quinta-feira, 31 de julho de 2008

Mais de 70 wallpapers do Firefox

Em cima da hora: Fuçando na internet, descobri que um blog (Hongkiat) fez uma seleção de mais de 70 wallpapers com o tema Firefox e Thunderbird. Muitos dos wallpapers já são velhos conhecidos, mas o diferencial aqui é reunir o que antes você precisava procurar em vários outros sites.

Sinceramente, há uns muito bonitos. Me fez lembrar a época que eu era mais evangelizador do Firefox e usava a logo desde a camiseta até o tema do celular.

Confiram aqui: 70+ Nice and Beautiful Firefox Wallpapers

Fonte: Usuário Compulsivo

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Um minuto: 400 palavras em inglês

Eu tenho um amigo que faz inglês desde que se conhece por gente (e isso faz muito tempo) e vive me corrigindo pronúncias, expressões, e só de raiva, na maioria das vezes eu falo tudo errado, só para ver a cara de raivoso dele, já que o mesmo também é professor de inglês No entanto, hoje eu venho pra postar algo interessante, que vai matar ele de raiva definitivamente: Um modo de se aprender centenas de palavras em inglês ao mesmo tempo. Não garanto as pronúncias nem os significados reais de cada palavra traduzida, mas isso realmente funciona pra mais de 90% das palavras.

O texto abaixo foi extraído de um email que circula na Internet e tem algumas informações interessantes. Confira! Como aprender a escrever 400 palavras em Inglês em apenas um minuto. Se você pensa que estou brincando, experimente ler toda esta matéria e depois me conte. Comece logo a estudar Inglês que, diferentemente do que você pensa, é extremamente fácil de aprender. Bastando apenas a seguir regrinhas elementares.

Mas, antes de tudo, quero explicar que as Regras abaixo apresentam uma ou mais exceção, o que demonstra duas coisas: primeiro que tais exceções só servem precisamente para confirmar as Regras e, segundo que é bem preferível, errar numa ou noutra ocasião e aprender 400 palavras em inglês num minuto, do que ficar preocupado com a rara exceção… e não aprender nada.


Regra 1

Para todas as palavras em português que terminem em DADE (como a palavra cidade) retire o DADE e coloque em seu lugar TY e assim CIDADE passou a ser CITY. Vejamos agora um pouco das cento e tantas palavras que você já aprendeu nestes primeiros vinte segundos de leitura deste artigo:

CIDADE = CITY
VELOCIDADE = VELOCITY
SIMPLICIDADE = SIMPLICITY
NATURALIDADE = NATURALITY
CAPACIDADE = CAPACITY

Regra 2

Para todas as palavras em português que terminem em “ÇÃO” (como a palavra NA-ÇÃO) tire fora o “ÇÃO” e coloque em seu lugar “TION” e assim a palavra NAÇÃO passou a ser NATION (as respectivas pronúncias não importam no momento, e além disso você estaria sendo muito malcriado querendo exigir demais numa aula de graça!). Vejamos agora algumas das centenas de palavras em que a imensa maioria delas se aplica a essa Regra:

SIMPLIFICAÇÃO = SIMPLIFICATION
NAÇÃO = NATION
OBSERVAÇÃO = OBSERVATION
NATURALIZAÇÃO = NATURALIZATION
SENSAÇÃO = SENSATION

Regra 3

Para os advérbios terminados em “MENTE” (como a palavra NATURALMENTE), tire o “MENTE” e em seu lugar coloque “LLY” (e assim a palavra passou a ser NATURALLY. Quando o radical em português termina em “L”, como na palavra TOTALMENTE, acrescente apenas “LY”). Veja agora abaixo algumas delas:

NATURALMENTE = NATURALLY
GENETICAMENTE = GENETICALLY
ORALMENTE = ORALLY

Regra 4

Para as palavras terminadas em “ÊNCIA” (como no caso de ESSÊNCIA), tire o “ÊNCIA” e em seu lugar coloque “ENCE”. Eis algumas delas abaixo:

ESSÊNCIA = ESSENCE
REVERÊNCIA = REVERENCE
FREQÜÊNCIA = FREQUENCE
ELOQÜÊNCIA = ELOQUENCE

Regra 5

E para terminar esse artigo, ficando ainda com mais água na boca, aprenda a última e a mais fácil delas (há um monte de outras regrinhas interessantes, mas não disponho aqui de espaço para tudo). Para as palavras terminadas em “AL” (como na palavra GENERAL) não mude nada, escreva exatamente como está em português e ela sai a mesma coisa em inglês.

Veja alguns exemplos:
NATURAL = NATURAL
TOTAL = TOTAL
GENERAL = GENERAL
FATAL = FATAL
SENSUAL = SENSUAL

Conforme você acaba de ver, a menos que seja um leitor preguiçoso e lento, não foi preciso gastar mais de um minuto para aprender 400 palavras em inglês. Façam o favor de dar crédito a quem lhes revelou a dica, tá? Mas não espalhem, senão o mundo vai aprender o idioma em 30 dias.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Arquivo X - I Want to Believe

Bom pessoal, acho que todos que me conhecem pessoalmente sabe que eu tenho uma propensão a me viciar em determinados programas televisivos, como a adaptação do The Lord of the Rings para o cinema (e esperando sair o filme do The Hobbit), a mitologia Matrix, a série de TV Heroes, mas nenhum desses (e quando digo nenhum, é nenhum mesmo) têm a capacidade de superar meu vício por uma das séries que mais me cativou em toda a minha vida. Arquivo X.

Porque essa coisa tão assim? Porque desde que eu me entendo por gente, eu sempre gostei muito de histórias de suspense, teorias de conspiração, alienígenas e outras aberrações. E quando conheci a série em meados de 2007, não dava muito crédito ainda. Achava que era só mais uma série maluca.

Foi então que um fato extraordinário aconteceu ...


Uma amiga minha havia comprado o box da primeira temporada da série. Comprou pois ela estava cansada de assistir a série na Record, que nunca passava os episódios em ordem e ainda por cima misturava episódios de uma temporada com os de outra. Acho que era por isso que eu não gostava até aquele momento.

Tá, daí fomos fazer um Cine X-Files da primeira temporada. Rapaiz, vou lhe contar: O episódio piloto foi tão cativante, mas tão cativante que não saiu da minha cabeça por dias. Nós assistimos o box inteiro em um final de semana, mas de todos os episódios, esse ficou ... E depois fui me viciando cada vez mais na série.

Não tardou muito, comecei a comprar box por box até que em 2003 comprei o último box, já que a série havia terminado no ano anterior. Mas mesmo assim, é uma série que me marcou bastante, principalmente por conta de um arco de histórias dentro da própria série, chamada Mito Arquivo X. No site Sci-Files, o autor discorre sobre a principal mitologia da série: Uma conspiração governamental para ajudar aliens a colonizar o planeta. É de longe a mais proeminente mitologia da série:
A série começou timidamente, com os agentes Mulder (David Duchovny) e Scully (Gillian Anderson) fazendo investigações sobre fatos bizarros ou inexplicáveis sem conexão uns com os outros, mas o criador Chris Carter não demorou para introduzir os primeiros elementos de uma mitologia própria.

Na primeira temporada nos é apresentada a conspiração do governo secreto, que bem mais tarde descobre-se pretender ajudar os aliens a colonizar (na verdade, invadir) a Terra, e o caso do misterioso desaparecimento de Samantha Mulder, que teria sido abduzida pelos aliens. Também foram introduzidos os Pistoleiros Solitários, um trio que vai ajudar muito a dupla do FBI, e desvendará muitos segredos no processo.

Na segunda temporada surge o arco da abdução de Scully, pelo governo secreto. Mais tarde descobre-s que foram feitas experiências com ela, que lhe impedem de ter filhos, e ela contrai câncer. Além disso foi nela implantado um chip que pode controlá-la, como é visto no quinto ano. O chip teria curado seu câncer. Também é nessa temporada que aparecem os clones de Samantha Mulder e os caçadores alienígenas.

No terceiro ano, descobre-se sobre os experimentos para a criação de híbridos humano-alienígenas, e os conspiradores (o Sindicato) acabam tendo sucesso, como é visto no sexto ano, quase desencadeando a colonização. O "óleo negro" também surge nesta temporada, e no longa metragem descobre-se que este é apenas um dos estágios pelos quais os aliens passam, que seriam: vírus alienígena, óleo negro, alien malvado e alien cinzento.

No quarto ano surge o câncer de Scully e a suspeita de que a irmã de Mulder foi seqüestrada pelo governo secreto. Uma nave alienígena supostamente teria sido abatida pelo governo, e arqueólogos teriam descoberto restos congelados de vida alienígena.

No quinto ano, fica evidente que os seres sem face são inimigos dos conspiradores e surge Cassandra Spender (mãe de outro agente do FBI, Jeffrey Spender), que fora seqüestrada (abduzida) várias vezes pelo governo. Ela seria o primeiro híbrido humano-alienígena.

O longa metragem plantou diversas dúvidas quanto à natureza dos aliens, confundindo muita gente, principalmente por mostrar que o "óleo negro" passou por uma transformação. Um amigo do pai de Mulder mostra que a conspiração já estaria sendo desenvolvida desde os anos 40, e que existe um plano para infectar a população com o vírus alienígena, através de abelhas modificadas geneticamente. Muitos órgãos do governo estariam envolvidos. Descobre-se que os aliens já tentaram colonizar o nosso planeta, na ultima era glacial (12.000 anos atrás), mas foram detidos pelo nosso clima. Alguns permaneceram em hibernação, em diversas regiões. O Sindicato estaria colaborando com os aliens na colonização para terem acesso ao vírus alienígena, e poder criar uma vacina em segredo.

O sexto ano começa com Jefrey Spender e Diana Fowley assumindo o Arquivo X, somente para não continuar as investigações de Mulder. Cassandra reaparece dizendo que a colonização vai começar, se ela não for morta. Muitos líderes do Sindicato são mortos pelos seres sem face, incluindo Cassandra. O Sindicato era, a princípio, um grupo formado em 1947 que respondia ao Departamento de Defesa, devido ao incidente Roswell. Mas em 1973 eles fizeram uma aliança com os aliens cinza, onde criariam híbridos humano-alienígenas para o processo de invasão. Foi nesta época que o Sindicato rompeu os laços com o Departamento de Defesa, tornando-se independente. Scully vai até a África, onde foi encontrada uma nave alienígena, e nela encontra transcrições da Bíblia e textos sagrados de outras religiões, algo que deixou a agente perplexa.

Na sétima temporada surge a revelação de que o canceroso, pai do agente Spender, também seria o pai de Mulder, mas ela ficou no ar, sem ser confirmada. No final desta temporada Mulder é abduzido, e na seguinte descobre-se que isso ocorreu apenas com humanos que tiveram sua atividade cerebral alterada.

Na oitava temporada surgem os soldados híbridos humano-alienígenas (os "supersoldados"), que definitivamente não se encaixam na mitologia mostrada até agora. Eles estariam em atividade pelos menos desde a Guerra do Golfo (1990/1991). Nasce o bebê de Scully, que supostamente seria o salvador da humanidade, e tanto os conspiradores humanos quanto os aliens estão preocupados com o surgimento dessa criança, que demonstrou ter habilidades de telecinésia.

Na ultima temporada, se descobre que algo no território dos extintos índios anasazi é letal para os supersoldados que surgiram na temporada anterior. Estes novos aliens e o bebê de Scully foram o centro desta temporada, embora os agentes Dogget (Robert Patrick) e Reyes (Annabeth Gish) tenham tido algum destaque.

A complexidade inerente à trama de fundo de Arquivo X, entre outras dificuldades, acabou em alguns momentos complicando a vida de Chris Carter e os roteiristas da série, deixando alguns furos na mitologia. Por exemplo, os caçadores alienígenas e os seres sem face, que sumiram sem explicação. Outro fato em aberto é se o canceroso é mesmo o pai de Mulder. Algo estranho são as múltiplas funções do chip implantado em Scully. Mas o grande responsável pela bagunça, que surgiu da sétima temporada em diante, foi David Duchovny, que inventou de sair da série, depois mudou de idéia e acabou saindo definitivamente no começo do último ano. A carreira dele no cinema é o que se pode chamar de esquecível, mas sua atuação em Arquivo X foi incrível, de acordo com boa parte dos fãs.

De qualquer modo Chris Carter criou uma mitologia interessante, que mesmo com alguns furos não estraga o quadro geral, que é fantástico.


Mais infos vc pode achar nesses posts, do blog Arquivo Confidencial:

Episódios da "Mitologia" de ARQUIVO X - Parte 1/2
Episódios da "Mitologia" de ARQUIVO X - Parte 2/2

Nos próximos posts, eu pretendo falar um pouco mais sobre a mitologia que existe em Arquivo X. É realmente impressionante !!

Só para completar, deixo aqui também um link para um torrent com todas as temporadas disponíveis para download. Todas com legenda em português e audio em inglês. Eu pessoalmente prefiro o audio em português, que ficou muito mas muito bem gravado. Uma das raras exceções onde a dublagem ficou melhor que a legenda.

http://isohunt.com/release/58110

Recomendo começar a baixar pelo item da lista que tiver menos seeds no momento. Assim não correrá o risco de ter baixado as primeiras temporadas e quando chegar ao fim da série já não ter mais fontes das quais baixar. Aproveite enquanto há seeds.

Todas as temporadas e o filme estão com legendas em Português, Inglês e Espanhol; o formato delas é o .idx/.sub (precisam do Direct Vobsub para serem exibidas [ou vc pode facilitar a sua vida e passar a usar o VLC midia player]) ou você pode facilmente achar as mesmas legendas em versão .srt no Legendas.TV.

Os videos estão em High Quality, e têm média de 350 Mb por arquivo.

Todos os créditos quanto ao release são de Velhinho[CEGO].

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Crônica - Vampiro e Lobisomem - Cap 14 - Segunda Temporada

Pessoal, hoje tenho novidades. Primeiramente, fiz algumas mudanças no blog em relação às tags e a alguns códigos que estavam deixando o blog um pouco lento. Eu removi a maioria das tags inúteis e criei categorias mais genéricas. Quanto ao código da nuvem, eu estou pensando em reescrever o mesmo para usar a notação de pixels em vez de usar tamanhos predefinidos de fonte. Assim a coisa fica mais "real".

Segundo, eu criei uma comunidade no Orkut para o blog. O link está na barra lateral, ali abaixo do título do blog. Devido a problemas com spam em outras comunidades, a comunidade está aceitando novos usuários mediante aprovação de um dos moderadores.

No mais é isso. Agora fiquem com mais um capítulo da crônica. Este é o penúltimo capítulo dessa temporada da crônica. Muitas coisas acontecerão hoje. Fergurson incitou vários garou a atacarem Walter e resgatar Ema e Ísis, sabendo disso, sai em ajuda. Vamos ver o que o futuro reserva para ambos em Vampiro e Lobisomem.

Crônica Vampiro e Lobisomem Completa

Em algum lugar do passado ...

A noite se aproximava, Ferguson estava indócil. Nem mesmo Sebastian podia mais acalmá-lo. Como um animal selvagem que se preparava para lutar pelo domínio de seu território, Ferguson caminhava em círculos, com os peitos estufados, resmungando e respirando fortemente. Os demais lobisomens pareciam sentir o odor que ele exalava e também estavam no mesmo clima. Discussões sem sentido, geradas pela tensão explodiam e se extinguiam rapidamente.

O sol já se escondia no horizonte quando Ferguson descontrolou-se em um grito...


Para o inferno todas as formalidades! Estou indo! Vou acabar com este vampiro maldito!

Uma inquietação e gritos de aprovação seguiram-se ao chamado. Não era a primeira vez que isso acontecia naquele dia, mas antes não fora tão forte o clamor. Sebastian tentou novamente conte-lo:

Acalme-se Ferguson. Evan está para chegar e Ísis logo despertará. Acalme-se que já iremos fazer o que tanto anseia. Se já aguardou até agora, não há motivos para a impulsividade. Isso mesmo, aguardemos Ísis acordar! Assim teremos certeza de que os vampiros também estarão acordados! Estou indo, com ou sem vocês!Ferguson, não seja tolo. É exatamente isso o que eles desejam.

Pois então é isso o que eles terão. Vocês se julgam valentes e bravos guerreiros. Pois que demonstrem sua fúria! Vamos acabar com os inimigos que a séculos vem destruindo nossa raça e acabando com o equilíbrio neste planeta!

Ferguson, não pode mudar o mundo em uma noite. Tenha calma.

Realmente não posso. Mas posso começar a vingar-me em uma noite! Ainda há esperança de que Ema esteja viva! Não vou ficar aqui aguardando uma mensagem que confirme sua morte!

Um silêncio pairou no ar. Contra tais argumentos, a rara sensatez de Sebastian não podia defrontar. Ferguson caminhou apressadamente até os limites do Caern, com os lupinos o seguindo, uns por convicção e outros por curiosidade. Caminhou, parou e disse à Sebastian:

Antes de sair, quero dizer-lhe algo. Ontem antes do amanhecer disse que lutaria comigo, ombro a ombro. Pois então está na hora de cumprir sua promessa, pois nada irá me impedir de correr para o campo de batalha!

Sebastian olhou em sua volta e viu a face de dezenas de lupinos. Sua sensatez estava sendo testada ao limite. Mesmo enquanto tentava acalmar Ferguson, mal conseguia conter seus ânimos. Assim como o jovem lupino, Sebastian aspirava por vingança, em especial a de seus irmãos de matilha, mortos recentemente. O chamado de Ferguson soou como irrecusável. Seria negar sua natureza, deixar de ir a um combate contra lacaios da Wyrm. Rendeu-se aos impulsos:

Para o inferno tudo isso! MORTE a WYRM!!!!!!!!! - ecoou o grito de Sebastian.

Gritos de guerra e uivos ecoaram por todo o Caern. Uma comoção tomou conta de todos. Cada um deles correu em uma direção, uns para pegar as armas, outros para contar o que estava ocorrendo aos que chegavam. Sebastian sacou sua adaga de ritual e escolheu oito lupinos a sua volta. Voluntários não faltavam, aos demais gritou:

Amigos, não nos sigam! É preciso que fiquem aqui, pois os Dançarinos podem tentar tomar nosso Caern! Fiquem e protejam-no com suas vidas!

Por fim disse algo, em um antigo dialeto lupino, que fez com que todos se comovessem e expressassem a emoção, raiva e esperança que viviam naquele momento. Em seguida, saiu em corrida mata a dentro. Não entraram no mundo espiritual, pois não desejavam ser atacado por outros lacaios da Wyrm. Corriam freneticamente como lobos em uma caçada, cada um deles carregava uma adaga na cintura. Ferguson levava uma cedida por Sebastian. Já este, usava a adaga que antes fora de David.

As criaturas sabiam como poucos como seguir atalhos pela mata, e em pouco tempo encontravam-se nos limites de Oxford. Já em forma humana, caminhavam sorrateiramente entre as ruelas, enquanto a noite já caía. Quando estavam próximos ao casarão, Sebastian parou a todos e disse:

Escutem. Albrech não é tolo. A essa altura já sabe que estamos aqui. Os vampiros também devem estar carregando armas de prata.

De fato, eles também estão próximos. Sinto um odor fétido de Wyrm. - disse um dos lupinos.

Pois então, a nossa única vantagem é o fato de que estamos atacando antes do que eles aguardavam. Façamos o seguinte: Eu e outros três entraremos pela porta frontal. Ferguson e outros dois, pelas janelas na lateral direita. Outros três companheiros entram pelas janelas da lateral esquerda. Voluntários?

Rapidamente os lupinos se organizaram em pequenos grupos. Transformaram-se em lobisomens, forma mais apta ao combate, e invadiram subitamente a casa. Quebraram as portas e janelas simultaneamente, entrando de supetão na mansão. No entanto, aparentemente, ela estava vazia. Formaram um círculo no centro do salão principal, olhando a tudo a sua volta. Não viam ninguém, mas um dos lupinos dizia:

Não baixem a guarda. O fedor de Wyrm está mais forte do que nunca.

Não é apenas o odor de Wyrm que me preocupa companheiros. - disse Ferguson.

De repente disparos. Tiros vindos da porta frontal e das janelas foram feitos. Instintivamente os lupinos se jogaram no chão, protegendo-se. Um deles gritava desesperadamente:

Protejam-se! São balas de prata! Posso sentir!

Olhando em volta Sebastian, previu antes dos demais o que estava para ocorrer:

Malditos! O odor que eu sentia! Eles vão nos assar. - logo após Sebastian ter dito isso, os lupinos viram vultos correndo em direção a casa, carregando tochas. Não podiam levantar e avançar, pois assim seriam atingidos pelas balas de prata que não paravam de ser disparadas pelas três possíveis saídas. As tochas foram lançadas em direção a casa, e em segundos toda ele ardia em um fogo infernal. Pequenas explosões seguiam-se e os lupinos recuaram para os fundos, numa tentativa de encontrar uma outra saída. Era certo de que caíram perfeitamente na armadilha, pois os fundos do casarão era intransponível.

Restava apenas avançar em direção ao fogo. De repente Ferguson viu algo. Graças a claridade das chamas, ele pôde ver um corpo largado em um canto não muito protegido das balas de prata. Seu contorno feminino foi logo reconhecido. Ignorando os perigos, Ferguson foi até o cadáver e reconheceu-o. Era Ema, totalmente sem vida, quase empalhada de tão seca. Diversos caninos perfurados em seu corpo revelavam qual havia sido seu fim. Ferguson não conseguia gritar, transformou-se em humano e abraçou em prantos o corpo da jovem. Sebastian veio em seu auxílio, mas não conseguia move-lo. Ferguson estava inconsolável, chorava como nunca antes. Desesperava-se e maldizia. No entanto, a situação exigia pressa, não havia tempo para lamentações. O fogo se alastrava rapidamente, e se aproximava. Um dos lupinos havia sido ferido por uma das balas e os demais não resistiam mais ao calor.

Sebastian não via alternativa a não ser fazer um ataque suicida em direção aos agressores. Apenas precisava acalmar Ferguson, para enfim avançar em direção a morte certa. De repente, quando a esperança parecia minguar, Ferguson levantou o rosto, soltou Ema no chão e gritou apenas:

Walter, você vai morrer!

Suas pupilas fumegavam de tanto ódio. Sebastian leu em seus olhos a fúria que surgia. Em instantes, Ferguson encontrava-se em forma de lobisomem. Sebastian nunca havia visto um lupino tão forte e imponente, e temeu ser alvo de investidas de seu companheiro. Em frações de segundo, Ferguson avançou como uma locomotiva em direção a parede. O impacto a fez ruir, o que era incrível, visto que a parede possuía cerca de vinte e cinco centímetros de espessura. Ela não caiu logo, obrigando Ferguson a dar outra investida. Neste meio tempo, uma bala de prata o atingiu de raspão, mas ele não sentiu e derrubou a parede em seguida. Os lupinos logo reagiram e correram pelo caminho recém aberto.

A investida de Ferguson pegou os agressores desprevenidos. Ferguson correu a frente gritando como um selvagem, Sebastian e os demais seguiam-no de perto. Um carniçal estava em seu caminho, tentando desesperadamente recarregar sua arma. Ferguson foi impiedoso. Agarrou-o como a um boneco de madeira, com suas poderosas garras e esmagou-o na parede. Não satisfeito, golpeou-o com a adaga, partindo a criatura em dois.

A cena foi terrível, mas o ódio de Ferguson foi logo sentido pelos demais lupinos que reagiram com semelhante fúria. No entanto, os oponentes eram numerosos, estavam às dezenas. O combate se generalizou. Ferguson lutava contra um experiente dançarino, Sebastian com um vampiro. Os demais lupinos, dançarinos, carniçais e vampiros enfrentavam-se como em um campo de batalha medieval. Disparo de armas, golpes de metais e encantamentos zoavam por todos os lados.

Três lupinos tombaram pelas balas de prata. Outros dois estavam feridos e pareciam derrotados diante de seus oponentes. Um dançarino havia tombado, assim como outros três vampiros e um outro carniçal. No entanto, os maiores oponentes mantinham-se de pé. Walter permanecia a distância, apenas disparando com seu mosquete de prata. Foi responsável pela morte de um lupino e ferimento de outro. Albrech derrotava um experiente lupino, que resistia como podia. David mantinha a mesma estratégia de Walter, e também já tinha derrubado um lupino. Um outro carniçal havia feito uma vítima.

No instante em que Albrech dera o golpe fatal em seu oponente, com sua adaga de ritual, Sebastian fizera o mesmo com o vampiro que enfrentava. O esperado confronto entre eles ia ocorrer. Albrech disse:

Darei-te sua última chance infeliz. Una-se a nós, e salve sua vida. Veja a sua volta. Sabe que morrerá por uma bala de prata.

Antes morrer por uma bala de prata, do que trair Gaia! Prepare-se, pois agora será julgado!

O embate iniciou. A fúria de ambos era tamanha, que não se preocupavam em usar seus dons. Apenas atacavam freneticamente, tentando causar dano no rival o mais rapidamente possível.

Enquanto isso, dois outros lupinos tombaram assim como um vampiro e um carniçal. A balança da vitória parecia pender para o lado dos lacaios da Wyrm. Com eles ainda lutavam Walter e David, armados com armas de pratas, um dançarino (que enfrentava Ferguson) e Albrech. Ferguson resistia juntamente com dois feridos lupinos e Sebastian. Os lupinos avançaram em David e Walter, obrigando-os a não mais usar suas armas de prata. O combate corpo a corpo se generalizou e David possuía desvantagem neste quesito. Foi logo morto por seu adversário. Já Walter, usando de um punhal de prata, derrotou seu oponente. O lupino que derrotou David, mal teve tempo de avançar em direção a Walter e foi atingido por uma fatal bala de prata, disparada pelo vampiro, que rapidamente havia sacado uma pequena pistola de dentro de suas roupas.

Enquanto isso, Ferguson enfrentava seu oponente com dificuldades. Não sabia usar seus dons e lutava movido por sua fúria. Já seu oponente usara uma habilidade que o fez ficar incrivelmente rápido. O combate seguia com a vantagem para o dançarino, até que finalmente, Ferguson conseguiu pegá-lo desprevenido e, com um único golpe, o levou a nocaute. Em seguida golpeou-o fatalmente na jugular. O confronto havia lhe custado caro. Enquanto lutava com ele, todos seus amigos haviam tombado. Apenas ele e Sebastian mantinham-se de pé. Além disso estava ferido e não mais podia controlar a dor com sua fúria.

Olhou a sua volta e viu Walter dando o tiro fatal no último lupino que mantinha-se de pé. Avançou loucamente, gritando:

Maldito!!!!

Walter foi pego de surpresa, esquivou-se da investida, sacou sua faca de prata e pôs-se no combate. Duas duplas ainda permaneciam de pé. Eram os dois lideres de cada grupo. Sebastian enfrentava Albrech e Ferguson, Walter. Eram dois combates com um cunho de ódio pessoal, que motivava cada um deles. Apesar de feridos, Ferguson e Sebastian mantinham-se como oponentes implacáveis.

Sebastian e Albrech equiparavam-se. De fato, não acertavam os golpes no erro do oponente, mas de fato trocavam os golpes. No mesmo instante em que desferiam um golpe, tomavam um contra golpe, fazendo com que o combate seguisse equilibrado. Ferguson e Walter possuíam estilos diferentes. O primeiro lutava com uma fúria implacável, era forte como um touro, mas investia loucamente. O segundo esquivava-se e trabalhava na inexperiência do jovem. Dessa forma parecia vencer, pois sua faca já havia cortado Ferguson por duas vezes, enquanto que as garras do jovem havia pego-o apenas de raspão.

Sebastian e Albrech seguiam em um combate equilibrado. Ambos já haviam perdido suas adagas e lutavam com as garras e dentes. Em certo ponto, agarraram-se disputando força e procurando uma forma de golpear fatalmente o rival. Sebastian procurava a jugular do rival, enquanto este esquivava-se como podia. De repente, em um movimento brusco com os ombros Sebastian conseguiu abocanhar a jugular de Albrech, que urrou de dor. Como ele não conseguia soltar-se, e por já estar engasgando no próprio sangue desferiu dois ou três golpes com sua garra no estômago de Sebastian. Ambos tombaram, aparentemente sem vida. Sebastian com as mãos no ventre e Albrech definhando em seus suspiros finais.

Ao tombar, Sebastian gritou de dor e desviou a atenção de Ferguson, que abriu a guarda e recebeu um golpe de faca em sua virilha. A dor foi insuportável, Walter atingiu-o onde ele menos esperava. Surpreso e paralisado com a dor ouviu Walter dizer:

Ema gemeu como uma vadia, quando nos alimentamos dela. Quero agora ouvir o mesmo de você!

Ferguson estava enfraquecido, havia recebido muitos golpes. Quando a lâmina penetrou sua virilha, pensou em Ema. Não mais poderia tê-la a seu lado e sentiu uma tristeza terrível. Mesmo assim, um lampejo de força invadiu seu ser. Não podia morrer, sem vingar aquilo que havia perdido. Walter permanecia com a faca na virilha de Ferguson, pressionando-a cada vez mais para o fundo e dizendo:

Morrerá como menos queria, infeliz. Morrerá infértil e desonrado!

Subitamente, Ferguson usou suas últimas forças e cravou suas garras no pescoço de Walter. O golpe foi com tamanha força que ele tombou com a cabeça praticamente solta de seu pescoço.

Ferguson caiu em seguida, arrastou-se como podia indo em direção ao casarão. Ao menos queria morrer ao lado do corpo de Ema.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Chuvas de Meteoros

O céu está límpido. As estrelas, mesmo as mais fracas, brilham com vigor. Você está longe da cidade. De repente, uma estria luminosa cruza o céu velozmente, numa fração de segundo.

Você espera ouvir um estrondo vindo de não muito longe, mas antes que possa apurar os ouvidos, outra ainda mais bela surge. Logo aparecem duas de uma só vez. Parecem vir de um mesmo ponto do céu. O espetáculo dura horas.

Ontem à noite eu vi dois meteoros pintando o céu noturno de Palmas e me lembrei de algo muito legal. Estamos chegando perto de um dos eventos de chuva de meteoros mais marcantes do ano. Agosto é mês dos aficcionados pelos astros assistirem às chuvas de meteoros Perseidas. Durante o meio do mês de julho e primeiros dias de agosto, com o máximo da chuva na madrugada do dia 12 para o dia 13, os moradores de locais com céu limpo podem apreciar este belo espetaculo celeste.


Todos os anos acontecem as chuvas de meteoros. A maioria delas ocorre por efeito de passagens sucessivas de cometas nas proximidades da Terra. Os detritos cometários vão se alastrando por toda a extensão da órbita do cometa, bem como transversalmente a ela.

A Terra, porém, não atravessa todos os enxames de fragmentos deixados pelos cometas. As chuvas de meteoros ocorrem apenas nos poucos casos em que o nosso planeta intercepta esses detritos no espaço, ao longo de su órbita em torno do Sol. Isso normalmente ocorre em dias específicos.

Por que “chuva de meteoros”?
Todas as noites podemos ver meteoros esporádicos. O termo “chuva” aparece quando se observa vários meteoros num dado intervalo de tempo, permitindo deduzir uma taxa horária. Além disso a maioria deles parece oriunda de um certo local do céu, que chamamos radiante. Normalmente as chuvas de meteoros recebem os nomes das constelações onde estão os radiantes.
Radiante da chuva Leonídas

O radiante é apenas um efeito de perspectiva. Na verdade, as partículas penetram na atmosfera terrestre em todas as direções. O radiante indica a tangente da órbita do enxame de detritos cometários que originou a chuva. O traço luminoso, característico dos meteoros, deve-se principalmente ao aquecimento do material que o constitui e a luminescência do ar atmosférico.

A seguir, as principais chuvas de meteoros de 2008. Na tabela, Data se refere pico da chuva, TaxaH é o número de meteoros esperado por hora, Ilum é a fração da Lua iluminada (quanto mais perto de 1, pior a visibilidade) e as A.R. e Dec. são, repectivamente, ascensão reta e declinação do radiante.
  Data          Nome           TaxaH   A.R.   Dec. Ilum

 4/ 1/2008  Quadrantids         80   15h28m   50°  0,12
11/ 4/2008 Virginids 5 14h04m -9° 0,40
21/ 4/2008 Lyrids 12 18h08m 32° 0,98
27/ 4/2008 alpha-Scorpiids 5 16h32m -24° 0,57
4/ 5/2008 eta-Aquarids 35 22h20m -1° 0,01
11/ 5/2008 alpha-Scorpiids 5 16h04m -24° 0,47
9/ 6/2008 Ophiuchids 5 17h56m -23° 0,42
19/ 6/2008 Ophiuchids 5 17h20m -20° 0,99
7/ 7/2008 Capricornids 5 0,27
14/ 7/2008 Capricornids 5 20h44m -15° 0,89
19/ 7/2008 alpha-Cygnids 5 21h00m 48° 0,98
25/ 7/2008 Capricornids 5 21h00m -15° 0,49
28/ 7/2008 delta-Aquarids 20 22h36m -17° 0,17
30/ 7/2008 Piscis Australids 5 22h40m -30° 0,03
1/ 8/2008 alpha-Capricornids 5 20h36m -10° 0,00
5/ 8/2008 iota-Aquarids 8 22h10m -15° 0,22
11/ 8/2008 Perseids 75 3h04m 58° 0,77
20/ 8/2008 alpha-Cygnids 5 21h00m 48° 0,83
7/ 9/2008 Piscids 10 0h36m 7° 0,53
20/ 9/2008 Piscids 5 0h24m 0° 0,65
12/10/2008 Piscids ?? 1h44m 14° 0,95
21/10/2008 Orionids 25 6h24m 15° 0,46
2/11/2008 Taurids 8 3h44m 14° 0,21
16/11/2008 Leonids 10 10h08m 22° 0,82
8/12/2008 Puppids-Velids 15 9h00m -48° 0,80
13/12/2008 Geminids 75 7h28m 32° 0,98
22/12/2008 Ursids 5 14h28m 78° 0,18
25/12/2008 Puppids-Velids 15 9h20m -65° 0,03

Fonte: Eric Bergman-Terrell, Astronomy Lab 2 v. 2.03, 2005.

Povos antigos acreditavam que os meteoros eram estrelas que se moviam rapidamente, ou mesmo caíam sobre a Terra, por isso até hoje eles são popularmente conhecidos por estrelas cadentes.

Meteoro e meteorito
Quando se observa somente o traço luminoso no céu diz-se meteoro. Porém, quando o fragmento chega a atingir a superfície trata-se de um meteorito. Um meteoro ou meteorito em potencial, que ainda vaga pelo espaço, recebe a denominação meteoróide.

A maioria dos meteoróides possui ferro e silício, entre outros elementos. Dependendo de sua densidade, velocidade e ângulo de penetração, um fragmento do tamanho de um punho já é o bastante para atravessar toda a atmosfera e chocar-se contra o solo.

Meteoritos são quentes?
Faz sentido pensar que os meteoróides são aquecidos pela fricção com o ar quando penetram na atmosfera terrestre. Faz sentido, mas está errado.

Pense do seguinte modo: as pastilhas cerâmicas de um ônibus espacial são extremamente delicadas. Elas esmigalhariam facilmente com a pressão de seus dedos. Se a fricção com o ar as aquecessem tanto, elas se desintegrariam e não poderiam proteger o ônibus espacial.

Mas não é a fricção que aquece os meteoritos. Quando um gás é comprimido ele se aquece. Um meteorito se movendo a 15 km/s na atmosfera comprime o ar a sua frente. O ar se aquece e se torna incandescente. Repare que isso não é fricção. O ar não está em contato com a partícula (entenda partícula como o objeto em queda e meteoro como todo o fenômeno atmosférico).

A superfície do meteoróide derrete com o calor do gás comprimido em frente a ele, num processo chamado ablação. A alta velocidade produz calor e luz, mas essa energia dissipada diminui também sua velocidade. Quando ela fica abaixo da velocidade do som a onda de choque se acaba, o calor e a ablação também. Agora o meteorito cai mais lentamente, mas em geral ainda está na alta atmosfera.

Leva vários minutos até que ele finalmente atinja o chão, e enquanto cai a rocha esfria ainda mais. Lembre-se de que ela estava no espaço e seu núcleo ainda é bastante frio. Além disso a porção derretida já foi perdida durante o início da queda.

Tudo isso junto e o resultado é que a maioria dos meteoritos estão bem frios quando atingem o chão. Alguns já foram encontrados cobertos de gelo imediatamente após sua queda. A exceção fica por conta dos grandes meteoritos, é claro. Nesse caso o impacto com o solo dissipa grande quantidade de calor, que pode permanecer no local por horas.

Meme - que carta de tarot é você?

Adorei o meme do blog A Matilha e resolvi fazer o meu teste e disponilizar aqui para vocês. Tudo bem que não é um meme memorável, mas é uma das coisas que mais gosto de fazer: Classificar e ser Classificado.

Este e mais um teste daqueles excelentes para você descobrir que você é alguma coisa, e seu amigo é outra, e ficarem horas e horas tentando decifrar as minúcias de cada um.

Vamos ao meu teste:


You are The Hermit


Prudence, Caution, Deliberation.


The Hermit points to all things hidden, such as knowledge and inspiration,hidden enemies. The illumination is from within, and retirement from participation in current events.


The Hermit is a card of introspection, analysis and, well, virginity. You do not desire to socialize; the card indicates, instead, a desire for peace and solitude. You prefer to take the time to think, organize, ruminate, take stock. There may be feelings of frustration and discontent but these feelings eventually lead to enlightenment, illumination, clarity.


The Hermit represents a wise, inspirational person, friend, teacher, therapist. This a person who can shine a light on things that were previously mysterious and confusing.


What Tarot Card are You?
Take the Test to Find Out.


Eh, até que tem um pouco a ver comigo mesmo. Mas, prefiro mais minhas análises astrológicas profundas. Mas, valeu o teste !! E deixo para todo mundo que têm blog (e ainda não fez): Qual carta de tarot você é?

terça-feira, 22 de julho de 2008

Morando Sozinho - Prelúdio

Olá pessoal! Hoje é meu primeiro dia morando realmente sozinho, sem depender de ninguém além de mim mesmo (filosoficamente falando :P). Bem, a sensação não é muito agradável, pois estou me sentindo bastante sozinho, sei lá. Sempre fui muito dependente e ligado às pessoas à minha volta e, de verdade, eu não achava ruim.

No entanto, em algum momento de nossa vida, nós temos que tomar nossas próprias rédeas, não é mesmo?

Então, aqui estou eu para divagar um pouco sobre essa coisa de morar sozinho. Frequentemente eu postarei algumas coisas sobre essa nova experiência, sobre descobertas que fizer nessa minha nova condição, e tb divagar um pouco sobre minhas crises depressivas (que depressivo hehehe).

Bem, é isso. Hoje não tenho mais nada para falar. Ah, têm sim ... Eu coloquei mais um blog no meu blogroll, que acompanho há bastante tempo: É o blog Morando Sozinho, do blogueiro Vinicius de Oliveira. Gosto muito dos artigos dele e, nada mais justo que linkar ele aki, principalmente agora por eu estar entrando em uma fase nova, de viver às custas de mim mesmo.

Agora sim eu fui !!

Até breve, até um próximo post!

domingo, 20 de julho de 2008

Os 10 maiores erros do Google

O Google é considerado a empresa de internet de maior sucesso da atualidade. Mas a companhia, que também é sinônimo de o mais famoso buscador, não chegou onde está sem correr riscos – e alguns deles revelarem-se fracassos espetaculares.

Por exemplo, o Google Acelerator, que supostamente melhoraria a velocidade de quem navegasse na web, ou ainda o Google Answers, serviço pelo qual se pagava para obter respostas a qualquer tipo de pergunta. O Google Video também fez tanto sucesso que a empresa resolveu adquirir quem realmente entendia do mercado, o YouTube, o que confirma um ditado corporativo famoso: se não pode vencê-lo, compre-o!


Alguns dos deslizes do Google não duraram – acredite – mais do que um dia e foram varridos da face da web sem deixar vestígios. Outros foram negligenciados a uma subcategoria qualquer dentro do labirinto de serviços web do gigante de buscas. Houve também alguns que surgiram como beta há cerca de cinco anos, e ainda permanecem atrelados ao Google Labs, sem qualquer esperança aparente de ganharem vida própria.

Google X

Um dos deslizes mais misteriosos do Google foi o Google X site, uma página de buscas redesenhada, cujo design lembrava a interface do Dock, do Mac OS X. No pé da página, encontrava-se a seguinte inscrição: “Roses are red. Violets are blue. OS X rocks. Homage to you.”.

O site, lançado em 2005, ficou no ar por apenas um dia antes de ser fechado pelo Google, sem que nenhuma explicação pública fosse veiculada. Há quem diga que o Google X foi eliminado para evitar dores de cabeça que os advogados da Apple poderiam causar alegando problemas de copyright. Felizmente, o Google X sobreviveu graças ao alguns usuários fanáticos que criaram mirrors do serviço e que estão disponíveis para quem quiser usar.

Google Catalog

Este serviço de busca de preços na web está em perpétuo estado de beta. Ao clicar no primeiro resultado da busca por “notebooks”, por exemplo, o que se obtém é um link quebrado. Quando funciona, o Google Catalog parece mais com um arquivo de catálogos online do que com um site de referência que se deva consultar antes de decidir-se por um compra.

Google Video

O Google chegou a pensar que os usuários precisavam de uma nova aplicação para baixar e reproduzir vídeos em seus computadores. O resultado foi o casamento do serviço online de vídeos do Google com um tocador capaz de reproduzir vídeos codificados utilizando o formato usado pelo Google (novamente algo que o Google achou que os usuários precisavam).

O player suportava playlists de vídeo e permitia avançar para trechos do conteúdo que ainda nem haviam sido baixados. Entretanto, a organização dos vídeos é precária, o preço do conteúdo pago muito é variável e o serviço não funciona em dispositivos portáteis. Em agosto de 2007, o Google retirou o tocador do seu site.

Acelerador Web

O serviço de aceleração de navegação web do Google é uma combinação de algo que você não precisa com algo que pode comprometer sua privacidade. O software ainda é oferecido pelo Google e promete acelerar a carga de páginas web em cerca de 20%.

Testes mostraram que os usuários de banda-larga, público-alvo do Google Web Accelerator, já tinham a velocidade que precisavam. E, desde o início, ativistas favoráveis à privacidade na web acusavam o Google de usar a serviço como ferramenta de pesquisa de mercadológica.

“Eles estão vendo o que as pessoas fazem a web, o que lêem, o que compram. Há muita informação potencial disponível a partir do momento que as pessoas clicam em determinada URL”, afirmou Richard Smith, especialista em segurança do Computerbytesman.org.

O que aconteceu com o Google Answers?

Durante cinco anos, o Google Answers permitiu que qualquer pessoa pudesse postar uma pergunta e dizer quanto queriam pagar a quem tivesse a resposta. Um grupo de especialistas do Google poderia aceitar (ou não) o pagamento e, caso aceitasse, responder a pergunta.

O serviço era muito utilizado por estudantes secundaristas e universitários (e também pelo autor desse texto). Em geral, as respostas eram completas, bem pesquisadas e bem escritas. Qualidade, porém, nem sempre é recompensada na web.

O Google não conseguiu competir com o Yahoo Answers, gratuito e baseado na enorme comunidade Yahoo. A resposta oficial do Google Answers para a pergunta “O que aconteceu com o Answers?” é “Não há resposta até o momento”.

O serviço não aceita novas perguntas, mas a base de dados ainda pode ser pesquisada.

Cadê os Google Coupons?

Os cupons do Google são equivalentes na internet aos rinocerontes brancos – ambos existem mas apenas uns poucos já foram vistos até hoje. Google Coupons é uma facilidade existente no Google Local Business Center que permite às empresas criarem cupons “web” e colocá-los no Google Maps.

A idéia por trás do Google Coupons é que se alguém está buscando por algum serviço local utilizando o Google Maps, uma empresa nas redondezas que ofereça tal serviço iria exibir um cupom no mapa que poderia ser impresso e utilizado no mundo real.

A idéia parece interessante. Mas como um usuário freqüente do Google Maps, em dois anos de existência do serviço, eu jamais me deparei com um único cupom sequer. E você, encontrou algum?

Busca por comandos de voz

O Google Voice Search, que era apenas um experimento do Google Labs, foi lançado em 2003 e funcionava da seguinte maneira: primeiro deveria se visitar a homepage do serviço; depois, era necessário ligar para o número de telefone que era mostrado na tela e dizer a palavra que se queria pesquisar; a próxima coisa a fazer era voltar para o computador e clicar no link do Google Voice Search e pronto. A resposta à busca era mostrada na tela do PC.

Nem é preciso dizer que o serviço não vingou. Fazer buscas por ele é quase como ligar para seu irmão que mora do outro lado da cidade e pedir que ele venha até sua casa para escovar seus dentes antes de você ir para cama dormir.

Entretanto, a tecnologia utilizado por esse experimento ajudou a promover serviços hoje disponíveis em telefonia móvel como o ChaCha e o Google 411 Service

Google Viewer

A idéia do programa era simples: bastava digitar o que se queria localizar e iniciar a busca. Daí pra frente, bastava ficar sentado e olhar o conteúdo localizado ser carregado. Os resultados seriam mostrados numa espécie de slide show, num fluxo interminável de informações.

Dessa forma, seria possível ver o conteúdo de um determinado link sem que fosse necessário clicar sobre ele. Mas o projeto foi abandonado. Hoje, pode-se conseguir o mesmo adicionando add-ons ao seu navegador, como o Cooliris para o Firefox.

Google Checkout

Em junho de 2007, usuários fiéis do eBay participaram da conferência anual do site de leilões em Boston. Na esperança de promover seu novo sistema de pagamento pela web – o Google Checkout – que iria competir diretamente com PayPal, subsidiária do eBay – o Google organizou uma festa que teria lugar durante a conferência e convidou os participantes para irem. Há quem diga que a festa era também um protesto contra o fato de o eBay impedir que os vendedores utilizassem o sistema de pagamento do Google.

Quando o eBay tomou conhecimento dos planos do buscador, ele cancelou toda a publicidade que era realizada por meio do site do Google por mais de uma semana. Detalhe: naquele tempo, o eBay era o maior anunciante do Google.

A festa? O Google cancelou.

Orkut

A rede social do Google foi lançada em 2004 e é um completo sucesso no Brasil, mas o Orkut perde feio para o Facebook e MySpace nos Estados Unidos.

Tal falta de popularidade do serviço naquele país é atribuída não apenas à forte competição, mas principalmente pelo fato da exigência de um convite para pode entrar na rede, pela ausência de suporte para ferramentas de blog e pela ausência de facilidades de vídeo.

Falhar nem sempre é ruim

Todos os funcionários do Google gastam 20% do seu tempo de trabalhando em projetos pessoais de seu interesse. O buscador diz que esta política incentiva a criatividade. É provável que se tivesse medo de correr riscos e ou mesmo falhar, o Google não teria chegado onde está hoje e parte da grandeza do Google pode ser medida também pelo número de fracassos e não apenas pelos projetos bem sucedidos.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Crônica - Vampiro e Lobisomem - Cap 13 - Segunda Temporada

Macabros eventos aconteceram no episódio anterior. Uma grande batalha se aproxima, mas tanto Ísis quanto Fergurson não fazem a mínima idéia do que os aguarda. Leia em mais um capítulo da crônica.

Crônica Vampiro e Lobisomem Completa

Em algum lugar do passado ...

A festa se acabara em uma tristeza tão grande quanto a felicidade que havia minutos antes da chegada do trágico pergaminho. Os lupinos foram para seus refúgios, comentando e combinando o que seria feito. Ísis foi levada para um lugar escuro e seguro, onde passaria o dia. Antes de deitar-se foi ter com Ferguson, que estava impaciente e aparentava estar a ponto de perder o controle, tamanha era sua nervosia.

- Ferguson, eu queria falar contigo antes da noite decisiva chegar...


- Sei o que vai dizer. Sua razão voltou a sua mente e dirá que não vale a pena nos arriscarmos por alguém que mal conhecemos. Se vai dizer algo parecido, estará perdendo o meu e o seu tempo!

- Não vim para dizer isso. Algo mudou em mim, não sou mais fria como antes era, e você é responsável por isso. Muito grata estou. O que quero dizer é que a vida de Ema é minha responsabilidade, eu deliberadamente coloquei a vida dessa jovem em risco. É a mim que Walter deseja. Deixe-me lidar sozinha com a questão. De fato você é valioso demais para se arriscar.

- Valioso demais!? Ísis, dois anos atrás eu não passava de um moleque do campo, que tinha como futuro um par de mãos calejadas! Não me diga que sou valioso somente pelo que descobriram a meu respeito. Eu continuo o mesmo! Além do mais, ao menos para mim, Ema é valiosa! E vale todo meu esforço!

- Ferguson, não estou dizendo que a deixaremos encontrar-se com a morte. No entanto, você é importante demais para arriscar-se assim. Walter pode fazer muito, tendo você em mãos. Ema não...

- O que dirá!? Que Ema não vale meu sacrifício!? Por que pensa isso!? Apenas porque ela é uma mortal!?

- Não era isso que eu ia dizer... Ema não merece o futuro que a aguarda. Eu fui responsável pelo que ocorreu a ela e por isso sou aquela que deve salvá-la.

- Não, você apenas estava tentando manter-me protegido. Hoje entendo perfeitamente sua posição, e meu erro pode custar a vida de Ema.

Neste momento, Sebastian saiu das sombras. Estava observando atentamente o diálogo e apareceu subitamente, dizendo:

- Ísis, Ferguson, permitam-me opinar sobre o que não pude deixar de ouvir. Ferguson, não é por culpa sua que desejou fugir, ainda mais se considerarmos que você é um lupino. Está em seu sangue a procura pela liberdade. Há um animal selvagem dentro de você que não pode ser mantido em cativeiro por muito tempo. Ísis tampouco está errada. Apenas queria protege-lo dos perigos de ser novamente capturado. Sua preocupação garantiu sua sobrevivência, que é motivo de felicidade para aqueles que estão entre nós. Não adianta procurar culpa ou responsável entre vós, pois de fato tudo o que ocorrera fora culpa de lacaios da Wyrm. Graças a eles, vocês tiveram o curso de suas vidas alteradas, logo em tão crua data.

Sebastian demonstrou possuir um domínio em oratória. Ele não apenas possuía uma fúria e ódio implacável em relação aos inimigos, mas quando a calma vinha a sua mente, podia argumentar e convencer como poucos. Após uma breve pausa, continuou:

- No entanto, há algo dito por Ísis que devo concordar. De fato, Ferguson, você é demasiadamente importante para arriscar sua vida. Sua chegada foi anunciada a séculos, você é uma dádiva de Gaia, concedida apenas em momentos de dificuldades extremas.

- Não me venha com argumentos religiosos! Não irei ficar aqui sentando enquanto Ema morre! Se sou tão poderoso e especial quanto dizem, sobreviverei!

- Você possui todo o potencial, meu rapaz, mas deve treinar. Sua vida vale muito e não estamos de acordo com a morte de Ema. Deixe que os lupinos atuem, matilhas estão se reunindo para planejar o ataque. Walter está com os Dançarinos e teremos que enfrentar lupinos e vampiros em uma única batalha. Se você for, será o alvo principal.

- Está decidido Sebastian! Eu não ficarei aqui! Prefiro a morte a saber que vocês falharam! Irei para o campo de batalha, com ou sem vocês! Não hesitarei em fazer aquilo que devo! E amanhã deverei salvar minha amada!

- Ferguson, não arrisque a esperança de seu povo ainda. Deve estar preparado primeiro. Por favor, reconsidere. Escute os meus conselhos e os de Ísis, nós apenas queremos o seu bem.

- Para os infernos o que desejam para mim! Não deixarei que Ema morra! Como disse, a culpa não é minha tampouco sua ou de Ísis. Sendo assim, vamos acabar com os verdadeiros culpados!

Sebastian espantou-se com a fúria de Ferguson, de fato eles agiam de forma semelhante, quando o sangue fervia. A razão sumira da mente de Ferguson que apenas aspirava por vingança. Sebastian apenas disse:

- Se esta é sua decisão definitiva, pouco posso fazer a não ser oferecer-lhe companhia na batalha que se segue. Será uma honra lutar contigo, ombro a ombro.

Ísis que ficara em silêncio durante todo o tempo, voltou a falar:

- Apesar do que disse, Sebastian, sinto-me culpada pelo o ocorrido. Também estarei com vocês, lutando contra Walter, não apenas para voltar a ser livre, mas para acabar com aquele que tanto mal fez para aqueles que tenho afeto.

O pacto havia sido formado, novamente Ísis seria obrigada a matar seres de sua raça, pois apenas assim, poderia manter o que restara de sua perdida humanidade. Ferguson e Sebastian retiraram-se, pois o dia não tardava e Ísis precisava dormir. Todo o Caern foi deitar-se, poucos mantiveram-se acordados, enquanto alguns faziam rituais apressados, preparando armas e equipamentos para a noite seguinte, outros pediam bênção à Gaia para a tão dura luta que estava por vir.

Ísis deitou-se no improvisado caixão de madeira. Deitou-se e sonhou, desta vez sobre a batalha que a aguardava no dia seguinte. Seu sonho era confuso, imagens apareciam de maneira desconecta em sua mente. Imagens da batalha, lupinos e vampiros confrontando-se. Sangue, gritos de dor e palavras de ódio eram pronunciadas. Nenhum rosto conhecido foi visto, apenas flashs de imagens da batalha. Ela também lutava bravamente contra seres que mal podia identificar. Alguns golpes levou, mas muito outros desferiu. Por fim, seu esforço fora recompensado, estava viva. Porém, sua última imagem antes de acordar, era a Ferguson, deitado ao chão, com o corpo dilacerado e sem vida.

Acordou assustada. A noite a pouco havia nascido, mas um murmúrio tomava conta de todo o Caern. Os lupinos estavam impacientes, corriam de um lado a outro, conversavam entre si em tom baixo mas nervoso. Não encontrara Ferguson, tampouco Sebastian. Um lupino veio falar-lhe, ao vê-la acordada:

- Senhora Ísis, que bom que está de pé! Algumas coisas aconteceram, a poucos minutos, enquanto você dormia. Evan deseja ter uma palavra contigo.

- O que houve? Vejo que todos estão inquietos. - disse Ísis assustada.

- Decidiram atacar pouco antes do cair da noite. Queriam pegar os vampiros ainda dormindo. Siga-me, Evan irá lhe explicar melhor.

- Atacaram! Maldição! - Ísis enfureceu-se. Ignorou o lupino que a guiava e saiu em disparada, correndo quase que sem rumo. O lupino alcançou-a e disse:

- Acalme-se! Venha falar com Evan, você nem sabe como sair desta mata!

- Não importa! Conversar com Evan não fará com que eu ajude os demais! Devo ir para a batalha! Tive um estranho sonho! Ajude-me! Leve-me para a cidade!

- Não posso senhora. São ordens de Evan.

- Não poderá segurar-me tampouco! Ajude-me ou fique aqui com os demais, rezando, impacientemente, torcendo pela vitória. Ajude-me ou fique aqui, a mercê dos acontecimentos!

O lupino também encontrava-se impaciente. O discurso e decisão de Ísis soaram como uma intimação na qual ele não podia negar. Ele olhou para aqueles inflamados e decididos olhos e sentiu vergonha de responder negativamente a ela. Disse então:

- Que Gaia e Evan me perdoam! Anda, corra comigo, sei um atalho!

Ísis abriu um sorriso e correu mata a dentro, em uma escuridão completa. O lupino a guiava rapidamente, ela disse apenas:

- Obrigada, amigo! Como se chama?

- Sou Iago. Minha pele estará a venda, se a senhora morrer esta noite.

- O que houve? Por que foram sem mim?!

- Ferguson estava impaciente, nada o mantinha calmo. No final da tarde fez um discurso que inflamou a todos. Poucos minutos depois, um grupo de cerca de dez lupinos correram em direção a cidade. Evan não estava no momento, para manter a ordem. A comoção foi tamanha que ainda sinto vergonha por não tê-los seguido. Mas creio, que estou redimindo-me agora! - Isso realmente está Iago! A quantos minutos partiram.

- Cerca de 15 minutos! Não foram pelo Mundo Espiritual, sabiam que os Dançarinos poderiam interceptá-los por lá. Foram correndo por este mesmo caminho que a levo agora.

- Não há como irmos mais rápido?!

- Claro! - disse o lupino transformando-se em lobisomem. Em seguida carregou-a no braços e correu ainda mais rapidamente.

Ísis não via a situação com bons olhos. Sempre que precisava correr, alguém a levava no colo. Sentia-se uma imprestável, e até mesmo um obstáculo ou peso a ser carregado por todos. No entanto, este pensamento logo sumiu de sua mente, pois pensava apenas naquilo que poderia estar acontecendo com Ema, e principalmente Ferguson. A emoção e ansiedade da iminente batalha tomou conta de seu ânimo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Presentes para os signos

Voltemos ao tema dos signos. Dessa vez, o que dar para aquela pessoa, quando você não faz idéia do que ela gosta? Bom, pq não dar um presente alinhado com seu signo? Eu penso nisso quando vou escolher. Dependendo do presente, eu dou pelo signo natal, ascendente ou signo lunar. Cabe a você escolher, em cada ocasião. Espero que gostem di texto, extraído do site Estrela Guia.

A Astrologia pode ser de grande valia se você está com dúvidas a respeito dos presentes que dará às pessoas. Logo abaixo, mostramos uma lista com o tipo de presente que agrada mais a cada signo para que você não dê chance ao erro.

Leia mais sobre signos em "Tudo sobre os Signos"

terça-feira, 15 de julho de 2008

Biblioteca Domínio Público

Gente, pra quem gosta de ler e têm dificuldade de encontrar bons livros em português (escritos ou traduzidos), vai aí uma dica, que até está nos meus links favoritos: O Portal Domínio Público, administrada pelo governo federal.

Com um acervo de mais de 79.374 obras e um registro de 9,3 milhões de visitas, o Portal Domínio Público é a maior biblioteca virtual do Brasil. São tantas as opções de leitura que surge uma dúvida: quais são as obras mais procuradas pelos internautas brasileiros? Na listagem, algumas surpresas. As dez obras mais procuradas são tão diversas quanto o acervo do portal.


Em primeiro lugar, com quase meio milhão de acessos, A Divina Comédia, do escritor italiano Dante Alighieri reina absoluta como preferida dos que acessam o portal. O poema, de viés épico, é considerado a base da língua italiana moderna. O texto, escrito em toscano, data do século 14 e teve seus versos traduzidos para o português no século 19.

Na segunda colocação entre os mais procurados, segue a obra Poemas de Fernando Pessoa. O poeta português também tem duas outra obras entre as mais acessadas. Mensagem, um dos textos mais célebres de Fernando Pessoa, ocupa a sétima colocação e Cancioneiro está em décimo lugar. O autor é considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e alguns críticos o descrevem como um dos mais representativos autores do século 20.

Ao contrário de Dante Alighieri e de Fernando Pessoa, a autora que escreveu a terceira obra mais acessada é brasileira e tem dois livros entre os mais procurados no Portal Domínio Público. A professora baiana Lenira Almeida Heck, autora dos livros infantis A Borboleta Azul, terceiro mais acessado, e O Peixinho e o Gato, que está na sexta colocação, tem motivos para comemorar. Seus livros desbancaram clássicos como Dom Casmurro, de Machado de Assis, que ocupa a nona posição.

William Shakespeare, o mais renomado dos dramaturgos ingleses, tem duas obras entre as dez mais acessadas pelo público brasileiro. Engana-se quem pensa que Romeu e Julieta, sua obra mais famosa, seja a mais procurada. A Comédia dos Erros ocupa a quarta colocação entre as mais acessadas e em seguida, na quinta posição, está Romeu e Julieta. Nenhum outro dramaturgo é tão celebrado quanto Shakespeare. Muitos de seus textos e temas, especialmente os de teatro, são encenados corriqueiramente em diversos países do mundo.

Por fim, em oitavo lugar, temos A Bruxa e o Caldeirão, de José Leon Machado. O autor aborda temáticas como a perda da memória cultural da sociedade moderna.

Confira a lista das dez obras mais acessadas no portal.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Gamão

Fim de noite, um tédio só. Nada melhor que um bom joguinho de mesa, não ??

Este é certamente o meu jogo preferido, dentre os jogos de tabuleiro. É muitas vezes chamado de o "Rei dos jogos e o jogo dos Reis"... Concordo. E assino embaixo.

Gostaria de falar, inicialmente, sobre as origens deste jogo que, na verdade, são nebulosas...

Atribui-se sua origem a civilização suméria, da Mesopotamia. Já outros estudiosos afirmam que este jogo teria sua origem no “Pachisi”, um jogo indiano. De qualquer forma, sua origem é muito antiga. Suas regras obviamente, foram se modificando ao longo dos séculos. Mas nunca deixou de encantar as gerações e as civilizações que o conheceram.

Uma lenda indiana afirma que teria sido o jogo inventado por um sábio de nome Caflan, e teria a seguinte simbologia: 24 flechas que simbolizariam as horas do dia; 12 flechas de cada lado do tabuleiro, representando os 12 meses do ano e os signos do zodíaco; 30 peças para os 30 dias do mês; dois dados representando o dia e a noite e 7 (soma dos valores opostos de cada face de um dado) representando os dias da semana.

Segundo alguns historiadores, teria sido achado um tabuleiro de gamão na tumba de Tutankamon. Porém esta afirmação parece-me não ser verdadeira. Até onde eu pude pesquisar e descobrir, o que se encontrou na tumba do Faraó foi um tabuleiro de "Senat", um jogo aparentado do gamão, e que teria sido seu antecessor...


Seu fascínio é tanto, que chegou a merecer uma citação nas obras do filósofo Platão. Com o passar dos tempos, teve diversas variações, inclusive uma jogada com três dados, em um tabuleiro com três fileiras de casas. É o chamado "ludus duodecim sciptorum" ("jogo das doze linhas") dos Romanos.

A variação mais comum, porém, parece ter sido a “Tábula”, jogo que se utiliza do mesmo tabuleiro do Gamão atual, porém é jogado somente com 10 peças para cada contendor (ao contrário do Gamão tradicional e suas variações atuais, que é jogado com 15 peças). Este jogo foi muito apreciado durante a Idade Média, sendo que para os ricos, foram feitos tabuleiros de marfim e madeiras preciosas, que são obras de arte ainda hoje expostas no Museu do Louvre.

O jogo teve suas regras regulamentadas em 1743 por Edmund Houle, sendo que em inglês, o jogo é chamado de "Back-Gammon", ou seja, o "jogo-de-voltar".

No Brasil, há notícias de que o gamão seria disputado pelos Bandeirantes, nas suas incursões de desbravamento.

Interessante também se notar que o Gamão, ao contrário da maioria dos jogos, é um jogo “assimétrico”, na medida em que um dos adversários percorre o tabuleiro no sentido horário e outro no sentido anti-horário. Parece-me isso um resquício “oriental”, já que os orientais não tem o "preconceito" encontrado nas civilizações ocidentais, contra a assimetria, que o jogo de Tábula (difundido entre os romanos) busca modificar, na medida em que neste último, as pedras são movimentadas no mesmo sentido, por ambos os jogadores...

Interessante, ainda, notar-se que o tabuleiro não tem posição certa. Pode-se iniciar em qualquer dos cantos (direito ou esquerdo), bastando que seu adversário escolha o canto oposto para iniciar a colocação de suas pedras. Eu gosto de jogar no sentido anti-horário, isto é, colocando minhas peças da direita para a esquerda.

O fascínio do jogo de gamão, em todas as suas variações, está no fato de ser jogado com dados mas, ao mesmo tempo, o resultado destes nem sempre é definitivo. Um jogador, mesmo com alguns resultados ruins, pode vencer uma partida, se tiver a necessária inteligência, perícia e conhecimento dos “atalhos” do tabuleiro.

Da mesma forma, um jogador medíocre, pode vencer uma ou outra partida, somente confiando no resultado dos dados. Mas, em uma série de partidas, certamente será perdedor contra um oponente mais hábil.

Por fim, deve ser ressaltado que o Gamão permite que se jogue por simples diversão ou a dinheiro. Ao contrário do pôquer, por exemplo, onde só existe graça no jogo se houver algum tipo de aposta, no gamão o simples prazer de jogar substitui eventual ganho monetário ou de outra ordem.

Até mesmo o “blefe” de alguma forma é permitido no gamão, quando se joga com o uso de um dado de dobras. Este, para quem não é afeito ao jogo, é um dado com os números 2, 4, 8, 16, 32, 64, sendo que com seu uso, uma partida que vale um ponto pode chegar a valer 64 pontos.

Por fim, ressalto que as variações são inúmeras, sendo a mais comum (quer me parecer...) aquela jogada pelos povos árabes, que recebe o nome de “Taule”. Pretendo aprender esta variação e, tão logo o faça, incluirei suas regras. Acredito que sejam estas regras muito semelhantes ao "Plakato" ou "gamão grego".

Agora vamos às regras.

Regra Resumida (se você já sabe jogar e só quer relembrar)

O objetivo de cada um é levar todas as suas peças até sua seção interna para daí retirá-las do tabuleiro.

A movimentação é feita com dois dados. Você pode mover uma peça com os dois resultados ou uma peça com um deles e outra peça com o outro.

Se duas peças da mesma cor estiverem na mesma casa, esta casa está segura e nenhuma peça do adversário pode parar nela.

Uma peça sozinha pode ser capturada. Para isso basta que uma peça adversária pare na casa em que ela está. A peça é então retirada do tabuleiro. Se uma peça sua for retirada do tabuleiro, você não pode fazer nenhum movimento até que consiga recolocá-la, na seção interna do oponente.

Para retirar suas peças do tabuleiro, é necessário que todas elas estejam em sua seção interna. Vence quem conseguir retirar todas as suas peças primeiro.

A vitória pode valer 2 e mesmo 3 pontos em certas circunstâncias. Usando a variante com possibilidade de aposta, a partida pode valer ainda mais pontos.

Regra Detalhada

Componentes

1 tabuleiro, dividido em dois por uma linha mais grossa. A metade direita é chamada de seção interna e a metade esquerda de seção externa. O tabuleiro também contém 24 triângulos longos e finos. Os triângulos são chamados de casas.

15 peças claras

15 peças escuras

2 dados

Objetivo

Movimentar todas as suas peças de modo a colocá-las nas casas de sua seção interna para então retirá-las do tabuleiro.

Preparação

Arrume as peças de acordo com a posição indicada na figura.

Os jogadores lançam os dados para ver quem começa. Quem tirar mais começa. Quem tirou mais, usa o resultado em sua primeira jogada.

Como Jogar

Movimentação

As jogadas são alternadas, sempre começando com o lançamento dos dados. As fichas se movem de casa em casa, sendo as escuras no sentido horário e as claras no sentido anti-horário (para chegar ao final na seção interna).

Quando você jogou os dados, você usa primeiro o resultado de um dos dados para mover uma peça e então o resultado do outro dado para mover outra peça ou a mesma, conforme sua escolha.

Se, por exemplo, você jogar um 3 e um 2, você pode mover uma peça 5 casas (3 e depois 2 ou 2 e depois 3) ou uma peça 3 e outra 2. Se você tirar duplos (2 dados com o mesmo resultado), você joga cada número 2 vezes ao invé de 1. Se você tirar 3 e 3, por exemplo, você pode mover uma peça quatro vezes 3 casas, ou uma peça 3 vezes 3 casas e outra peça 1 casa, ou uma peça duas vezes 3 casas e outra peça duas vezes três casas, ou uma peça duas vezes 3 casas e outras duas peças uma vez 3 casas cada, ou ainda quatro peças, cada uma 3 casas.

Os movimentos sempre são obrigatórios. Se você só puder usar um dos dois resultados do dado, deve fazê-lo, movendo de preferência com o número maior.

Casas Seguras

Uma peça pode passar por, mas não pode parar numa casa ocupada por duas ou mais peças do adversário. Esse movimento não é permitido, mesmo que seja o único movimento possível. Uma casa com duas ou mais peças está segura.

Note que se você quiser mover uma só peça com os resultados dos dois dados, não apenas a soma deve lhe possibilitar parar numa casa que não esteja segura pelo adversário, mas também que pelo menos o resultado de um dos dados permita o movimento parcial.

Qualquer número de peças da mesma cor pode ocupar um ponto. Se necessário (por questão de espaço) as peças podem ser empilhadas.

Captura

Uma peça sozinha é um alvo de ataque. Quando uma peça de um jogador cai sobre uma peça sozinha do adversário, a peça do adversário foi capturada e deve ser colocada de lado, fora do tabuleiro.

O adversário deve recolocar essa peça no tabuleiro antes que possa mover outras peças. A peça deve entrar na seção interna do jogador que fez a captura, em uma casa livre. Por exemplo, se você tirar um 5 e um 2, e as casas 5 e 2 da metade do outro jogador estiverem vagas, você pode escolher onde colocar sua peça. Após ter escolhido um dos dois números e colocado a peça, você pode usar o outro número normalmente.

Se uma dessas casas estiver ocupada por uma peça do adversário, você pode mover-se para ela e capturar a peça do adversário. Se nenhuma das casas estiver livre, você não pode recolocar a peça no tabuleiro nem mover qualquer outra peça. Se as peças inimigas estiverem ocupando todos os possíveis espaços de entrada, você não joga nem os dados.

Retirada do tabuleiro

Quando você tiver trazido todas as suas peças para a sua seção interna, você pode começar a tirá-las do tabuleiro, sempre de acordo com o resultado dos dados. Para isso, é considerado que para sair do tabuleiro você precisa avançar uma casa além da última.

Vencedor

O jogo termina quando um dos jogadores tirar do tabuleiro sua última peça. Ele vence por 1 ponto. Se o perdedor não tiver conseguido tirar nenhuma peça do tabuleiro, a derrota conta em dobro, valendo 2 pontos. Se o perdedor não tiver conseguido tirar nenhuma peça do tabuleiro e ainda por cima tiver uma peça fora do jogo ou na metade do vencedor, a vitória vale 3 pontos.

Variante

Os profissionais de gamão, especialmente nos EUA, jogam gamão com a possibilidade de apostar pontos, conceito introduzido pela primeira vez em 1925 por um americano.

A qualquer momento do jogo, um jogador pode propor a dobra dos pontos em disputa. O adversário pode aceitar a proposta ou então perde a partida pelos pontos que estavam sendo disputados (não pelo dobro). Em geral quem propõe a dobra é o jogador que está com a melhor posição.

No decorrer da partida, se o outro jogador (não o que propôs a dobra) quiser propor uma dobra de pontos, ele pode. Desse modo, um jogo pode chegar a valer 4 vezes os pontos iniciais, 8 vezes, 16 vezes, etc. Mas não é permitido que o mesmo jogador que propôs o dobro, proponha o dobro na sequência. É necessário que as propostas surjam alternadamente.

Umas poucas dicas sobre o jogo do gamão:

- busque, sempre que possível tomar as casas de n° 5 e/ou 6, de ambos os lados do tabuleiro. Isto garantirá uma vantagem estratégica muito grande;

- sempre ocupe o maior número de casas possíveis, de modo a atrapalhar o seguimento do jogo do adversário;

- nem sempre é possível fechar-se uma casa. Por vezes somos obrigados a deixar uma peça sozinha numa casa. Nesta situações prefira deixar sozinha: 1) uma peça a mais de 6 casas de distancia da peça mais próxima do adversário (ele só poderá comer sua peça com uma combinação de resultado dos dados);2) opte por deixar sozinha uma pedra em casa próxima a de início do jogo. Se "comida", o prejuízo será menor;

- busque colocar suas pedras nas casas de numeração mais baixa do seu lado do tabuleiro, durante a partida. Isso facilitará a retirada das peças no final do jogo. Muitas peças na casa 6 causarão, certamente, atraso na retirada das peças.

As dúvidas que surgirem, terei o maior prazer em responder.

Crônica - Vampiro e Lobisomem - Cap 12 - Segunda Temporada

E o final está próximo. O que será que Walter irá aprontar? O que aconteceu de verdade no bar de Ísis? Veja agora em mais um capítulo do romance Vampiro e Lobisomem.

Crônica Vampiro e Lobisomem Completa

Em algum lugar do passado.

Walter acordou feliz como nunca. Estava realizado, finalmente seus anos de fuga e espionagem faziam sentido, e eles estavam ligados ao doce sabor de vingança. De Ferguson não tinha pistas, mas não se importava. Ísis a essa altura já estava morta ou vítima de perseguições. Agora não era importante ser aceito pela Camarilla, tampouco a maneira que passaria o resto de seus dias. Bastava assumir a taverna de Ísis, dominando seus funcionários, e assim escondendo-se de eventuais Justicars (vampiros que fazem justiça com as próprias mãos).

Como todo bom criminoso, ele voltou à cena do crime. Descobriu que não tinham pistas do assassino e quanto menos de Ísis, muitos já consideravam-na morta. Estava orgulhoso de seu serviço. Queria poder beber uma bela taça de vinho para celebrar. Teve de se contentar com uma taça de sangue quente, de um pobre homem, moribundo, sem teto, que encontrou dormindo em um beco escuro. Antes de dominar os pobres mortais que serviam a Ísis, voltou a sua velha casa para pegar seus pertences. Estranhamente ela estava fechada e ele podia jurar que na pressa da noite anterior, havia esquecido de faze-lo. No entanto, não se preocupou com isso, sua autoconfiança estava no mais elevado nível. Entrou distraidamente e nem percebeu que estava sendo observado. Juntou tudo que lhe interessava e colocou em uma mala. Saía, quando de repente dois seres enormes, peludos surgiram na porta de entrada. Eram lobisomens diferentes daqueles que viu, mas igualmente ameaçadores. Walter assustou-se e, desesperadamente, tentou pegar suas armas dentro de sua mala, mas foi agarrado por outro lobisomem que vinha pelas costas. Sua força vampírica de nada adiantou, seu oponente era realmente forte. Era seu fim, havia subestimado Ísis.


- Estão cometendo um terrível engano!! Não fui eu quem matou seu amigo! Foram outros lobisomens! Eu juro! Não fui eu!! - disse tomado pelo desespero.

- Cale-se!! Não seja patético! Não viemos aqui matá-lo! Sabemos quem matou David! Foram nossos companheiros! Sabemos também, que você matou outros três lobisomens sozinho. Não é verdade!?

- Não, não. David é meu amigo, não o matei! Além do mais, quem sou eu para matar três lupinos sozinho!?

- De fato, para minha surpresa, você não é muita coisa! Suas armas é que são eficientes. - disse pegando uma baioneta de prata, continuou ironicamente- O David a que me refiro é o lupino que você matou, e não o companheiro que afirma!

- Por favor. Não me matem! Ou melhor, matem-me em um combate justo. - disse Walter ainda com medo, mas tentando manter sua honra.

- Criatura patética! Já disse!... Não viemos aqui para matá-lo! Estamos do mesmo lado, ambos lutamos em favor da Wyrm.

- Em favor do que!? - disse Walter, surpreso.

- Não importa. Sou Albrech, líder dos Dançarinos da Espiral Negra. Somos uma tribo de lobisomens diferentes, lutamos por outros ideais. Para nós a natureza não é uma deusa, que deve ser louvada. Não somos seus servos. Pensamos o oposto. Ela deve nos servir e nós devemos tirar o maior proveito possível de seus recursos. Nosso ponto de vista diferenciado, nos fez ser malvisto pelos outros lupinos e assim nos tornamos inimigos de todos os lobisomens. - após um breve silêncio, ele continuou - Temos inimigos em comum.

- O que quer de mim?

- Você teve em suas mãos a peça chave de nossa vitória. Deve ter percebido algo estranho em Ferguson.

- Claro. Ele era imune a meus poderes. Já ouvi falar de mortais com tais capacidades. Ele não era meu lacaio, era de meu amigo.

- Ninguém nunca faria dele um lacaio. Ele é um lupino. Tentamos traze-lo para nosso lado, mas foi inútil. Ele é mais forte do que pensávamos. - após analisar Walter de cima a baixo, ele continuou - Você teve sorte. Ele descobriu suas origens apenas esta tarde. Jamais o prenderia se ele soubesse antes.... Mas, já que não podemos tê-lo como aliado, os filhos de Gaia também não o terão!

- Filhos de quem!?

- Os lupinos!.... Ísis também deve ser morta. Sua existência e influência já levou a morte de muitos de nossos aliados.

Essa última frase de Albrech causou grande alegria em Walter, que sem mais demora concordou:

- Terá meu apoio! Ísis é culpada por todo meu sofrimento! O que devo fazer?

- A peça chave para matarmos ambos é Ema! Ferguson matou dois dos nossos para protegê-la. Se a prendermos, Ferguson virá em seu auxílio e em conseqüência Ísis. Já providenciei sua prisão. O resgate de Ema será aqui, em sua casa. Você tem a missão de matá-los, incluindo outros lobisomens que vierem.

- Outros!? Como farei tal coisa!? Não sou Caim!!

- É um vampiro, não é!? Chame seus semelhantes!

- Não posso! Sou caçado por minha própria raça. Acusado de crimes que não cometi. Ísis os cometeu e eu levei a culpa. Se eu aparecer para os outros vampiros, serei morto!

- E este amigo que mencionou. Não pode te ajudar?

- Posso tentar, mas ele não tem grande influência sobre os outros. Não poderemos enfrentar um exército lupino!

- Tudo bem. Cederei três de meus melhores soldados para auxiliá-lo.

- Quando será o resgate?

- Amanhã. Meia-noite.

- Já!? Não terei tempo de encontrar tamanha ajuda!

- Não se preocupe. Seremos vitoriosos. Conheço seu histórico de lutas. Sua frágil aparência esconde um passado respeitável!

Walter estava inseguro, mas teve um estalo em sua mente. Esta seria sua grande chance de provar sua inocência. Matando Ísis, junto com outros lupinos provaria tudo que dizia. Ficou, então, ansioso por encontrar David e ajuda.

- Retirar-me-ei então. Não tenho tempo a perder. - disse Walter.

- Espere. Preciso da confirmação da captura de Ema.

Albrech mal acabou sua frase, quando, da porta frontal, surgiram dois Dançarinos que agarravam a pobre Ema que se debatia, delirando de medo, com a simples visão dos lobisomens.

- Tudo confirmado. Fique com ela. Faça dela o que quiser.

Albrech e os outros saíram, deixando Ema com Walter. Alguns segundos depois ela voltou a consciência.

- Onde estou? Onde está Ferguson? Quem é você!?

- Cale-se, mortal. - disse Walter secamente. Ele levou a pobre jovem para o subterrâneo, prendeu-a, amordaçou-a e saiu. Não tinha tempo a perder. Foi-se rapidamente encontrar com David e explicou sua situação.

- Esta sua história é absurda! É uma armadilha! Não percebe!? Ísis quer matá-lo! - disse David.

- Preciso de sua ajuda. Não me negue agora! É minha última esperança! Convença os Brujah! Chame-os em particular! Explique a urgência da situação! Não deixe que ninguém mais fique sabendo! Eles não abandonarão um de seu clã!

- Tudo bem. Tentarei. Seu clã é louco o suficiente para aceitar tal desafio. Além do mais, você já é considerado uma lenda na arte da fuga, e comprovar sua inocência seria uma realização para os Brujah, que ganhariam novo ânimo e respeito. David foi então ao casarão, cede da Camarilla, encontrar com vampiros do clã Brujah, última esperança de Walter. Este ficou em uma taverna esperando ansiosamente pela tentativa do amigo. Cerca de duas horas depois David apareceu na taverna com cinco sujeitos.

- Então. Você é o famoso Walter. O assassino.... Tem noção da desonra que causou ao nosso clã? - disse um deles.

- Não sou assassino. E posso finalmente provar. Preciso de vossa confiança e ajuda para Ísis ser finalmente desmascarada. Sigam-me e confirmarão minha história.

- Não nos subestime, assassino. Não pode contra todos nós. Leve-nos aonde diz. Vá na frente, estaremos logo atrás de você.

Walter obedeceu e levou-os como desejavam. Não se importou com o desrespeito que sofria. Era pouco perto do que já passara e, ao menos, eles não tentaram matá-lo. Chegaram, e Walter levou-os ao subterrâneo, onde Ema estava amordaçada. Acuada, ela arrastou-se para o canto do aposento. Walter levantou-a e soltou as mordaças de sua boca.

- Por favor. Não me mate. - disse ela, era única coisa que veio à sua mente, continuou. - Não valho nem uma bala. Nem vossa atenção. Deixe-me ir, não contarei a ninguém o que houve. Por favor, misericórdia.

- Cale-se! - disse Walter ameaçadoramente - Esta é Ema. É a amante do protegido de Ísis. Este protegido é um lupino, recém formado. Ele esteve em minhas mãos, mas para minha sorte ele não sabia ainda de sua verdadeira identidade. Leia a mente dela e verá que não estou mentindo.

Ema usou toda força de vontade possível, tentando resistir àquele poder, mas era inútil. Após se concentrar por alguns instantes, um dos vampiros disse:

- É verdade. Ela é amante de Ferguson. Ele é um lupino. Matou dois outros de sua espécie sozinho e abandonou-a na floresta para inocentar... Ísis.... Por Caim! Ísis está, realmente viva! Ela esteve com Ísis... Como podemos nos desculpar, Walter? - disse o vampiro respeitosamente.

- Não os culpo. Se estivesse em seu lugar, me comportaria da mesma maneira.

- O que pretende fazer agora?

- Eis o plano: Alguns lupinos, querem nos ajudar a matá-la, então...

- Ajudar!? Por que!? Ela não é considerada uma heroína entre eles?

- Estes lupinos são diferentes. São inimigos dos lobisomens que conhecemos. Tentaram convencer Ferguson a lutar em seu lado, mas falharam e agora querem-no morto. Três deles nos auxiliarão amanhã.

- É verdade. Provavelmente foram dois desses lupinos que Ferguson derrotou. - completou o vampiro que havia invadido a mente de Ema.

- Um momento. Acho que não entendi. Quer nossa ajuda amanhã!? Com três lupinos, do mesmo grupo dos que foram facilmente mortos por Ferguson. Isso é suicídio! Sabemos das capacidades físicas dos lobisomens, e se vierem muitos!? Esses três que você conseguiu não nos serão de muita valia!

- Sim, a meia-noite será o resgate. No entanto, posso lhe garantir. Esses três lupinos são tão fortes quanto os outros. Nosso problema chama-se Ferguson e Ísis. Além do mais acho que minhas armas de prata podem servir de grande auxílio. - disse mostrando os mosquetes e baionetas que estavam encostados na parede. Os vampiros não contiveram um olhar de aprovação e Walter continuou: - Cento e cinqüenta anos sendo caçado me mostraram, que prevenção nunca é demais, mesmo quando baseada em boatos. - enquanto mostrava seu pequeno arsenal disse - Isso é tão letal aos lobisomens quanto o é a um humano... Sei que peço para arriscarem suas vidas, mas ponderem. Se formos bem sucedidos não só mataremos a culpada pela morte de muitos anciões, como recuperaremos a honra de nosso clã!

Walter não era um ancião, mas já se comportava como tal. Sua liderança era tão forte quanto o poder Presença dos vampiros. Era certo que pouco tempo atrás mostrava sua covardia diante dos Dançarinos da Espiral Negra. No entanto, quando seu objetivo era causar sofrimento a Ísis, uma ira tomava conta de si, assim como uma coragem e inconseqüência. Ema ouvia tudo quieta, como uma estátua, mal respirava. Não queria de forma alguma ser novamente o centro das atenções.

- O que faremos com ela? - disse um dos vampiros.

- Faça o que quiser. Não me importo. Viva ou morta ela tem o mesmo valor: a de uma isca.

Ao ouvir isso Ema desesperou-se. Tentou fugir, obviamente não conseguiu. Era o "prato principal" da noite. Um dos vampiros mostrou-se apto para a tarefa, talvez estivesse com mais fome.

- Espere. - disse Walter impedindo de matá-la. - Ela tem que sofrer antes. Essa amiga de lupinos!

Walter arrancou-lhe as vestes. Ema, nua, resistia como podia, mas era inútil. Foi colocada de bruços, e com um punhal escreveram em suas costas: "Morte aos lupinos!". Enquanto isso, outros lambiam o sangue que escorria em suas costas, para que o prazer no que faziam fosse ainda maior. Ema chorava de dor e desespero, suplicava por sua vida, mas os sanguessugas se divertiam com seu sofrimento. Viraram-na, novamente e em seu peito desenharam um anckh (uma cruz, cuja cabeça é em forma oval), o símbolo dos vampiros.

Ema já não mais chorava, urrava de dor. Walter satisfez-se, finalmente, e permitiu que a matassem. Em segundos ela estava seca como um cadáver. Não pôde gritar, morderam-na na garganta e em todos lugares que conseguiram. Seu corpo foi deixado em um canto, largado, sem vida e seco como uma múmia. Os novos amigos de Walter passariam o restante da noite e do dia em sua casa preparando-se para noite que vinha.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Pais, filhos e gays

Sei que não tenho o costume de postar duas vezes ao dia, mas este texto mereceu atenção especial hoje.

Recebi, através de uma lista de discussão este texto abaixo assinado por João Pereira Coutinho, que não conheço, mas achei extremamente interessante a maneira como aborda a questão. São questionamentos como esses que podem auxiliar em discussões mais consistentes sobre questões como manipulação genética, preconceitos e limites éticos da ciência.

Deixarei minha opinião pessoal sobre esse texto para o final.
Pais, filhos e gays

A busca de super-homens é uma quimera longa e trágica na história humana

Será possível escolher as preferências sexuais de um filho? Não, não falo de preferências por ruivas, loiras ou morenas. A questão, levantada pela cibernética “Slate”, vai mais fundo: será possível mexer na base neurobiológica de uma criatura e “reprogramá-la” para ela gostar do sexo oposto?

Talvez. Conta a “Slate” que longe vão os tempos em que a homossexualidade era encarada como escolha pessoal ou produto do meio. A homossexualidade é um fato natural -como a cor dos olhos, a pigmentação da pele-, e estudos recentes apóiam a tese ao mostrarem diferenças visíveis no cérebro de homos e héteros.

Parece que os gays têm cérebros muito semelhantes aos das mulheres hétero. E parece que as lésbicas têm cérebros muito semelhantes aos dos homens hétero.

Mas os estudos não ficam restritos a esse retrato. Os cientistas dão um passo além e sugerem que importantes influências hormonais, durante e pouco depois da gestação, determinam a constituição neurobiológica do indivíduo. E, se os hormônios desempenham papel principal, abre-se a porta prometida: “reorientar” os hormônios, “reorientar” a preferência sexual do bebê.

A possibilidade recebe aplausos. A Igreja Católica, confrontada com tal cenário, esquece a sua própria doutrina sobre os limites da manipulação médica e apóia decididamente a busca de uma “terapia” capaz de “curar” a “doença” homossexual.

Mais impressionante é a opinião da maioria: questionada sobre a possibilidade de conhecer a orientação sexual do filho por meio de um teste pré-natal, a generalidade não hesitaria em recorrer ao aborto ou à “reprogramação” caso a sexualidade da criança apontasse para o lado “errado”. No fundo, quem não salvaria um filho do preconceito social ou da “doença” homossexual?

Fatalmente, a questão é desonesta. Aceitar as premissas do debate lançado pela “Slate” -aceitar, no fundo, que, por meio da ciência, é possível reverter a orientação sexual de um ser humano- é aceitar, implicitamente, que a homossexualidade é uma doença. E, aceitando-o, permitir que a medicina a trate exatamente como trata qualquer doença.

A realidade não legitima a fantasia. A síndrome de Down ou a espinha bífida, por exemplo, são doenças no sentido mais básico do termo: elas impedem que um ser humano tenha uma vida plena. Podemos discutir se a medicina deve e pode “manipular” genética ou biologicamente uma vida humana para erradicar esses males. E podemos discutir se esses males legitimam a interrupção da gravidez. Mas essas discussões são distintas do problema inicial: reconhecer a Down ou a espinha bífida como fatores objetivamente incapacitantes de uma vida normal.

A homossexualidade não é uma doença. Pode ser motivo de preconceito social, dificuldade relacional, neurose pessoal -mas não é impeditiva de um funcionamento pleno do indivíduo nem põe em risco a sua sobrevivência futura.

Nada disso significa, porém, que não exista uma base neurobiológica capaz de explicar a orientação sexual. É possível e até provável. Exatamente como é possível e provável que certas propensões da personalidade humana -para a depressão, para a liderança, para a criatividade- estejam já inscritas na nossa natureza.

Mas isso não autoriza a medicina a procurar o paradigma do Super-Homem, dotado da dosagem certa de humor, capacidade de chefia, talento para a pintura e para o sapateado. A busca de super-homens é uma quimera longa e trágica na história humana.

Resta a questão final: e os pais? Confrontados com a possibilidade de “reprogramarem” a orientação sexual de um filho ou de descartarem-no via “aborto terapêutico”, terão os pais o direito de pedir à medicina esse instrumento seletivo e subjetivo?

Aceitar essa possibilidade é aceitar que, no futuro, os pais poderão determinar a vida futura dos filhos. Escolher a orientação sexual; o temperamento; a vocação intelectual; a excelência atlética ou estética.

Não duvido que a maioria, confrontada com tal hipótese, reservasse para a descendência o cruzamento ideal entre Brad Pitt, Albert Einstein e Pelé.

Mas um tal gesto seria uma tripla violência: contra a medicina e a sua função especificamente curativa; contra o mistério e a diversidade da vida humana; mas também contra os próprios filhos, condenados a habitar vidas que não lhes pertenceriam, mas que foram desenhadas pela vaidade, soberba e tirania de seus progenitores.

Sinceramente, a despeito de qualquer forma que a orientação sexual da pessoa seja definida, o que mais conta na minha opinião é a pessoa estar bem consigo mesma. Sempre haverá pessoas que considerarão isto uma transgressão à "ordem natural das coisas" ou mesmo que é uma doença, que deve ser combatida. Até alguns anos atrás, no catálogo médico CID-10, homosexualismo era considerada doença de cunho psicológico.

As descobertas me animaram bastante, pois colocaram um pouco de luz em um assunto tão natural e ao mesmo tempo tão controverso. Mas, existe um ditado que diz: "O conhecimento é uma arma de dois gumes. Tanto pode ser usada para o bem quanto para o mal". Isso me faz lembrar de um episódio do seriado Heroes, onde Hiro vai para o futuro e encontra Nova York destruída. As pessoas com habilidades especiais são caçadas impiedosamente, sendo feitos testes sanguíneos para determinar se são ou não mutantes. Quero acreditar que este cenário não aconteça na realidade. E espero que mais pessoas pensem assim também!

Abração, e até um próximo post.