terça-feira, 20 de novembro de 2007

Caeryn, a história de um anti-herói, Parte 2

Bom pessoal, como eu disse antes, talvez essa seja a última história que eu escrevo no mundo do grupo Sociedade do Dado Viciado.

Não é que eu não goste do mundo, pelo contrário, eu gosto muito dele. No entanto, por ser nosso mundo de aventuras de Rpg, eu prefiro não escrever para ele, pois eu tenho uma tendência a mudar as coisas com eventos como o da história anterior do Caeryn.

Há algum tempo eu venho criando um mundo chamado Entalis e ultimamente já estou me sentindo à vontade para escrever nele, por isso as histórias de meus personagens serão escritos agora por lá e as histórias envolvendo a Sociedade do Dado Viciado serão escritas para Dracólia. Espero que todos entendam ...

Bom, deixemos de rasgação de seda e vamos para a história ...

"Tudo o que acontece no deserto, no deserto é esquecido ..."

Depois de várias semanas longe do deserto, Caeryn segue viajando em direção ao sul, para os reinos de Cristália. No entanto, ele não está em boas condições e acaba desmaiando ao lado de uma árvore.

Depois de um tempo que ele não consegue precisar, ele acorda em um lugar que ele não conhece. Está com várias ataduras pelo corpo, principalmente na cabeça. Ele ainda está muito cansado para se levantar, então fica ali tentando se lembrar do que aconteceu. No entanto, ele não se lembra de nada que possa ter acontecido.


- Bom dia! Parece estar se recuperando bem...

- Me recuperando? Onde estou, e como vim parar aqui?

- Sim, você teve muita sorte de eu estar passando por uma estrada antiga no deserto, um pouco depois de uma grande tempestade de areia quase te soterrar. Há alguns dias o vórtice ficou muito mais forte e agora as tempestades de areia tem se tornado bastante frequentes esses últimos dias. Mas, e você, o que fazia no deserto, à pé e sem nenhuma provisão?

- Bem, eu ... Não me lembro. Só lembro de sair para uma viagem no deserto, depois de acordar aqui.

- Estranho. Eu vou ver se a tempestade já passou para podermos continuar nossa viagem. Ah, a propósito, qual seu nome, estranho?

- Bem ... Eu me chamo ... Caeryn.

- Bom, Caeryn, meu nome é Isaac. Se precisar de alguma coisa, estarei do lado de fora, preparando os cavalos para continuar a nossa viagem para Cantrash.

- Humm, Cantrash. Sinto que as coisas não estarão muito boas por lá não.

- Algum problema? Você sabe de algo?

- Não, é que ... com o vortice assim como está, eu acredito que todos devam estar apreensivos ...

- Ah. Bom, em todo caso, chegaremos em Cantrash em dois dias.

- Dois dias?

- Sim, você precisa fazer algo?

- Não, é que não imaginava que estávamos tão perto. Mudando um pouco de assunto, eu posso te pedir um favor?

- Bom, se estiver ao meu alcance, sim.

- Eu queria que você não dissesse que me encontrou no deserto, pode ser?

- E eu posso saber o motivo?

- É um motivo pessoal. Eu entenderia se você dissesse que não, mas aí eu não poderia continuar a viagem contigo.

- Bom, eu vou pensar no seu pedido. Não vou dizer nem que sim nem que não, por enquanto, tudo bem?

- Sim, obrigado por considerar meu pedido.

- Não há de quê. Agora, se você já estiver melhor, é hora de levantar o acampamento. Pode me ajudar?

- Sim, é claro!

Depois da conversa, Caeryn e o estranho levantam o acampamento e partem em direção à cidade de Cantrash. No entanto, Caeryn está preocupado com o que ele vai encontrar.

Passados os dois dias da viagem, Caeryn pergunta novamente ao viajante:

- Bom, já estamos chegando à cidade e eu queria saber se já tomou a decisão de contar ou não.

- Tomei sim, e vou falar ... Que você é um ajudante.

- Hehe, muito obrigado mesmo.

- E chegando lá, você já tem algo a fazer?

- Tenho sim, vou tentar descobrir o que aconteceu comigo no deserto.

- Ah, bom. Então lhe desejo boa sorte em sua busca.

Eles, então, adentram a cidade e os guardas perguntam, como Caeryn já sabia, e o viajante respondeu como combinado.

Entrando na cidade de Cantrash, os dois se despedem e Caeryn vai em busca de rumores e informações sobre o evento no vórtice.

Andando um pouco pela cidade, Caeryn nota que a cidade está estranhamente vazia. No entanto, ainda há pessoas por ali, e logo ele descobre que o motivo desse esvaziamento foi justamente a mudança do vórtice, que devastou uma parte da cidade, em seu primeiro acesso de fúria, que acabou gerando uma enorme tempestade de areia em todo o deserto.

Depois de descobrir o que houve com a cidade, ele vai em direção ao prédio da milícia, e sorrateiramente, invade o mesmo, sem despertar a atenção de ningém.

Lá dentro, ele descobre que está sendo procurado por alta traição. As informações não são completas, mas parece que alguém havia conseguido sobreviver, mas ele não entende quem poderia, pois todos que estavam lá sabiam exatamente o que o tuareg havia feito.

Então, sem que Caeryn perceba, um homem adentra o recinto e começa a falar, assustando Caeryn e fazendo-o se virar. Era o nomem que o tinha salvo da tempestade de areia:

- Está assustado? Ou será surpreso?

- Não estou entendendo. Quem é você? É mandado da legião para me prender?

- Não Josh, não é tão simples assim não. Eu estou à sua procura desde que Mashnir desapareceu. Antes do vórtice aumentar, elemandou um pergaminho avisando que você amotinou os três grupamentos contra ele, e que você, na verdade, estava era negociando com os gnomos a entrega da mina.

- Eu? Não, está errado! Foi ele quem na verdade fez isso, eu simplesmente tentei detê-lo.

- Não Josh, você é quem não está entendendo. Eu estou dizendo isso, não o falecido Mashnir. Pois ele só teve tempo de me dizer que nosso plano havia falhado e que você talvez estaria vivo. E eu mesmo tive que preparar o pergaminho que supostamente havia mandado.

- Nesse momento, os legionários já devem estar a par da situação e, bem provavelmente me designarão para fazer sua busca. É bem provável que você seja executado por seu ato de traição, e assim, poderei retomar o plano que Mashnir não conseguiu terminar.

- Então todos vocês estão nessa, seus desgraçados! Eu já devia ter percebido desde o começo, quando vocês resolveram ajudar a legião!!!

- Na verdade não, Josh. Meu único interesse aqui é pela pedra. Eu só vim aqui, e atrás de você, para recuperar a pedra de invocação. O resto é coisa que o próprio Mashnir estava planejando. No entanto, foi uma boa idéia, pois esse negócio de finjir ser um demônio das areias não duraria muito, era só questão de tempo até Aesir descobrir e vir atrás de nós. Mas nós fizemos a diferença naquela época, e agora faremos diferença contra Cristália, mais uma vez. Se você não tivesse atrapalhado nossos planos, Cantrash não estaria assim, como está hoje!

- Seus canalhas, vocês se declaram protetores do deserto, mas para isso, fazem coisas terríveis como invocar esses demônios!!!

- Ao contrário de você, Josh, nós estamos dispostos a fazer qualquer coisa pela nossa causa. Inclusive eliminar aqueles que estão no caminho de nossos planos. E é por isso que aqui estou, agora. Arme-se, para que você possa ter alguma chance contra mim!

Após falar isso, Caeryn se vira, vai até os armários de equipamentos e se prepara para a batalha.

Os dois então se posicionam um de frente para o outro, e o viajante diz:

- Boa sorte para você Josh, você vai precisar.

- Me diga seu nome antes, forasteiro, para que eu possa saber quem estarei matando hoje!

- Meu nome é Uriel. E sou um dos maiores no comando da Legião. No entanto, Mashnir era maior que eu em hierarquia. Desde o começo da era atual, sempre fomos três. Agora, com a morte dele, eu passei a ser o principal da ordem da Adaga do Deserto. Mas, como você está para morrer, não custa nada saber, não é ??

Logo em seguida, Uriel saca uma espada de duas lâminas e avança em grande velocidade para cima de Caeryn, que por instinto consegue se esquivar da primeira investida do tuareg. Ele tenta revidar com um golpe mas é facilmente repelido pelo velho, que aparenta ser muito mais ágil que ele. O tuareg então responde com ataques múltiplos contra Caeryn, que dessa vez não consegue bloquear, e toma uma sequência de 4 golpes. No entanto, ele consegue revidar com o escudo, em uma jogada de blefe onde o tuareg não esperava essa ação, e acerta o escudo bem na cabeça, deixando o mesmo um pouco tonteado. Nisso, Caeryn derruba ele no chão e se posiciona em cima deste, com a sua espada empunhada no pescoço do tuareg.

- Não foi você, tuareg, quem disse que não mediria esforços para continuar com seus esforços de “proteger” o Grande Deserto? Então, agora sou eu quem resolveu não medir esforços contra a sua investida. E aí, o que você tem a dizer agora?

- Eu não acredito que você tenha mesmo a coragem de fazer isto. Você não é assim, nem nunca foi um guerreiro que usasse disso para vencer.

- Realmente, Josh não faria isso. Mas Caeryn sim. Josh morreu no deserto no dia que sacrificou-se e a seus soldados para salvar nosso povo de pessoas como você!

E então, ele enterra a espada bem fundo no pescoço do tuareg.

Logo em seguida, ele tenta reunir o máximo de papéis que encontra ali na milícia e se prepara para sair. No entanto, ao olhar de relance pela porta, ele nota que há vários soldados parados do lado de fora, somente esperando sua aparição pela porta para lhe darem a voz de prisão. Ele então, sai por onde ele havia entrado e em um beco, tira as vestes de legionário e coloca roupas de plebeu normais, tomando o cuidado de esconder seu equipamento. Vai até o estábulo, pega um dos melhores cavalos e sai da cidade, sem ser percebido.

Depois disso, ele então resolve abandonar o deserto, pois ali ele não mais teria paz para viver, indo para o continente de Cristália.