quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Eclipse Lunar do dia 20 de Fevereiro

Bom, aqui estou para tratar de mais um tema de cunho científico. Apesar do atraso dessa mensagem, vou falar sobre o eclipse que ocorre daqui mais um pouco (e que pelo jeito não vou conseguir ver por causa do mau tempo). Hoje é dia de Eclipse Lunar.
Os brasileiros poderão contemplar, na próxima quarta-feira (20), um eclipse lunar total, que ocorre quando a Lua atravessa a sombra que a Terra produz em sua face escura. O eclipse terá uma duração de 51 minutos.

Nesta quarta, Sol, Terra e Lua formarão uma reta. Mas por que, então, não há eclipse total sempre que há a Lua cheia? É que as inclinações das órbitas da Terra e da Lua não possuem um alinhamento perfeito.

Confira na tabela abaixo, os horários em que ocorrerão as fases do eclipse:

* Entrada da Lua na penumbra - 21h35 (20/02);
* Totalidade do eclipse - 00h01 (21/02);
* Fim da totalidade - 00h51 (21/02);
* Saída total da penumbra - 03h17 (21/02).

Fonte: Blog do Maurício

Bom, continuando, vamos falar um pouco mais sobre eclipses lunares ...


Os eclipses da Lua ocorrem toda vez que o nosso satélite penetra no cone de sombra projetado pela Terra no espaço. Estando, portanto, do lado oposto ao Sol, os eclipses lunares só podem ter lugar quando a Lua passa pela fase de cheia.



Iluminada pelo Sol, a Terra projeta no espaço dois cones: um de sombra e um de penumbra. Em seu movimento orbital ao redor da Terra, em certas ocasiões, a Lua penetra no cone de penumbra e temos o chamado eclipse penumbral, muito dificil de ser observado, uma vez que a atenuação do brilho lunar é quase imperceptível. Em determinadas condições a Lua pode atravessar parcial ou totalmente o cone de sombra, ocorrendo aí, o ECLIPSE LUNAR propriamente dito.

O diagrama seguinte representa um corte da região da penumbra e da sombra projetadas pela Terra, na posição correspondente à distância da Lua, ilustrando as diversas fases do fenômeno que poderá observado. A Lua permanecerá totalmente imersa na sombra da Terra durante 51 minutos, cerca de 55 minutos a menos do que a máxima duração possível para esse tipo de fenômeno que é de 1h 47min.

Embora sendo um astro iluminado pelo Sol e estando imersa na sombra da Terra, a Lua não se tornará invisível. É que uma parte dos raios solares que atravessa a atmosfera terrestre sofre desvio (refração), penetra no cone de sombra e atinge o disco lunar permitindo sua percepção. As condições atmosféricas da Terra, no momento do eclipse, determinam a coloração da Lua no instante da totalidade. Em muitas ocasiões, a Lua se apresenta com uma coloração alaranjada, em outras avermelhada e, em alguns eclipses, com um tom marrom escuro, quando na atmosfera existem grandes quantidades de partículas geradas, principalmente, pelas erupções vulcânicas.



A luz solar é composta por radiações de várias cores (várias freqüências). Quando a luz do Sol atinge a atmosfera, atravessando-a de forma razante como na figura acima, as moléculas do ar produzem o espalhamento da luz azul em todas as direções. As radiações de maior comprimento de onda ( alaranjada e vermelha ) são desviadas para dentro do cone de sombra, dando essas tonalidades à Lua à medida que o eclipse se desenvolve.

A OBSERVAÇÃO DO ECLIPSE

O eclipse poderá ser observado a olho nu ou com o auxílio de binóculos, lunetas ou telescópios, uma vez que este fenômeno não traz quaisquer prejuízos à visão, ao contrário do que ocorre com os eclipses solares. O amador em astronomia que disponha de um pequeno instrumento para a observação poderá acompanhá-lo cronometrando os instantes das diversas fases, assim como a passagem da sombra pelas inúmeras crateras, mares e montanhas lunares.

Durante o eclipse, a Lua estará localizada na constelação de Leo (Leão). A lua entrará no cone de sombra do lado leste e sairá pelo lado sudoeste.

No ápice do eclipse, às 00:37 do dia 21, a lua cairá no zênite para os observadores que residam na Guiana Francesa. Nesse momento, a magnitude da lua na zona de sombra será de 1.1062.

IMPORTÂNCIA DOS ECLIPSES LUNARES

Do ponto de vista científico os eclipses lunares têm menor importância que os eclipses solares. Mesmo assim, há observações e medidas que permitem melhorar o conhecimento científico. Por exemplo: a observação da Lua na faixa do infra-vermelho, durante a sua entrada na sombra da Terra e no período em que ela se encontra mergulhada no interior do cone de sombra terrestre, oferece material científico para se estudar as variações das temperaturas na superfície lunar à medida que nosso satélite é obscurecido.

As observações das diversas fases do eclipse lunar e a cronometragem dos instantes em que a sombra da Terra passa por algumas crateras lunares, permitem, pela comparação entre os instantes observados e os previstos, melhorar o nosso conhecimento sobre o movimento orbital da Lua, sobre o movimento de rotação da Terra e aprimorar os métodos de cálculo e as teorias de previsão dos eclipses.

Dois procedimentos são utilizados para o cálculo dos horários das diversas fases de um eclipse lunar: o chamado método clássico que considera os raios aparentes da sombra e da penumbra aumentados em 2% para dar conta dos efeitos da atmosfera terrestre e o método devido ao astrônomo francês André Danjon que utiliza um valor aumentado da paralaxe lunar para dar conta dos efeitos citados. No primeiro procedimento os tamanhos da sombra e da penumbra são aumentados na mesma proporção enquanto que no segundo método os aumentos são desiguais, o que provoca alteração nos instantes previstos pelos dois métodos.

A observação e a cronometragem cuidadosas dos instantes em que a sombra da Terra passa por algumas crateras lunares permitem acumular dados para que se possa calcular o aumento de tamanho da sombra terrestre e decidir qual dos dois procedimentos oferece os melhores resultados no cálculo da previsão.

São necessários para isso, além de um pequeno telescópio ou um binóculo, um relógio e um mapa da superfície lunar para que possam ser identificadas as crateras. A tabela adiante fornece os instantes previstos para a passagem da sombra terrestre em algumas crateras de grande tamanho.



E para finalizar, uma imagem que corresponde as regiões do globo que conseguirão ver o eclipse em sua totalidade, somente partes do eclipse e regiões que não poderão vê-lo.



Fonte:
Nasa Eclipse Home Page
Blog Planetário Vai às Escolas