sexta-feira, 27 de abril de 2007

Conspiração P.A.L.M.A.S.


Bom dia meus caros amigos e leitores deste humilde blog.

Escrevo hoje, neste testimonial, uma história verídica sobre uma cidade que vive do subterfúgio e de mentiras contadas pelo nosso Governo Federal. Trata-se de P.A.L.M.A.S.

Porque P.A.L.M.A.S.? Vocês não sabem? Existem centenas de pequenas evidências em nossa querida cidade, que nos levam a crer que ela não está neste lugar por um mero acaso do destino da população Tocantinense, tão menos por articulações políticas acerca de um local neutro (que não fosse Porto Nacional, Araguaína, Guaraí ou Gurupi) dentro deste novo estado, com quase 18 anos de criação. O que eu estou a falar a vocês é um relato preciso das minhas descobertas durante estes seis meses em P.A.L.M.A.S.

Continue lendo depois em (CP2, CP3, CP4 Parte 1 e CP4 Parte 2)

[Vinte e Seis de Abril de 2.007, 19:35] Hoje foi um dia cansativo e depois do trabalho estafante, eu fui, como qualquer novo-palmense, para o p.a.l.m.a.s. shopping, comer algo, assistir um filme (Atirador, ótimo por sinal), enfim, fazer o que milhares de pessoas normais fazem todos os dias. Mas eu não sou uma pessoa normal.

Voltando do cinema, por um acaso do destino, eu não tinha nenhum centavo para pegar o ônibus da linha trinta, que me levaria até a minha quadra, a 106 Norte (antiga ARNE 12) em alguns poucos minutos. Como não tinha dinheiro, tive que me contentar em ir à pé mesmo. Tomei a decisão de atravessar a Praça dos Girassóis, para diminuir em alguns minutos minha estafante caminhada.

Passando pela fonte do palácio, fiquei alguns minutos tomando fôlego e admirando a bela queda d'água que ali fora instalada. Bem artificial, digamos de passagem, mas com o intuito de embelezar a cidade. Começei a notar, então, um movimento estranho no palácio. Pessoas saindo, pessoas entrando ... Alguns guardas passavam me observando, como se eu fosse algum tipo de criminoso perigoso, e isto me deixou um pouco abismado. Mas, eles são vigias, são pagos para desconfiar. Então, deixei de lado este assunto, e me decidi logo em me levantar e continuar minha árdua caminhada para casa. Circundei o Palácio, passei em frente à recepção leste e, após começar a atravessar a praça em direção ao prédio da Procuradoria do Estado do Tocantins, eu olhei para a minha esquerda e vi. Aquilo me assustou um pouco, não vou mentir.

Várias tendas brancas estavam armadas 70 passos à frente da face norte do palácio. Têm em torno de 115 passos de largura e 416 passos de comprimento, chegando próximo ao estacionamento do Tribunal de Justiça e da Assembléia Legislativa. Eram quatro barracas laterais, de 30 por 30 passos, mais a longa barraca central, a qual eu não consegui chegar perto, por medo de ser apanhado. Havia militares por perto. Militares com os mesmos rostos daqueles vigias que eu via a pouco. Com receio, eu fui embora, não sem antes me certificar de que eu não estava sendo seguido.

Foi uma visão muito estranha, aquele "acampamento" no meio da praça. Mas, um fato me veio à mente. Porque não percebi aquela construção temporária antes? Por um simples motivo: Todas as construções permanentes da praça, nos levam a não perceber a movimentação que ocorre no centro da mesma. Só quando nos aproximamos muito que podemos perceber a extensão daqilo que ali está instalado.

Este foi o relato que me levou a escrever para vocês, caros amigos, sobre o que se passa realmente em nossa cidade.


Vocês acham que conhecem bem P.A.L.M.A.S. ? Creio que não. Então, vamos abrir nossas mentes e refletir.

Porque P.A.L.M.A.S. tem tantas rotatórias? Será que é para ajudar no fluxo do trânsito da cidade? Não.
Porque o Palácio e vários dos ministérios ficam numa praça, na segunda região mais alta da cidade? Articulações Políticas? Plano Diretor Participativo querendo uma cidade mais bela? Não.
Porque o rio Tocantins foi represado, criando um lago que fica a algumas centenas de metros das quadras do Plano Diretor? Aumentar o trânsito fluvial para a região do alto araguaia? Creio que não.
Centenas de toneladas de seixos de diversos tamanhos, extraídos do leito de um rio do porte do Tocantins? Com certeza não!

Tudo em P.A.L.M.A.S. tem uma ligação e um significado bem definidos, mas bem mais sutil que a vã compreensão das pessoas normais e alienadas. P.A.L.M.A.S. é uma base militar disfarçada de cidade, de capital de um estado recentemente desmembrado. Calma, vou explicar tudo e a verdade surgirá diante dos seus olhos.

Primeiramente, falaremos da criação do estado do Tocantins. Quando Tocantins era parte do estado de Goiás, era uma região bastante abandonada pela parte sul, por Goiânia e por Brasília. Mas os militares, durante o período em que não estavam mais no poder, planejaram uma maneira de se manterem na ativa, por trás da política neo-liberal que estava surgindo, política que tentou desmantelar o núcleo central do exército, desmoralizar os agentes da Abin (que, durante vários anos, era tão secreta, que muitos nem sabiam que existiam, ao contrário dos burros dos americanos, que contam para o mundo que a CIA é sua agência de inteligência e fica no pentágono). Continuando. Com as novas políticas, os militares e os agentes da Abin prepararam uma maneira de se manterem operacionais e semi-independentes dos políticos que dominam o Planalto. Eles criaram, então, o Plano Avançado de Labirinto Militar para Atuação Secreta, ou simplesmente chamado pelo codinome P.A.L.M.A.S.

Durante os 45 anos anteriores à separação do estado do Tocantins, os militares e agentes da Abin prepararam em segredo, uma região às margens do rio Tocantins, que ficava a poucos quilômetros da BR-153, importante via de acesso rodoviário à região norte e nordeste, e a TO-080, outra via de acesso de grande importância para a circulação de mercadorias até Porto Nacional, de onde elas saiam e chegavam de navio para outras regiões do país. Foram vários anos construindo uma estrutura extremamente segura e à prova de terrorismo e de ações de contra-inteligência por parte daqueles que, se soubessem da construção, fariam de tudo para destruir todo este parque tecnológico.

As construções avançaram em ritmo acelerado, com grande parte dos sub-níveis terminados poucos meses antes da definição do “Projeto de Redivisão da Amazônia Legal”. Com a construção do complexo P.A.L.M.A.S. terminado, era necessário esconder as evidências do complexo, para que no futuro não fossem descobertos por algum minerador incauto. Foi aí que os militares tiveram a idéia da emancipação do estado.

Com a emancipação, seria necessária a criação de uma nova capital, pois nenhuma das cidades atuais comportaria uma estrutura do nível de uma capital estadual. Aí entraram os militares que formaram a Comissão para escolha do melhor local para a construção da nova cidade. A idéia que eles tiveram foi tão boa, que foi votada em unânimidade pelo conselho dos militares e agentes da Abin. Foi então, criado o Plano Diretor Participativo, para cuidar das questões relativas à construção da nova cidade.

Agentes da Abin se infiltraram nos vários segmentos das esferas federal e estadual de Goiás e de vários estados que poderiam ser utilizados como subterfúgio para as operações e, com isto, começaram a construção de P.A.L.M.A.S.
Após os primeiros aldeões aqui fincarem estacas, a história do local começou a ser formada oficialmente. A partir daí, todos sabemos onde chega a história oficial da cidade de P.A.L.M.A.S. Mas, por trás desta nossa cidade, existe um complexo militar e uma comissão que protegem e evitam que alguém possa descobrir o que se passa no submundo da cidade.
Agora, vamos aos fatos.

Porque P.A.L.M.A.S. tem tantas rotatórias? Porque a cidade lembra um grande aeroporto? São simples fatos. Porque o Plano Diretor pensou exatamente em um grande aeroporto no começo da construção pois, caso o país entrasse em guerra, a estrutura da cidade seria usada como um super-quartel-general, apto a receber veículos militares tanto por via aérea quanto por via aquática. Isto também explica o porque do lago. formado a poucas centenas de metros da cidade. Para permitir que o Núcleo Especial da Marinha pudesse desenvolver seus submarinos atômicos e levá-los ao mar sem que ninguém percebesse. Se vocês notarem, a cerca de 600km de distância, existe o segundo maior lago represado do mundo, o Lago da Serra da Mesa com, em alguns pontos, cerca de 30km de uma ponta a outra e no centro do entroncamento dos rios Maranhão, rio das Almas e mais dois rios, chega a ter uma circunferência de cerca de 15km de diâmetro e 200m de profundidade efetiva. Local excelente para testes de equipamentos marítimos. E como o rio Maranhão é um afluente do Tocantins, fica extremamente fácil chegar de P.A.L.M.A.S. até lá, pois a usina é controlada pelo Governo, através de Furnas.

As rotatórias escondem nada mais que um sistema de defesa e contra-ataque extremamente elaborado. Mais da metade das rotatórias da cidade não são mais são do que grandes artilharias anti-aéreas subterrâneas. Elas ficam em torno de 50 metros abaixo do nível das rótulas. Algumas são excessivamente grandes, como muitos podem perceber naquelas que ficam mais nas bordas do Plano Diretor. Estas são silos para mísseis balísticos de médio alcance, os famosos ICBMs ou Intra-Continental Balistical Missiles. São a defesa em termos estratégicos, da região das instalações da cidade-qg.

Porque da praça dos girassóis ser tão grande, e abrigar os ministérios e o palácio?

Se vocês nunca imaginaram, aquilo ali nada mais é do que a parte mais superficial do centro de operações. Porque? Porque é necessário haver entradas e saídas de pessoas, de uma maneira que ninguém possa levantar suspeitas. Vamos por partes. O projeto do centro militar previa a construção de sub-níveis à prova de ataques nucleares, o que nos leva a crer que as instalações principais devem estar em torno de 800m a 1km de profundidade. Neste meio termo, foram então, construídos acessos para as diversas partes do complexo superior, de forma a haver movimentação livre nos níveis subterrâneos sem levantar suspeitas. Isto explica, por exemplo, aquele enorme duto de refrigeração atrás da construção da catedral de P.A.L.M.A.S. em forma de um disco. Os prédios dos ministérios e o palácio nada mais são do que acesso para carros e funcionários dos níveis mais altos do complexo. Só para corroborar minhas teorias, existe um enorme aerador e refrigerador de ar, daqueles utilizados em indústrias de base, para resfriamento de equipamentos que normalmente estão em altíssimas temperaturas. Ele fica atrás do prédio do Tribunal de Justiça e fica semi-escondido da visão de satélite por conta de algumas árvores à sua volta. As pessoas que não têm acesso aos níveis inferiores não sabem que abaixo do nível do térreo existe uma maneira de acessar níveis inferiores, com uma leitura de retina e análise de DNA por toque feita durante o uso do botão T, que leva normalmente ao nível zero dos prédios. Mas, e os carros? Simples. Palácio Araguaia. Como ?? A entrada leste dá diretamente em frente à uma entrada. Se olharem atentamente, existe uma marca no chão que equivale a mais ou menos o tamanho do piso de um elevador de carga. E levando-se em consideração que ali pode entrar até um caminhão de lixo, é provável local para a descida dos carros.

Porque seixos numa região de rochas férreas?
Os seixos foram uma estratégia encontrada pelos militares para escavar os níveis em rocha calcária e magmática, formada por calcitas e mármores sem, no entanto, criar montes de entulho visívelmente perceptíveis em análises aéreas e via satélite. Várias empresas fantasma foram criadas para vender "seixo extraído do leito to tocantins" para a população alienada. Dizem meus contatos que ainda os militares estão construindo níveis a uma profundidade de 1,5km.

Vemos com isto, meus amigos, que nossa pacata capital não passa de uma conspiração dos militares para esconder uma base de operações de altíssimo nível de nossos olhos pouco atentos. Existem vários fatores que colaboram para isto. Nossa televisão raramente fala de problemas relativos a construções. Nossos hospitais públicos são os mais eficientes da rede federal de saúde. Até nossa coleta de lixo é extremamente eficiente e organizada, fazendo pensar que parecem militares obedecendo ordens milimétricas de execução de passos.

Espero que, com este texto, eu possa revelar a todos os Palmenses e Tocantinenses e, por que não, a toda a população brasileira de que, em nossa cidade, existe um complexo sistema militar que visa nos proteger de nossos inimigos, de nossos vizinhos e porque não, de nós mesmos?

Fica aí então a questão. Será que eles estão fazendo isto para nosso bem ou simplesmente para passar a imagem de que eles estão decadentes e com escassos recursos? Até lúcifer disse que a melhor forma que ele achou para conseguir mais pessoas foi passando a idéia de que ele não existia.

Não caiam na ilusão que se levanta diante de vossos olhos. Conheçam a verdade e sintam-se à vontade para decidir o que melhor fazer com a informação que lhe foi revelada neste testemunho. Algumas pessoas provavelmente entrarão em pânico, outras se mudarão imediatamente para outras cidades com medo do futuro mas, várias pessoas ficarão, e enfrentarão seu novo e aterrador futuro.

Obrigado pela atenção. Não sei se ficarei vivo por muito tempo após escrever este texto.
No mais, cuidem-se.

P.S.: A.B.I.N. significa Agência Brasileira de Inteligência