sábado, 22 de dezembro de 2007

O Resgate de Roselline Brown

Olá pessoal. Bem, hoje estou aqui para escrever sobre um tema que não tenho muito costume de falar, que é sobre manifestações culturais.

Não porque não queira ou não tenha vontade de escrever; simplesmente porque não tenho costume mesmo. Gosto muito de manifestações culturais, mas não gosto do popular, ou das massas, por assim dizer; mas tambem não sou tão ligado ao erudito, como muitos podem achar. Tenho gosto bem eclético, e uso isso a meu favor.

Mas, hoje estou aqui para falar de Palmas.

Bom, há algumas semanas eu assisti aqui em Palmas uma apresentação da cantata Carmina Burana, de Carl Orff, interpretada pelo coral sinfônico de Palmas, sob a regência de William Fernandes. Só posso dizer que foi uma experiência muito boa ouvir pessoas daqui de Palmas interpretando tão complexa e bonita obra. Eu acredito que tanto para mim quanto para todos que aqui estavam foi realmente uma experiência única.

Também há a apresentação do grupo gr de teatro , da CIMA, na peça "O Resgate de Roselline Brown", uma peça muito leve e muito alegre, com cenas ao mesmo tempo bastante engraçadas e bastante inteligentes. A peça trata de Roselline, filha de um magnata da borracha, que foi para a guerra e deixou tudo para ela. A temática fala sobre ascensão social, sobre o que fazem as pessoas para ficarem por cima.


Também existem vários enredos na história, como o romance cômico entre Clóvis e Leonilda; O relacionamento ardente e secreto desenvolvido entre o mordomo e a governanta; Um casamento estável entre o choffer e a cozinheira, mas que ao mesmo tempo é muito tenso, dada sua condição antes da guerra da borracha. No entanto, entre todos estes, se destaca a história que se desenvolve a partir do sequestro de Roselline e sua perda de memória, alcançando proporções trágicas quando ela se lembra de tudo, e percebe que aquele de quem ela estava gostando é também aquele que a sequestrou. No entanto, tudo acaba bem e os dois terminam juntos, sempre mantendo a leveza das cenas e a graça que é sempre presente.

Sinceramente, adorei pois ao final do espetáculo, a sensação é de satisfação e alegria. Parabéns a estas pessoas que fazem a cultura de Palmas.