sexta-feira, 9 de maio de 2008

Crônica - Vampiro e Lobisomem - Cap 04 - Segunda Temporada

Essa semana foi meio puxada aqui na escola, então os posts minguaram um pouco. Foi então que decidi fazer algumas consultas com você para ver os melhores dias para postar. O gadget de votação está no final da barra lateral. Dê seu voto, pois é muito importante para mim, para saber o que melhor agrada a ti, caro leitor. Agora, vamos ao post principal da sexta feira. O que será que vai acontecer com Fergurson, agora que uma antiga ameaça o encontrou? Leia aqui, e leia agora !!

Crônica Vampiro e Lobisomem Completa

Em algum lugar do Passado ...

Ísis procurou durante toda a noite, nas estradas, estalagens, porto, em todos os lugares, mas ninguém o viu. Pensou no lugar onde ele iria se estivesse livre, lembrou-se do sonho simples do jovem: construir uma família e ter uma fazenda. Concluiu, então, que ele viajaria para uma cidade do interior, onde poderia comprar uma fazenda. Sabia que ele não possuía dinheiro suficiente para a compra, mas mesmo assim achou que ele viveria no campo pois este também era seu sonho, lá conseguiria um trabalho, realizando-se ao menos em parte. Correu então para os limites da cidade, procurando por alguém que o teria visto. Era certo que ele não sairia da cidade sozinho, pois nunca havia estado em outro local. Foi em todas tavernas de viajantes que encontrou, mas em nenhuma delas alguém havia visto um jovem viajando para o interior, viram somente jovens chegando do interior ou jovens indo para cidades maiores, como Londres, o que era perfeitamente normal, pois lá havia mais chances de empregos para recém formados.




Já passavam-se das três da manhã, estava desanimada, era verão, e logo o sol estaria brilhando. Já havia procurado em todas as tavernas e em nenhuma encontrou pista alguma. Voltava para casa quando veio-lhe a idéia: "Será que ele não foi para outro país?", não esperou que a resposta chegasse e correu para o porto à beira do rio Tâmisa, que quando navegado levava direto ao mar. Não preocupou-se com os riscos que corria ao ir àquele lado da cidade, naquele horário e foi rápida como o vento. Chegando lá encontrou um velho navio aportado, esperando pelo embarque dos últimos passageiros. Ísis foi ter com um dos marinheiros.

-Para onde vai esse barco?

-Vai para Londres e depois para a América.

-Meu filho brigou com meu marido, acho que tentará fugir para outro país. Por favor, deixe-me ver se ele entrou nesse barco!?

-Sinto muito, mas só entra nesse navio quem me mostrar um passaporte!

-Pelo amor de Deus! Não posso perder meu filho!

-E nem a chance de visitar facilmente a América, ou quem sabe roubar tudo que conseguir carregar!

Ísis, percebendo que não conseguiria convence-lo honestamente, não perdeu mais tempo e usou logo uma de suas disciplinas. Olhou fixamente nos olhos do homem e disse:

-Você tem certeza de que é certo o que está fazendo? Não acha que deveria deixar eu entrar!?

-Sim senhora, estou errado. Pode entrar, vire na primeira à esquerda, lá estão os passageiros.

Ísis entrou no navio. Era um típico veleiro da época, não era luxuoso e nem tinha qualquer proteção contra ataques de piratas, muito comuns naquele tempo, mostrando uma certa fragilidade. Ísis demorou cerca de trinta minutos para revistar todo aquele barco nos mínimos detalhes e não encontrou nenhum sinal de Ferguson. Desembarcou, pois o navio já zarpava, e ficou esperando por uma possível chegada de Ferguson, a qual não aconteceu. O dia já se aproximava, não sabia mais aonde procurá-lo, voltou então para casa decepcionada. A única coisa que pôde fazer foi mandar que alguns de seus funcionários procurassem-no durante o dia.

A noite renasceu. Ísis verificou com seus funcionários se Ferguson havia aparecido, ninguém havia visto-o. Sem ter outra escolha, depositou sua esperança no fato dele fugir despercebidamente e foi à sua taverna como outro dia qualquer. Quando estava saindo do alojamento ouviu alguém chamá-la.

-Quem lhe deu o direito de prender-me aqui?

-Ema!!? Desculpe-me, meu filho fugiu, não pude evitar. Não sei para onde ele foi, provavelmente ele não voltará mais.

-Ah! Que pena. Só tem um pequeno problema.

-Qual?

-Se eu voltar para casa sem uma boa desculpa, meus pais me matarão. Terei que traze-los para cá. Você deverá explicar tudo a eles, para que não pensem no pior!

-Tudo bem. Cumprirei com minha palavra, mas se meu filho aparecer, você cumprirá a sua!

-Tudo bem. Vou chamá-los.

Ísis foi-se então para a taverna, que estava tão freqüentada como outro dia qualquer, com muitos bêbados e estudantes. Já pelas duas e meia da madrugada um tipo estranho entrou em sua taverna. Era um homem de físico não muito avantajado, a princípio pensou que fosse somente mais um professor ou estudante, mas teve aquela sensação de que já o havia visto. Não fez nada, ficou quieta apenas observando-o. Lentamente ele foi aproximando-se de Ísis, encobrindo seu rosto debaixo do chapéu que usava, a vampira fingia que não o percebia e continuou a fazer seus afazeres. O homem debruçou-se sobre o balcão à frente de Ísis e disse:

-Quero uma cerveja!

-Você tem dinheiro para pagar?

-Não muito, graças à você sua vadia!! - Dizendo isso o homem levantou-se e deu um tapa em Ísis. Somente aí que ela o reconheceu, era Walter, o único sobrevivente da cidade de Jamestown. Ísis, tentando defender-se, pegou uma garrafa e atacou-o. Seus longos anos sendo perseguido ensinou-o a defender-se, e agilmente segurou a garrafa nas mãos dela. A luta foi discreta e ninguém na taverna percebia o que se passava.

-Você não passa de uma criança da noite! O que vai fazer agora?

Desesperadamente Ísis tentou dominar Walter. Este rindo disse:

-Você já deve saber que é impossível dominar aquele que tem geração menor que a sua!

Ísis não tendo outra alternativa tentou fugir, mas foi contida por Walter, que agarrando-a, disse discretamente em seus ouvidos:

-Não fuja de mim! Ou revelarei sua identidade!

-O que quer de mim?

-Havia pensado em matá-la, mas isso seria pouco perto do sofrimento que causou-me! Pensei então em tomar aquilo que você dá valor!

Walter jogou sobre o balcão uma camisa de Ferguson molhada de sangue e a unha que arrancou do dedo do jovem. Ísis enfureceu-se, mas controlou-se. Suas esperanças estavam acabadas.

-O que fez com ele?

-Arranquei alguns pedaços, mas nada que não possamos consertar.

-Desgraçado ele é inocente!

-Tanto quanto você, suponho! Que domina um vampiro para proteger a vida de um mortal, arriscando a máscara que demoramos séculos para construir! Ou ainda, inocente do assassinato de todos os vampiros de Jamestown, inclusive seus aliados e mestre, unindo-se com lobisomens nossos piores inimigos!

-Mentira! Não matei ninguém! Principalmente Edgard!!

-Claro, e você quer que eu acredite nisso!

-Aliei-me, sim, aos lupinos, mas não fui eu quem matou Richard e os outros, foram os lobisomens!

-E como eles encontraram a Camarilla!? Por força do Divino Espírito Santo?!

-Devem ter seguido meu cheiro pelo faro!

-Não quero saber de suas desculpas! Você causou-me grande sofrimento! Consideraram-me um assassino e você morta! Fui caçado em seu lugar, sua desgraçada! Terá que pagar!

-Tudo bem, vamos resolver nossas diferenças em paz! Deixe o pobre rapaz ir!

-Claro, deixando que você fuja novamente?! Conheço seus pontos fracos, minha jovem! Sei que prefere morrer a deixar que os outros morram!

-Pensei que pelo menos você não seria como os outros, Walter. Você estudava, lia, sabia de como é errada a existência de vampiros. Pensei que ao menos não se alimentaria mais de humanos e que me compreenderia!

-E eu, que pensei que após todos esses anos você haveria desistido desse seu ideal idiota! Não sei como conseguiu sobreviver sem alimentar-se de humanos! Sua existência, Ísis, é uma vergonha para os vampiros!

-O meu ideal é o que me mantêm viva! Assim posso usar meus poderes para salvar vidas, e não para destruí-las!!

-Você não mudou nada! Que bom! Assim me divertirá mais com seu sofrimento! Acha que vou facilitar sua vida e entregá-la ao príncipe?! Não, não vou! Quero vê-la sofrer!

-Seu desgraçado! Como consegue divertir-se com o sofrimento alheio?

-Não é alheio! É o seu! Esperei mais de cento e cinqüenta anos por esse dia! Você destruiu meus sonhos de ser um príncipe na América! Perdi um século e meio de estudos! Enquanto não a ver angustiada, chorando por clemência não me darei por satisfeito!

-Será que não pode perceber? Quem o caçou não fui eu, foram aqueles que você chama de aliados!

-Não quero saber sua opinião sobre o assunto! Para provar que não sou o demônio que diz, a deixarei viver, mas em troca terá que dar-me toda noite um sacrifício.

-Como?

-Você será responsável em arrumar toda a noite uma pessoa para me alimentar! - Walter sabia que essa era uma condição impossível para a vampira, e por isso a exigiu! O rancor e o ódio haviam crescido no vampiro em proporções muito maiores do que a benevolência de Ísis. O que ele mais desejava era vê-la sofrer. Ísis via-se em uma impossível encruzilhada: devia escolher entre a morte de pessoas inocentes ou de um ente querido, também inocente.

-Desgraçado! Sabe que não farei isso!

-Então morrerá!... Ainda me resta bondade, e como prova disso, deixarei que pense até amanhã à noite. Não tente fugir ou seu belo "filho" morrerá! Te encontro aqui no mesmo horário, espero que esteja presente com uma vítima!

Walter foi-se embora, rindo, satisfeito como nunca antes. Ísis enfrentava um dilema não sabia como salvar a vida do pobre Ferguson, se ela se entregasse ele morreria, se fizesse o que Walter queria mataria muitos ao custo de apenas uma vida. Não encontrou outra alternativa a não ser enfrentá-lo, mas como?! Não tinha a menor chance de matá-lo sozinha, ficou parada, pensando, quando finalmente veio-lhe uma idéia....