sexta-feira, 25 de julho de 2008

Crônica - Vampiro e Lobisomem - Cap 14 - Segunda Temporada

Pessoal, hoje tenho novidades. Primeiramente, fiz algumas mudanças no blog em relação às tags e a alguns códigos que estavam deixando o blog um pouco lento. Eu removi a maioria das tags inúteis e criei categorias mais genéricas. Quanto ao código da nuvem, eu estou pensando em reescrever o mesmo para usar a notação de pixels em vez de usar tamanhos predefinidos de fonte. Assim a coisa fica mais "real".

Segundo, eu criei uma comunidade no Orkut para o blog. O link está na barra lateral, ali abaixo do título do blog. Devido a problemas com spam em outras comunidades, a comunidade está aceitando novos usuários mediante aprovação de um dos moderadores.

No mais é isso. Agora fiquem com mais um capítulo da crônica. Este é o penúltimo capítulo dessa temporada da crônica. Muitas coisas acontecerão hoje. Fergurson incitou vários garou a atacarem Walter e resgatar Ema e Ísis, sabendo disso, sai em ajuda. Vamos ver o que o futuro reserva para ambos em Vampiro e Lobisomem.

Crônica Vampiro e Lobisomem Completa

Em algum lugar do passado ...

A noite se aproximava, Ferguson estava indócil. Nem mesmo Sebastian podia mais acalmá-lo. Como um animal selvagem que se preparava para lutar pelo domínio de seu território, Ferguson caminhava em círculos, com os peitos estufados, resmungando e respirando fortemente. Os demais lobisomens pareciam sentir o odor que ele exalava e também estavam no mesmo clima. Discussões sem sentido, geradas pela tensão explodiam e se extinguiam rapidamente.

O sol já se escondia no horizonte quando Ferguson descontrolou-se em um grito...


Para o inferno todas as formalidades! Estou indo! Vou acabar com este vampiro maldito!

Uma inquietação e gritos de aprovação seguiram-se ao chamado. Não era a primeira vez que isso acontecia naquele dia, mas antes não fora tão forte o clamor. Sebastian tentou novamente conte-lo:

Acalme-se Ferguson. Evan está para chegar e Ísis logo despertará. Acalme-se que já iremos fazer o que tanto anseia. Se já aguardou até agora, não há motivos para a impulsividade. Isso mesmo, aguardemos Ísis acordar! Assim teremos certeza de que os vampiros também estarão acordados! Estou indo, com ou sem vocês!Ferguson, não seja tolo. É exatamente isso o que eles desejam.

Pois então é isso o que eles terão. Vocês se julgam valentes e bravos guerreiros. Pois que demonstrem sua fúria! Vamos acabar com os inimigos que a séculos vem destruindo nossa raça e acabando com o equilíbrio neste planeta!

Ferguson, não pode mudar o mundo em uma noite. Tenha calma.

Realmente não posso. Mas posso começar a vingar-me em uma noite! Ainda há esperança de que Ema esteja viva! Não vou ficar aqui aguardando uma mensagem que confirme sua morte!

Um silêncio pairou no ar. Contra tais argumentos, a rara sensatez de Sebastian não podia defrontar. Ferguson caminhou apressadamente até os limites do Caern, com os lupinos o seguindo, uns por convicção e outros por curiosidade. Caminhou, parou e disse à Sebastian:

Antes de sair, quero dizer-lhe algo. Ontem antes do amanhecer disse que lutaria comigo, ombro a ombro. Pois então está na hora de cumprir sua promessa, pois nada irá me impedir de correr para o campo de batalha!

Sebastian olhou em sua volta e viu a face de dezenas de lupinos. Sua sensatez estava sendo testada ao limite. Mesmo enquanto tentava acalmar Ferguson, mal conseguia conter seus ânimos. Assim como o jovem lupino, Sebastian aspirava por vingança, em especial a de seus irmãos de matilha, mortos recentemente. O chamado de Ferguson soou como irrecusável. Seria negar sua natureza, deixar de ir a um combate contra lacaios da Wyrm. Rendeu-se aos impulsos:

Para o inferno tudo isso! MORTE a WYRM!!!!!!!!! - ecoou o grito de Sebastian.

Gritos de guerra e uivos ecoaram por todo o Caern. Uma comoção tomou conta de todos. Cada um deles correu em uma direção, uns para pegar as armas, outros para contar o que estava ocorrendo aos que chegavam. Sebastian sacou sua adaga de ritual e escolheu oito lupinos a sua volta. Voluntários não faltavam, aos demais gritou:

Amigos, não nos sigam! É preciso que fiquem aqui, pois os Dançarinos podem tentar tomar nosso Caern! Fiquem e protejam-no com suas vidas!

Por fim disse algo, em um antigo dialeto lupino, que fez com que todos se comovessem e expressassem a emoção, raiva e esperança que viviam naquele momento. Em seguida, saiu em corrida mata a dentro. Não entraram no mundo espiritual, pois não desejavam ser atacado por outros lacaios da Wyrm. Corriam freneticamente como lobos em uma caçada, cada um deles carregava uma adaga na cintura. Ferguson levava uma cedida por Sebastian. Já este, usava a adaga que antes fora de David.

As criaturas sabiam como poucos como seguir atalhos pela mata, e em pouco tempo encontravam-se nos limites de Oxford. Já em forma humana, caminhavam sorrateiramente entre as ruelas, enquanto a noite já caía. Quando estavam próximos ao casarão, Sebastian parou a todos e disse:

Escutem. Albrech não é tolo. A essa altura já sabe que estamos aqui. Os vampiros também devem estar carregando armas de prata.

De fato, eles também estão próximos. Sinto um odor fétido de Wyrm. - disse um dos lupinos.

Pois então, a nossa única vantagem é o fato de que estamos atacando antes do que eles aguardavam. Façamos o seguinte: Eu e outros três entraremos pela porta frontal. Ferguson e outros dois, pelas janelas na lateral direita. Outros três companheiros entram pelas janelas da lateral esquerda. Voluntários?

Rapidamente os lupinos se organizaram em pequenos grupos. Transformaram-se em lobisomens, forma mais apta ao combate, e invadiram subitamente a casa. Quebraram as portas e janelas simultaneamente, entrando de supetão na mansão. No entanto, aparentemente, ela estava vazia. Formaram um círculo no centro do salão principal, olhando a tudo a sua volta. Não viam ninguém, mas um dos lupinos dizia:

Não baixem a guarda. O fedor de Wyrm está mais forte do que nunca.

Não é apenas o odor de Wyrm que me preocupa companheiros. - disse Ferguson.

De repente disparos. Tiros vindos da porta frontal e das janelas foram feitos. Instintivamente os lupinos se jogaram no chão, protegendo-se. Um deles gritava desesperadamente:

Protejam-se! São balas de prata! Posso sentir!

Olhando em volta Sebastian, previu antes dos demais o que estava para ocorrer:

Malditos! O odor que eu sentia! Eles vão nos assar. - logo após Sebastian ter dito isso, os lupinos viram vultos correndo em direção a casa, carregando tochas. Não podiam levantar e avançar, pois assim seriam atingidos pelas balas de prata que não paravam de ser disparadas pelas três possíveis saídas. As tochas foram lançadas em direção a casa, e em segundos toda ele ardia em um fogo infernal. Pequenas explosões seguiam-se e os lupinos recuaram para os fundos, numa tentativa de encontrar uma outra saída. Era certo de que caíram perfeitamente na armadilha, pois os fundos do casarão era intransponível.

Restava apenas avançar em direção ao fogo. De repente Ferguson viu algo. Graças a claridade das chamas, ele pôde ver um corpo largado em um canto não muito protegido das balas de prata. Seu contorno feminino foi logo reconhecido. Ignorando os perigos, Ferguson foi até o cadáver e reconheceu-o. Era Ema, totalmente sem vida, quase empalhada de tão seca. Diversos caninos perfurados em seu corpo revelavam qual havia sido seu fim. Ferguson não conseguia gritar, transformou-se em humano e abraçou em prantos o corpo da jovem. Sebastian veio em seu auxílio, mas não conseguia move-lo. Ferguson estava inconsolável, chorava como nunca antes. Desesperava-se e maldizia. No entanto, a situação exigia pressa, não havia tempo para lamentações. O fogo se alastrava rapidamente, e se aproximava. Um dos lupinos havia sido ferido por uma das balas e os demais não resistiam mais ao calor.

Sebastian não via alternativa a não ser fazer um ataque suicida em direção aos agressores. Apenas precisava acalmar Ferguson, para enfim avançar em direção a morte certa. De repente, quando a esperança parecia minguar, Ferguson levantou o rosto, soltou Ema no chão e gritou apenas:

Walter, você vai morrer!

Suas pupilas fumegavam de tanto ódio. Sebastian leu em seus olhos a fúria que surgia. Em instantes, Ferguson encontrava-se em forma de lobisomem. Sebastian nunca havia visto um lupino tão forte e imponente, e temeu ser alvo de investidas de seu companheiro. Em frações de segundo, Ferguson avançou como uma locomotiva em direção a parede. O impacto a fez ruir, o que era incrível, visto que a parede possuía cerca de vinte e cinco centímetros de espessura. Ela não caiu logo, obrigando Ferguson a dar outra investida. Neste meio tempo, uma bala de prata o atingiu de raspão, mas ele não sentiu e derrubou a parede em seguida. Os lupinos logo reagiram e correram pelo caminho recém aberto.

A investida de Ferguson pegou os agressores desprevenidos. Ferguson correu a frente gritando como um selvagem, Sebastian e os demais seguiam-no de perto. Um carniçal estava em seu caminho, tentando desesperadamente recarregar sua arma. Ferguson foi impiedoso. Agarrou-o como a um boneco de madeira, com suas poderosas garras e esmagou-o na parede. Não satisfeito, golpeou-o com a adaga, partindo a criatura em dois.

A cena foi terrível, mas o ódio de Ferguson foi logo sentido pelos demais lupinos que reagiram com semelhante fúria. No entanto, os oponentes eram numerosos, estavam às dezenas. O combate se generalizou. Ferguson lutava contra um experiente dançarino, Sebastian com um vampiro. Os demais lupinos, dançarinos, carniçais e vampiros enfrentavam-se como em um campo de batalha medieval. Disparo de armas, golpes de metais e encantamentos zoavam por todos os lados.

Três lupinos tombaram pelas balas de prata. Outros dois estavam feridos e pareciam derrotados diante de seus oponentes. Um dançarino havia tombado, assim como outros três vampiros e um outro carniçal. No entanto, os maiores oponentes mantinham-se de pé. Walter permanecia a distância, apenas disparando com seu mosquete de prata. Foi responsável pela morte de um lupino e ferimento de outro. Albrech derrotava um experiente lupino, que resistia como podia. David mantinha a mesma estratégia de Walter, e também já tinha derrubado um lupino. Um outro carniçal havia feito uma vítima.

No instante em que Albrech dera o golpe fatal em seu oponente, com sua adaga de ritual, Sebastian fizera o mesmo com o vampiro que enfrentava. O esperado confronto entre eles ia ocorrer. Albrech disse:

Darei-te sua última chance infeliz. Una-se a nós, e salve sua vida. Veja a sua volta. Sabe que morrerá por uma bala de prata.

Antes morrer por uma bala de prata, do que trair Gaia! Prepare-se, pois agora será julgado!

O embate iniciou. A fúria de ambos era tamanha, que não se preocupavam em usar seus dons. Apenas atacavam freneticamente, tentando causar dano no rival o mais rapidamente possível.

Enquanto isso, dois outros lupinos tombaram assim como um vampiro e um carniçal. A balança da vitória parecia pender para o lado dos lacaios da Wyrm. Com eles ainda lutavam Walter e David, armados com armas de pratas, um dançarino (que enfrentava Ferguson) e Albrech. Ferguson resistia juntamente com dois feridos lupinos e Sebastian. Os lupinos avançaram em David e Walter, obrigando-os a não mais usar suas armas de prata. O combate corpo a corpo se generalizou e David possuía desvantagem neste quesito. Foi logo morto por seu adversário. Já Walter, usando de um punhal de prata, derrotou seu oponente. O lupino que derrotou David, mal teve tempo de avançar em direção a Walter e foi atingido por uma fatal bala de prata, disparada pelo vampiro, que rapidamente havia sacado uma pequena pistola de dentro de suas roupas.

Enquanto isso, Ferguson enfrentava seu oponente com dificuldades. Não sabia usar seus dons e lutava movido por sua fúria. Já seu oponente usara uma habilidade que o fez ficar incrivelmente rápido. O combate seguia com a vantagem para o dançarino, até que finalmente, Ferguson conseguiu pegá-lo desprevenido e, com um único golpe, o levou a nocaute. Em seguida golpeou-o fatalmente na jugular. O confronto havia lhe custado caro. Enquanto lutava com ele, todos seus amigos haviam tombado. Apenas ele e Sebastian mantinham-se de pé. Além disso estava ferido e não mais podia controlar a dor com sua fúria.

Olhou a sua volta e viu Walter dando o tiro fatal no último lupino que mantinha-se de pé. Avançou loucamente, gritando:

Maldito!!!!

Walter foi pego de surpresa, esquivou-se da investida, sacou sua faca de prata e pôs-se no combate. Duas duplas ainda permaneciam de pé. Eram os dois lideres de cada grupo. Sebastian enfrentava Albrech e Ferguson, Walter. Eram dois combates com um cunho de ódio pessoal, que motivava cada um deles. Apesar de feridos, Ferguson e Sebastian mantinham-se como oponentes implacáveis.

Sebastian e Albrech equiparavam-se. De fato, não acertavam os golpes no erro do oponente, mas de fato trocavam os golpes. No mesmo instante em que desferiam um golpe, tomavam um contra golpe, fazendo com que o combate seguisse equilibrado. Ferguson e Walter possuíam estilos diferentes. O primeiro lutava com uma fúria implacável, era forte como um touro, mas investia loucamente. O segundo esquivava-se e trabalhava na inexperiência do jovem. Dessa forma parecia vencer, pois sua faca já havia cortado Ferguson por duas vezes, enquanto que as garras do jovem havia pego-o apenas de raspão.

Sebastian e Albrech seguiam em um combate equilibrado. Ambos já haviam perdido suas adagas e lutavam com as garras e dentes. Em certo ponto, agarraram-se disputando força e procurando uma forma de golpear fatalmente o rival. Sebastian procurava a jugular do rival, enquanto este esquivava-se como podia. De repente, em um movimento brusco com os ombros Sebastian conseguiu abocanhar a jugular de Albrech, que urrou de dor. Como ele não conseguia soltar-se, e por já estar engasgando no próprio sangue desferiu dois ou três golpes com sua garra no estômago de Sebastian. Ambos tombaram, aparentemente sem vida. Sebastian com as mãos no ventre e Albrech definhando em seus suspiros finais.

Ao tombar, Sebastian gritou de dor e desviou a atenção de Ferguson, que abriu a guarda e recebeu um golpe de faca em sua virilha. A dor foi insuportável, Walter atingiu-o onde ele menos esperava. Surpreso e paralisado com a dor ouviu Walter dizer:

Ema gemeu como uma vadia, quando nos alimentamos dela. Quero agora ouvir o mesmo de você!

Ferguson estava enfraquecido, havia recebido muitos golpes. Quando a lâmina penetrou sua virilha, pensou em Ema. Não mais poderia tê-la a seu lado e sentiu uma tristeza terrível. Mesmo assim, um lampejo de força invadiu seu ser. Não podia morrer, sem vingar aquilo que havia perdido. Walter permanecia com a faca na virilha de Ferguson, pressionando-a cada vez mais para o fundo e dizendo:

Morrerá como menos queria, infeliz. Morrerá infértil e desonrado!

Subitamente, Ferguson usou suas últimas forças e cravou suas garras no pescoço de Walter. O golpe foi com tamanha força que ele tombou com a cabeça praticamente solta de seu pescoço.

Ferguson caiu em seguida, arrastou-se como podia indo em direção ao casarão. Ao menos queria morrer ao lado do corpo de Ema.