quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Crônica - Vampiro e Lobisomem - Cap5 e Cap6

Boa tarde pessoALL.

Hoje eu farei uma coisa especial por vocês, por ter demorado tanto tempo para postar novamente a crônica vampiro e lobisomem. Hoje eu vou colocar o capítulo 5 e o capítulo 6 para vocês, como compensação. Espero que curtam a continuação da história, que agora começa a ficar bem interessante ...

Na semana que vem eu estarei viajando para Brasília, então eu irei postar as coisas que eu for aprendendo lá no curso de: Tecnologias de Redes sem Fio, Implementação e Manutenção, ministrado prla Escola Superior de Redes da Rede Nacional de Pesquisa. Nos veremos por lá nesse tempo.

Bom, não vou me adiantar mais no assunto, pois há muita coisa pra ser lida nesse post de hoje das crônicas. Até !!

Crônica Vampiro e Lobisomem Completa

Em Algum Lugar do Passado

Enquanto Ísis pensava em sua resposta Scott rompeu o silêncio:
- Então, você quer?
- Não sei se estou preparada para uma decisão desta.
- Você sempre esteve preparada. - respondeu Scott consolando-a.
- Nunca estive preparada..... Nunca estive!
- Era o que eu temia. - disse baixando a cabeça.
- O que Scott?
- Após todo este esforço, você ainda me negar. - Scott mostrava que também tinha sangue frio e que podia representar tão bem quanto sua cria, mas Ísis não se abalou:
- Não Scott. É que não estou preparada. Dê-me uma semana para decidir.
- Você quer dizer: "Dê-me uma semana para ver se o amo realmente." - mostrando toda sua tristeza.
- Gosto muito de você! Mas não estou preparada para decidir todo meu futuro essa noite! Dê-me um tempo!
Dizendo isso, Ísis deu-lhe um beijo doce, que pareceu seduzi-lo completamente. Ele tentara entrar no jogo da jovem, mas fora vencido. Seus sentimentos não deixavam que ele fosse imparcial como deveria ser. Rendeu-se no irresistível beijo de Ísis e ela disse então:
- Você há de entender que esta decisão não pode ser tomada "de uma noite para a outra" tem que se pensar a respeito.
- Desculpe-me. Acho que estou cobrando muito de você. Você é apenas uma criança da noite. - disse reconhecendo o erro.
- Prometo te responder em uma semana.
- Não se preocupe. Você tem ainda toda a eternidade para responder.
Ísis percebeu um sincero olhar de desapontamento em Scott e disse:
- Alegre-se. Você ainda me tem.
- Não completamente. Só a terei depois de meu pacto de sangue.
- Eu sou sua! Não é preciso um pacto de sangue para que fiquemos juntos! - disse Ísis superando-se mais uma vez. Em momentos de necessidade sua genialidade nunca a deixara. Mas seu toque de mestre ainda estava por vir.
- Sim, é preciso! Jurei a mim mesmo que nunca me relacionaria com uma vampira sem o pacto de sangue.
- Ah é!!!? Você acha que sou uma de suas bonequinhas, que você transforma em vampira, faz dela sua escrava e depois a deixa solta!!!!? Não sou não!!!! Sou mais esperta!! - disse, com rara sinceridade.
- Fale mais baixo!! Os vizinhos podem ouvir!!
- Aposto que Alice é uma de suas bonecas! - gritou tentando impor-se e justificar sua negação. Sua genialidade estava apenas começando.
- Fale baixo! Acabaremos descobertos!
- Vou embora! Não quero te ver nunca mais!
- Por favor!! ..... Não faça isso!!..... Não me deixe!!! Vamos conversar!
Ísis saiu correndo e batendo todas as portas que encontrou pela frente. Enquanto corria escutava gritos desesperados de Scott que chorava como uma criança, ele realmente a amava e não podia perde-la. Ísis não se abalou e continuou correndo. Não sabia para onde ir e foi para a Camarilla. Chegou lá chorando e bateu na porta. Edgard atendeu:
- O que aconteceu? Edgard percebeu que Ísis está chorando.
- Edgard me ajude. - disse caindo em seus braços.
- Edgard ajuda. Os lobisomens não te pegarão enquanto Edgard estiver por perto.
- Não é nada com os lobisomens. Preciso de ajuda. Vamos embora daqui!
- Está bem. Edgard conhece lugar seguro.
Edgard a levou até uma floresta distante algumas milhas do casarão. Era um local onde a peste do príncipe ainda não havia chegado e a mata crescia viva e feliz. Entretanto um local isolado como esse não despertava confiança a Ísis:
- Vamos para outro lugar. Os lobisomens podem nos encontrar aqui.
- Edgard já disse que os lobisomens não te machucarão enquanto Edgard estiver perto.
- Não seja bobo. Você não pode contra todos eles.
- Edgard sabe. Por isso Edgard ser amigo deles.
- Como!? Só pode estar maluco. - respondeu Ísis espantada, mas céptica.
- Edgard não é maluco. É por isso que Scott odeia tanto Edgard, ele tem medo do que Edgard pode fazer com ele.
- Sério!? E como você ficou amigo deles? Responda-me apenas isso! - disse ainda sem dar-lhe crédito.
- Você sabe que Edgard não se alimenta de humanos?
- Sei. O que isso tem a ver com tudo?
- Sabe também que Edgard ser um Gangrel e Gangrel ser amante da natureza, não sabe?
- Sei, ande logo com esta história! Esse local não é seguro!
- Edgard ser um pouco lento. Desculpe.
- Tudo bem, continue.


- Edgard, numa noite, estava comendo animais. Edgard viu um bando de quatro homens brancos matando pássaros, somente por diversão. Edgard ficou nervoso e pediu para não fazer aquilo. Eles não deram atenção a Edgard, porque falou com voz de criança. Eles bateram em Edgard. Edgard ficou furioso e matou todos, um por um. O lobisomem assistiu tudo, calado. Lobisomem pensou que Edgard era como ele. Lobisomem veio cumprimentar Edgard.
- E o faro dele não o detectou?
- Detectou não e Edgard não sabe porque. Edgard só sabe que faro de lobisomem cheira somente criaturas más. Edgard não sabia. Edgard pensou que foi descoberto e se preparou para luta. Lobisomem se transformou em humano e disse: "Acalme-se bravo hominídeo sou Evan um Wendigo. Quem é você?" Edgard ficou sem saber o que dizer. "Sou Edgard, um Gangrel." Lobisomem se assustou e rapidamente se transformou em lobisomem e perguntou rosnando: "Como meu faro não te detectou, sua criatura da noite?" "Edgard não sabe! Por favor, não vamos brigar!" O lobisomem se acalmou e voltou a forma humana. Edgard conversou em paz e fez amizade. Lobisomem disse que enquanto lobisomem vivesse, Edgard não seria ferido por nenhum lobisomem. Disse também que se Edgard precisasse de alguma ajuda era só pedir.
- Então está na hora de usá-la. - Estas últimas palavras de Ísis escapuliram em tom baixo de sua boca, enquanto ela pensava na utilidade que Edgard teria a ela.
- O que Ísis disse?
- Nada. Continue a história.
- Edgard contou demais. Edgard quer saber porque estava chorando.
- Foi Scott.
- Desgraçado! Scott muito mau!
- Ele me obrigou a matar um humano.
- Como!? Ísis não queria matar um humano!?
- Não. Acho que pelo menos temos alguma coisa em comum. - disse ela esboçando um discreto sorriso.
- Edgard admira isso em você. - disse Edgard não escondendo seu espanto e admiração.
- Obrigada.
- E o que Ísis fez?
- Ele me obrigou a matar uma prostituta e depois sugar todo seu sangue. Você tem noção do que ele me fez?
- Edgard sabe. Você destruiu a coisa mais importante do mundo, a vida humana.
- Exato. - disse Ísis espantada com a resposta de Edgard. Era exatamente aquilo que ela pensava- Jurei então que um dia me vingaria. Será uma vingança na qual ele sofrerá como suas vítimas. Jurei também que nunca mais farei aquilo novamente.
- Edgard espera que cumpra a promessa.
- Eu também. - disse Ísis em raro momento de sinceridade desde morte de Dorah. Ela continuou: Não foi só isso. Quando estávamos em sua casa, ele tentou fazer um pacto de sangue comigo. Eu neguei, então ele me bateu e queria me matar. Fugi para a Camarilla pensando em encontrar ajuda.
- Edgard protege você!
- Scott disse a mesma coisa.
- Edgard nunca mente.
- Espero que sim.
- Scott te bateu de verdade? Ele não faria isso. Todos sabemos que ele nunca faria mal a você.
- Eu também pensava assim, mas aconteceu!
- Scott merece ser castigado! Não poder obrigar pacto! Venha, Edgard vai contar para o príncipe.
- Não! Deixe-o fora disso. Além do mais Scott negaria tudo.
- Não adiantaria, o príncipe sabe de tudo que acontece nessa cidade.
Ísis percebeu que não adiantaria mentir para Edgard, pois logo ele descobriria a verdade e querendo-o como aliado e não como inimigo resolveu contar-lhe a verdade.
- Edgard. Você jura que nunca mente?
- Edgard jura. Porque está perguntando? Edgard já disse que nunca mente. - disse estranhando a pergunta.
- Vou lhe contar um segredo e quero que prometa que não vai contar a ninguém, promete?
- Edgard promete.
- Na verdade Scott não me bateu.
- Por que você mentiu para Edgard?
- Não sabia se podia confiar em você.
- O que Scott fez então?
- Ele realmente me fez matar uma pessoa, coisa que eu nunca faria.
- Está falando a verdade?
- Pode acreditar. Ele também queria fazer um pacto de sangue, eu neguei e fugi pois ele estava me obrigando.
- Scott não te impediu de fugir?
- Não. Na verdade ele ficou desesperado e enquanto eu fugia pude ouvi-lo chorar.
- Não teve pena?
- Estava com muita raiva e ainda estou! Ele me transformou no monstro que sou! Acha que sou mais uma de suas escravas. Queria minha dependência como forma de amor.
- Mas no pacto de sangue ambos ficam dependentes, a não ser quando um não ama o outro.
- Não tenho certeza se o amo.
De repente, ouviu-se passos e uivos que se aproximavam. Ísis desesperou-se e Edgard disse:
- São eles. Por que não avisaram Edgard de sua chegada!? Meu Deus! Você é má!?
- Não sei. Acho que sim. Matei um homem, mas não tive escolha! O que eles farão comigo? Scott já matou alguns deles para me proteger.
- Edgard não deixará eles tocarem em você. Edgard promete!
Ísis não sabia o que fazer. Fugir não parecia a melhor solução, não havia mais tempo. Sua vida estava nas mãos de Edgard.

Em Algum Lugar do Passado

Ísis aproximou-se de Edgard. Ambos ficam em silêncio, paralisados. O ruído dos passos, após ficar bastante próximo, parou. Ísis percebeu que estavam cercados por lobisomens, olhares furtivos os observavam de trás de cada árvore e moita, um calafrio correu por toda sua espinha pensando que sua hora chegara. De repente uma voz vinda de algum lugar da mata rompeu o silêncio:
- Que surpresa Edgard. Você também está nos traindo!
- Ela é amiga de Edgard!
- Pensei que fosse nosso amigo e nunca se meteria com uma Lacaia da Wyrm.
- Ela não é uma lacaia!! Ela não é má!
- Então porque fede a Wyrm!?
- Seu mestre a obrigou a ser o que é!
- Você sabia que este mesmo mestre matou um dos nossos!?
- Ele não teve escolha! Vocês atacaram ele!
- Pobre Edgard, tão ingênuo. Acha que ele perderia a chance de matar um lupino?
- Queremos vingança! - gritou um outro. Ao mesmo tempo vários lobisomens surgiram da mata, inclusive Evan que surgiu gritado:
- Acalmem-se. Vocês não percebem que Edgard não está ligado com a morte de um dos nossos e sim ela. Se alguém aqui tem que morrer este alguém terá que ser ela! - disse apontando para Ísis que ficou paralisada de medo. Enquanto isso alguns lobisomens se aproximaram rosnando e mostrando seus poderosos caninos. Edgard interrompeu:
- Não!! Ninguém encosta em Ísis!!
- O que é isso amigo!!? Está defendendo uma lacaia de Wyrm!?
- Edgard ama Ísis!!
Todos se assustaram com o grito de Edgard, ele era um tolo, poderia ser apenas mais uma de suas tolices, mas ele nunca mentia. De onde surgira esse amor ninguém sabia, mas poucos duvidavam. Ísis surpreendeu-se mais do que todos, pois percebeu que o pobre Edgard a amava mesmo sem conhece-la, talvez ele sentia isso em relação a todos que o tratavam bem, mas o fato era que estava disposto arriscar tudo por ela, até mesmo seus aliados lobisomens. Scott também arriscou-se por Ísis, mas não desprezou tudo que tinha, coisa que Edgard o fizera sem hesitar.
Evan percebendo que Edgard falava sério resolveu ajudá-lo:
- Não nos precipitemos!! Lembrem-se de que estamos falando de Edgard, um dos nossos únicos amigos não lupinos. Devemos a ele todo respeito.
- Está nos traindo também Evan!?
- Nunca!! Acho que ele está errado por se aproximar dos lacaios. Mas o mal já foi feito, ele a ama. Devemos respeitar seus sentimentos. Se ela deseja continuar viva terá que provar que está do nosso lado.
- Como? - perguntou Edgard prontamente.
- Trazendo aqui o seu mestre para que seja julgado de acordo com as nossas leis.
- E deixaremos eles fugirem e ficarem impunes!? - gritou um lupino exaltado.
- Eu os vigiarei! - respondeu Evan, após um silêncio ele continuou: Senhores, lembrem-se que somos os filhos de Gaia. Os justos, os bondosos. Comportemo-nos como tal.
- Você acha que eles deixarão de fugir depois deste seu lindo discurso!?
- Se um deles tentar fugir eu o perseguirei até os confins da Terra! Matarei e aprisionarei seu espírito dentro de um fetiche, e, o darei aos meus filhos como prova de minha bravura!
- Edgard não pode fazer o que vocês pedem. Edgard não faz maldade. Edgard será caçado pelos vampiros.
- Quem disse que você fará mal a alguém? - disse Evan - Ela sim! - disse apontando para a vampira.
Edgard se assustou com a idéia de Ísis mancomunar-se com os lobisomens contra Scott. Ele tinha certeza que ela dificilmente conseguiria levar Scott a aldeia e, mesmo se conseguisse, seria caçada e morta pelos vampiros. Aterrorizado com esta possibilidade não hesitou em ajudá-la.
- Ela não! Edgard quer tempo para fazer o serviço. Edgard fará o serviço!
- Se assim preferir. Você terá o tempo necessário. Um mês. Se dentro de um mês aquele Maldito não aparecer em nossa aldeia ela será morta. E você, amaldiçoado por um de nossos rituais.
Evan e os outros lobisomens entraram na mata. Sumiram da mesma maneira que apareceram. Ísis sentira vontade de assumir-se diante dos lobisomens e fazer aquilo que eles pediam, pois afinal sentiria um enorme prazer em se vingar daquele que lhe trouxera nada mais do que desgraças nos últimos dias. Entretanto, seu medo e algo mais que ela não podia precisar a impediram. Após a saída dos lobisomens ela esboçou sua primeira reação:
- Vamos logo!
- Para onde?
- Fugir! Tenho dinheiro suficiente para escaparmos até a Europa.
- Tola. Eles nos pegam, viajam pelo Mundo Espiritual.
- O que é isso?
- É outra dimensão. Os vampiros não entram no Mundo Espiritual. No Mundo Espiritual, lobisomem viaja, mundo todo, em poucos segundos. Lobisomem matará Ísis e Edgard também!
- O que faremos então?
- O que lobisomens querem.
- Não posso fazer isso sozinha.
- Edgard ajuda.
- Não. Você não vai se envolver mais nisso!
- Edgard envolvido.
- Ainda não. Não quero que mal algum lhe aconteça.
- Você não merece morrer, não a deixarei!
- Mereço. Matei sou má! Por isso fui encontrada aqui e por isso pagarei pelo restante de meus dias!
- Não merece!!
- Por que está dizendo isso? Não está devidamente provado minha falta de humanidade?!
- Porque Edgard a ama!
Ísis estava impressionada, até aquela noite nunca ninguém havia lhe dito isso e, de repente, dois homens, dois vampiros, declaravam um amor impossível! Não sabia o fazer, resolveu então encorajá-lo, talvez, como forma de agradecimento pelo seus atos. Aproximou-se de Edgard para dar-lhe um beijo na testa. Esse, entendeu errado e pensou que ela o beijaria nos lábios. Por nunca ter beijado ninguém antes, ficou sem jeito e fez um biquinho como uma criança de 8 faria, esperando pelo beijo da mãe. Ela assustada com a reação do companheiro disse:
- Você nunca teve uma namorada?
- Edgard não teve. Edgard fez alguma coisa errada?
De repente Ísis sentiu uma estranha atração por Edgard. Algo como um senso de maternidade ou simplesmente pena e solidariedade a fizeram ter uma irresistível vontade de ser a primeira a beijá-lo. Rendendo-se a essa estranha tentação, ela disse:
- Relaxe Edgard. Feche seus olhos e abra sua boca. Tudo acontecerá normalmente após isso.
Edgard obedeceu. Ísis aproximou-se e deu-lhe um beijo. Edgard, finalmente, sentiu uma felicidade enorme correr por entre seu corpo, como se ele estivesse rejuvenescido algumas dezenas de anos. Empolgou-se e começou a gritar, colocou Ísis em suas costas e uivou como um lobo:
- Ísis!! Edgard ama!!!! Edgard vive de novo!!! AAAAAUUUUUU!!!!!!
- Acalme-se, Edgard foi apenas um beijo. - disse Ísis surpresa com a estranha reação.
- Tarde demais! Edgard vivo novamente!!
- Ponha-me no chão, Edgard.
- Tudo que a senhora mandar. Acho que Gaia ainda ama Edgard.
- Quem é essa!? Sua amante!!?
- É a deusa dos lobisomens. Ísis boba, ciumenta. - disse Edgard ainda mais feliz.
- Espero que seja. Se não for eu a matarei por tentar roubar meu herói! - disse Ísis ainda sobre os efeitos da estranha atração.
- Ela ama Edgard mais que Edgard imaginava.
- Porque ela te ama?
- Porque você está no caminho de Edgard.
- Ainda bem!
Ísis pela primeira vez em sua vida se sentiu verdadeiramente amada, um amor incondicional, e isso era extremamente estranho. Viveu sempre amargurada, se culpando e odiando pela morte de sua mãe, (acreditava que para sempre deveria ser punida por isso), sofreu com o abandono de seu pai e frustou-se com a "dupla personalidade de Scott". Apesar de criada com muito amor e carinho por Dorah, ela nunca conseguiu se livrar desses sentimentos. Vivia dos estudos, sua única paixão, pois temia relacionar-se com outras pessoas. Sabia que um dia Scott a levaria para o mundo vampírico e que isso seria quase inevitável. Encontrou nos estudos a única maneira de preparar-se para seu futuro negro.
O fato de se sentir amada pela primeira vez combinado com os eventos daquela noite causaram nela uma imensa confusão. Será que seu destino era realmente esse? Será que Deus reservara à ela felicidade onde menos esperava? Seus sentimentos se confundiam com a razão, o simples fato de sentir amada, importante para a vida de alguém, por mais estranho que podia parecer, fez com que ela amasse este alguém, não importando quem este fosse, retribuindo aquilo que sempre esperou. Você deve estar se perguntado: "E quanto a Dorah, e Scott? Eles também não demostraram seus sentimentos?" Certamente que sim, mas o sentimento de Dorah era um amor maternal e isso não era suficiente, e Scott a amava verdadeiramente, mas Ísis o odiava pelo futuro que a obrigou escolher, e por mais que ele demostrasse esse amor e provasse suas intenções "puras", ela o odiaria por toda a eternidade.
Ísis se aproximou de Edgard e deu-lhe mais um beijo. Desta vez Edgard soube retribuir a altura. Ela sentiu um estranho calafrio por todo seu corpo e de repente a razão, que a caracterizava, voltou a sua mente e diversos pensamentos lhe vieram a mente: "Como posso amar um homem tão estúpido? O que ele tem de tão especial que me atrai tanto? Não me entregarei a esse amor enquanto não tiver a certeza da razão que ele me atrai..... Como me apaixonei tão rapidamente por ele? Talvez estou sendo alvo de algum tipo de poder.". Mal sabia Ísis que as respostas às suas perguntas já estavam por vir.