2.009, 18h da tarde. Estava eu calmamente observando o pôr do sol do mirante de Palmas, imaginando como contar para as pessoas sobre minhas descobertas. Então, de repente, meu celular toca. Um velho amigo estava me perguntando onde eu estava. Respondi que estava em Palmas. Nesse momento ele suspirou e disse: "Saia daí. Não é seguro estar na cidade, vai acontecer um a..." e de repente o celular ficou mudo...


Sem entender direito o que ele quis dizer, eu olhei em direção da cidade, e no mesmo relance todas as luzes se apagaram. Aquilo me assustou muito. Primeiro o telefonema e agora a queda de energia da cidade inteira. No começo fiquei tentando imaginar o que poderia ter causado um blecaute na cidade, já que normalmente quando blecautes acontecem, não são grandes o suficiente para derrubar a energia de uma cidade inteira, principalmente do nível de Palmas.

Algumas teorias antigas vieram à minha mente. Será que havia algum dedo dos militares nessa queda de energia? Na última vez que eu tinha feito uma trilha de moto por estas redondezas, tinha descoberto tanta coisa sobre as ações militares e sua influência no plano P.A.L.M.A.S. Estariam os militares novamente experimentando equipamentos novos ou será que isso já poderia ser um prelúdio da guerra se aproximando?

Pensando nisso, eu resolvi fazer uma aventura diferente: Peguei minha moto e fui até as proximidades da base militar onde os experimentos avançados são testados. Foi nesta mesma base que eu vi os militares testando o que parecia ser uma nuvem eletricamente carregada se formando e se movimentando contra o vento. Bem, chegando lá, eu vejo uma grande movimentação de pessoas e um artefato muito estranho instalado no meio do pátio. Não posso dizer com certeza o que é, mas emite estranhos raios e emana bastante vapor. São quatro pilares em forma esférica com um pilar central mais alto que os outros. Seja lá o que aquilo fosse, estava pronto para ser utilizado.

Eu não fiquei ali muito tempo pra saber o que iria acontecer por ali e, mesmo assim, já passava de uma hora da queda de energia. Era hora de voltar à cidade e verificar os fatos.

Era por volta das 19 horas e 30 minutos, quando eu começava a me aproximar da cidade. Estranho que àquela hora seria possível ver o brilho da cidade refratado no ar, Mas a noite era profunda, somente quebrada pelos faróis da minha moto e da estranha luz branca emanada da serra. Um pouco mais à frente tive a primeira visão da cidade. Tudo apagado em Palmas e Taquaralto.

Olhando um pouco mais atentamente o céu, pude perceber que provavelmente outras cidades estariam sem luz. Não via sinais de luz de Porto Nacional nem de Miracema e Lageado. Também Paraíso parecia estar às escuras.

Um fato me chamou a atenção ao observar a cidade: alguns pontos espalhados pelo plano ainda tinham luz. Entre estes pontos, pude identificar alguns pela sua posição. No caso, havia luz nos dois supermercados Caçulinha do plano diretor, no HGP, no aeroporto, no quartel e em mais dois lugares em taquaralto e nos Aurenys. Outras luzes eram visíveis também, mas não muito frequentes e fortes.

O que me veio à mente foi algo aterrador. Estaríamos nós sob ataque de outros países? Será que aconteceu a mesma coisa que o primeiro capítulo do seriado americano Jericoh e as principais cidades brasileiras foram bombardeadas? Se isso realmente aconteceu, então não há mais lugar seguro como Palmas. Agora as estruturas subterrâneas começariam a fazer sentido.

Terminei a descida com a moto e fui diretamente para um dos pontos com luz. Talvez lá conseguiria alguma informação sobre o ocorrido. Chegando no ponto de luz mais próximo, o Caçulinha Norte, me deparei com uma cena que até então só tinha visto em filmes americanos. Dezenas de pessoas se aglomeravam nas portas do supermercado fechado, procurando comprar velas, suprimentos e mantimentos.

É engraçado como as pessoas reagem de forma irracional quando sua base de sustentação cai por terra. Eu estava desesperado por informações, mas não chegaria ao ponto de comprar mantimentos no supermercado justo agora que a coisa aconteceu. Para estes casos, eu já tenho meu reservatório de mantimentos. Se eu calculei certo, há comida suficiente para alguns meses de necessidade. Pena seria não poder mais receber minha Nacional Geographic todos os meses.

Todas essas questões me preocupavam e me enchiam a cabeça. Foi então que eu ouvi um barulho acima de minha cabeça. Sons de aeronaves atravessando os céus apareceram e sumiram, indo em direção ao norte. Mais questões afloraram. Para termos aviões voando à essa velocidade, provavelmente deveriam ser aeronaves em missão. O tempo passado desde o apagão é mais ou menos o tempo que levariam para eles chegarem à essa latitude. Mas, se fomos atacados, de que adiantariam aviões? A não ser que fosse um ataque cirúrgico, o que eu acredito que não resolveria. Talvez a nuvem eletrificada resolvesse esse problema de forma mais eficiente.

Então, me veio algo que eu não havia pensado antes. Se P.A.L.M.A.S era uma base tão avançada, ela com certeza seria alvo de ataques, caso o serviço de contra-inteligência do país atacante descobrisse sobre ela. Com sua avançada estrutura e armamentos, é lógico que como alvo estratégico, desabilitar essa estrutura seria como capturar a rainha num jogo de xadrês (ou tirar dois 6 no jogo de gamão). Essa poderia ser uma possibilidade e talvez explicasse as aeronaves sobrevoando o espaço aéreo da cidade. Talvez como forma de defesa, quem sabe?

A essa hora já deviam ser quase 21 horas e nenhum sinal de que algo iria mudar. Peguei novamente minha moto e fui para casa. Precisava arrumar minhas coisas pois o próximo passo dos militares caso a cidade estivesse sendo atacada seria evacuar os civis para ativar o complexo subterrâneo.

Chegando em casa, rapidamente fiz minhas malas, pegando algumas mudas de roupa, meu notebook e algum dinheiro. Nesse momento, ocorreu o mais improvável evento da noite. A luz voltou.

Sem entender bem aquilo, peguei meu celular e tentei usá-lo. Já havia sinal mas ainda não havia linha.

Depois de algumas tentativas frustradas de ligar para esse meu amigo, eu resolvo ligar a tv para ver se alguma coisa seria notificada.

Bem na hora que eu liguei a tv, um pronunciamento às pressas estava sendo feito. O jornalista dizia que a luz havia acabado por causa de um raio que havia caído numa subestação ca Celtins em Miracema e que o corte de energia havia alcançado 30 cidades do estado do tocantins, entre outras regiões dos estados de Mato Grosso, Bahia, Maranhão e Pará.

Tudo parecia estar voltando ao normal, mas ainda acho que essa não era bem a verdade dos fatos. Agora saber o que realmente aconteceu, civis como eu ou você, nunca saberemos. Resta engolir essa estória passada pelos nossos confiáveis jornalistas imparciais.

Notícias do dia:
Após raio, Palmas tem apagão de duas horas

Apagão não prejudica atendimento médico

Outras Referências:
O dia em que a Terra Parou (Trailer)

História do filme de 1951 (muito melhor que a de 2008)

P.S.: Só pra finalizar, e adicionar um pouco mais de CAOS na história: Querem conhecer como será Palmas o dia que toda a população for evacuada da cidade e as estruturas de defesa, ataque e suporte aéreo, terrestre e marítimo forem ativadas? Olhe a imagem abaixo!