quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Alegria de ser brasileiro ...

Recebi um texto interessante hoje por e-mail que venho a compartilhar com vocês. Em vários pontos eu me identifico com a mensagem que está sendo transmitida.

Ah, desculpem meu sumiço nesses últimos dez dias, mas estava totalmente sem inspiração para escrever sequer uma única linha de texto ...

Quando ao post de hoje, já vou me adiantar, pois não tenho muito o que falar sobre o texto, lendo vcs entenderão ...


Fim de uma nova semana. A vontade preguiçosa ainda pede por um ritmo
maneiro, pequeno nas suas ambições e sem afobamento algum.
Lá fora o vento parece querer chegar logo ao seu destino. Quem sabe ele não
leva, esbaforido, urgentes mensagens de amor. Que carrega aromas de flores
de cedro, de assa-peixe e de outras assanhadas plantas no cio, eu garanto.
Leio e escrevo enquanto a ventania não amaina. Quero, depois, coletar
sementes de cosmos, bálsamo e tagets, elas estão no ponto; mais um dia e as
perco. Aí, já será hora de aguar a horta e o jardim, o que toma um tempão.
A minha semana não foge da rotina. Nessa, fiz doce de casca de limão china e
conserva de jurubeba. Você gosta de jurubeba?
Estou lendo o livro Rimbaud na África. A vida desse poeta francês do séc.
XIX é um desafio a qualquer sensibilidade. Ele viveu intensamente os
paradoxos da existência e morreu novo.
Vi na TV uns pedacinhos dos jogos pan-americanos. Enoja-me o patriotismo
fácil e de ocasião que acompanha os esportes brasileiros. Ouvi muito a
frase: “Tenho orgulho de ser brasileiro”. Isso me fez repensar a minha
própria posição. Amo o Brasil sem ser nacionalista. Amo de um jeito
diferente, acho. Não sou apegado a fronteiras. Adoro o hino nacional, quase
sempre choro ao ouvi-lo, mas se leio a sua letra renego o seu sentido.
Venderia a Amazônia sem nenhuma dor para aplicar o dinheiro na erradicação
da miséria. Se o Brasil fosse ocupado por outro país que melhorasse a sua
situação, eu aplaudiria! Se tivesse que ir embora daqui nunca me sentiria um
exilado. Gosto de nossa música, de nossa literatura, dos sabores brasileiros
e do nosso povo que; segundo dizia meu pai: “Não presta, mas é bom demais da
conta!”
Não sei se voto mais. Não por causa dos escândalos que a imprensa tanto
gosta. Isso é da humanidade, não “privilégio” nosso. Mas porque não acredito
no modelo de estado que temos: grande, gordo, voraz e incapaz de cumprir as
suas obrigações mais básicas. Acredito em um estado mínimo, quase invisível!
Claro que não daria a minha vida por país nenhum, religião alguma e nem amor
qualquer. Prefiro esticar a vida, fugir se possível e, se não, inventar uma
escapada.
No geral, sou promíscuo culturalmente. Gosto muito do inglês e lamento não
dominar outros idiomas, apesar de conseguir ler alguns. Adoro coca-cola,
cinema americano, big mac, cinnamon rolls etc. (Como também gosto de tudo na
culinária brasileira que não me faz bem: torresmo, feijoada, costelinha de
porco frita e, assim, até o colesterol entupir todas as minhas veias de
prazer saturado!)
Tenho grande curiosidade pela cultura de nossos vizinhos latino-americanos.
Queria demais ver os seus programas de TV, ler os seus jornais, degustar os
seus petiscos, mas isso parece quase impossível. Fui certa vez à feira dos
bolivianos em São Paulo, gostei tanto que voltei à tarde, no mesmo dia. E
olha que não era lá grande coisa, mas era algo. Além disso, busco ler e ver
o que posso sobre as minorias nacionais, culturais religiosas etc. Os amish,
huteritas, ciganos, dukabohrs, sikhs, jains, cao-dais, coptas, nativos
brasileiros, afros etc., todos me fascinam.
Bem, sou um ser abominável à esquerda e à direita, imagino, por isso
desapareço na insignificância de minhas “grandes” preocupações caseiras.
Corto, portanto, esse monólogo por aqui. O vento deu um tempo e vou colher
as minhas sementinhas, que assim faço a minha parte na melhoria do mundo!
Que por mim, nesse caso, testifiquem as abelhas e as borboletas!
Abraço acochado e votos de uma boa semana!