terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Mundo de Entalis - Prólogo ...

Minha primeira história de 2008. Depois conto mais detalhes. Por enquanto, vamos ao início de tudo.

Era uma vez um lugar ...

Durante muitas eras, existiu um lugar muito belo, onde as árvores cresciam felizes e as pessoas viviam sempre alegres. Havia neste lugar, várias racas de pessoas: os belos Anuir, exímios construtores e artífices, que amavam a terra e todas as coisas vivas; tambem os Balar, fortes e trabalhadores, que construiam suas casas e cidades sob a proteção das montanhas; os Ugeri, que viviam sob o sol dos desertos escaldantes e os Nefai, que durante várias eras construiram suas casas no fundo do mar. Era um mundo mágico, curioso, fascinante e maravilhoso.


- Que história legal vovô! Eu queria poder conhecer um lugar assim! Ele existe, né?

- Ah meu querido neto, esse mundo realmente é muito lindo, mas ele só existe em histórias de crianças.

- Mas, vovô, as histórias que o senhor conta são tão boas! Então Caeryn, o Vinde e os outros não existem?

- Existem sim, em sua imaginação. Enquanto você se lembrar deles, eles estarão aqui, sempre perto de você. Agora durma bem, e tenha bons sonhos.

- Ta bem vovô, boa noite!

Prólogo

"Tantos anos se passaram. Quantas vidas vieram e se foram para o além. Quinze mil anos! Quinze mil anos de uma vida fadada à eternidade. E por que fomos fazer aquilo? Por que eu fui fazer aquilo? Durante quinze mil anos tenho carregado o pesado fardo da culpa, e ainda sim me pergunto, por quê? Apesar de sempre saber a resposta, a pergunta não desaparece. Por que tive que libertar aquele poder? Porque eu queria mais poder? Mais controle? Porque eu queria ser Deus? Eu não sei mais o que eu quero ser. Banidos para uma vida mortal, uma vida sem significado, sem magia. Amaldiçoados a morrer, mas em nossa maldição, a minha foi a pior de todas as maldições. Amaldiçoado a ver todas as pessoas com quem eu convivo, morrerem, e eu ficar. A ver as coisas mudarem e eu continuar. A ver o amor nascer, florescer e murchar. E como um sobrevivente dos tempos imemoriais, me recordar de tudo, e de todos, pois no final, se houver um final, eu possa simplesmente esquecer... E descansar..."
Dante Ariel, Bremen, Alemanha, 1997.